quarta-feira, 29 de junho de 2011

Areia

Se há coisa que eu gosto é das colónias de férias nos momentos de pausas escolares...atenção: estou a ser irónica! É verdade que há coisas positivas... muito positivas. Mas será que suplantam as negativas? A alegria dos miúdos, as faces rosadas e corpos dourados e...o cansaço brutal sem dúvida que me deixam feliz! Mas...e a porra da areia?! Desculpem a palavra menos bonita mas a areia dá cabo de mim!! Lembrados do problema das mochilas? Neste momento, agrava-se. É acrescentar a tolha de praia, a toalha de banho, a muda de roupa, o lanche, a garrafa de água...e tudo IDENTIFICADO! Pareço louca com a caneta de acetato a escrever em tudo o que é etiqueta!! E pior, pior, é ter de tirar tudo ao fim do dia, por a lavar e a secar e, no dia seguinte, ter quase um derrame cerebral matinal a percorrer a listagem de coisas que não pode ficar esquecida!! Sem falar na reza diária para que seque tudo a tempo e horas. Vida de pobre é lixada!! E a porra da areia. Tudo vem com areia!! Se os putos têm a feliz lembrança de abrir um saquinho que trazem está tudo estragado! "Nesta casa quem manda sou eu!" Sou eu que controlo a espectacular abertura das mochilas. Tudo concentrado num local estratégico para que essa praga se circunscreva a um local da habitação. Ainda assim, os malditos grãos teimam em fazer-me uma massagem esfoliante nos pés por todos os caminhos que eu percorro. Hoje de manhã o discurso foi espectacular:
"Mamã, as crocs picam-me à frente!!"
Resposta: "Leva os chinelos!!!"
"Mamã, posso por creme na pilinha? Ontem fiquei com um escaldão!"
Resposta: "Claro que sim! Se te arder..."
"Mamã, o professor comprou-me um pacote de batatas fritas porque as minhas bolachas com chocolate derreteram. Posso por na mochila 20 euros?"
Resposta: "NÃO!!"
GOD...a areia é o menor dos meus problemas!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Férias escolares

Pois hoje, apraz-me escrever sobre as tão desejadas férias escolares. Há lá coisa melhor do que guardar a mochila (lá está ela outra vez) e deixar de acordar quando ainda é de noite?? Há lá coisa melhor do que esquecer o calendário das roupas de ginástica, ballet, natação e afins?? Não me parece. Mas, atenção, inicia-se todo um novo ciclo de "preocupações". Mamã, o que vamos fazer hoje? R: "Bom, hoje secalhar vais passar um dia espectacular em casa da avó!! Vais poder passear no LIDL, ver a Fátima Lopes e, com sorte, ir ao semi-parque das traseiras do prédio, sendo que só terás de andar a pé por 10 minutos, por baixo de sol intenso!". Sim, porque a mamã e o papá, TÊM DE TRABALHAR!
Hoje, como repararão, estou assolada por uma neura gingantesca. Se é certo que este edificio, ao qual chamo trabalho, está praticamente deserto, também é certo que EU ESTOU AQUI! Pois não percebem que a produtividade, em dias de intenso calor e seguidos de feriado, é diminuta? Não saía mais barato fechar o estaminé? O que se pouparia em electricidade, segurança... e, acima de tudo, estariam a contribuir para a minha Felicidade que, convenhamos, é a prioridade n.º 1 de milhares e milhares de pessoas!
A minha mente é de facto tortuosa...comecei com a intenção de escrever sobre as pausas escolares dos petizes e acabo a falar em mim...tortuosa mas coerente com os propósitos deste maravilhoso blog: espaço de egoísmo!! Ao fim ao cabo, só o posso ser na ficção!

domingo, 19 de junho de 2011

Mochilas

Porque é que me sinto uma dona de casa desesperada, bem ao estilo norte americano?...Mas, é claro, sem o corpo espectacular, as roupas de marca, a vivenda com jardim, a empregada e a vida desafogada... O que é que me une a tal referência, afinal? Simples, as mochilas!!! Que mãe neste mundo não tem a inglória tarefa de fazer mochilas e mochilas, dia após dia? É a mochila da escola, é a mochila da natação, é a mochila da catequese, é a mochila da praia...não há dia que passe, se não tiver que colocar um Bongo ou uma sandes de ovo dentro desse saco que inventaram e que me persegue. Mudar a água da garrafa, colocar a corda de saltar, verificar se está o chapéu...são tarefas e tarefas que se repetem até à exaustão. E, é engraçado, eu presumi no inicio que as "verdadeiras donas de casa desesperadas" tinham em comum comigo a tarefa de organizar e preparar mochilas mas...na verdade, nunca vi em tal série, uma mochila a ser feita!!! Porque será? Porque está tremendamente mal concebida.!!!!Fosse eu argumentista de tal programa televisivo reservava, pelo menos, 15 minutos para a organização da vida diária dos petizes...é que assim, vê-le logo que não é real!!! Assassinatos, intrigas, escandâlos financeiros e sexuais...bah...banalidades. O cerne está nas mochilas!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pijama ao contrário

Pois é...existem momentos na vida em que as nossas acções se resumem a duas hipóteses: ou nos comportamos como adultos responsáveis e procedemos a explicações sinceras e racionais acerca dos factos/ acontecimentos ou... (enquadrado na corrente da pedagogia do terror- marca registada por mim) nos desatamos a rir. A segunda hipótese é, basicamente, a que escolho com  mais frequência. Certo é que, tenho consciência que no futuro terei de suportar os custos das terapias dos meus filhos...mas como boa portuguesa...não penso no futuro...apenas me interessa o presente. Depois logo se vê. Assim, quando um filho nos pergunta, de manhã, porque temos vestido o pijama ao contrário, a minha reacção óbvia resume-se a gargalhadas sonoras.
Senão vejamos, podia ter sido sincera e verdadeira, é certo. Podia contar que tive uma noite espectacular de sexo e que nem me preocupei a vestir a roupa correctamente. Resultado? Trauma certo. Podia, por outro lado, ter contado uma mentira. "A mamã, estava tão cansada, tão cansada, que quando vestiu o pijaminha, nem viu que não estava bem!" Mas detesto mentiras...dão-me vontade de rir (quando sou eu a contá-las). E, rir por rir, ao menos riu-me com a verdade...obviamente que as gargalhadas não dão direito a explicações! "Lembrei-me de uma coisa. Vai brincar!"
 Há lá coisa melhor do que ignorar uma pergunta??

O início

Quando um filho nos diz que o dia do aniversário foi o pior da sua vida, uma mãe começa a questionar as suas qualidades. Afinal não chega o instinto! Com medo que a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens ou alguns pais inbuídos de um fundamentalismo da maternidade diligenciem contra a minha pessoa, criei este blog para poder gritar bem alto que ÀS VEZES É MUITO DIFÍCIL!