sexta-feira, 22 de julho de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Eu, é mais bolos! Se possível fora das malas e sem cabelos.

Hoje tenho várias coisas na minha cabeça que nada têm a ver umas com as outras.
A primeira que me ocorre expressar é que me causa uma profunda irritação ir ao cabelereiro, dar indicações acerca de como pretendo que o cabelo seja cortado e terminar com um perfeito sorriso amarelo. "Sim, está muito giro...". (como é que eu vou pentear isto amanhã?!?) De que vale dizer o que quer que seja, se elas fazem exactamente o que querem. E ainda têm o desplante de dizer "fica tão bem ao seu rosto!". Já nem falo da depilação. Uma pessoa começa timidamente até que..."lindá, posso tirá êsse pélinho áqui?" Antes de ouvir uma resposta, já despejou, literalmente, meio litro de cera a ferver em zonas que nós nunca pensariamos ser possível aplicar uma banda...
O que me ocorre "falar" seguidamente e, que tem tudo a ver, é de bolos. Apetece-me recorrer àquela famosa expressão "eu, é mais bolos". Literalmente, são a minha perdição. Não me tentem com chocolates, gelados e doces afins, porque, o que eu gosto mesmo é de bolos. Há dias (como o de hoje) em que dava algumas coisas em troca de: sentar-me numa pastelaria, olhar para o balcão e escolher à vontade.  E agora reparem nesta ligação espectacular: pensei nisto exactamente antes de...hoje ir ao cabeleireiro!! Se soubesse que me iam cortar 10 cm de cabelo tinha cedido à tentação. Ao invés, pedi a tradicional sandes de queijo sem manteiga e um abatanado-fraquinho! Mas, o que suspirei por decompor um palmier coberto ou comer à colherada um pastel de nata....
E, tendo terminado a descrição da minha manhã, falarei do último tema que, mais uma vez tem pouca ligação com os aspectos anteriores (a não ser o facto de ter acontecido no dia de hoje). Fazer as malas. Hoje foi dia de começar, repito, começar a organizar as coisas, para as férias. Eu acho, com muita convição que devíamos ter direito a dois dias de férias só para a árdua tarefa de fazer e desfazer malas. É só a mim que acontece ou mais alguém sente que está prestes a ter um AVC, de cada vez que tem listar mentalmente tudo o que é necessário levar? Fazer mala para 4, é colocar praticamente todos os nossos pertencentes, independentemente, de irmos uma semana ou um mês para fora, em malas, sacos e saquinhos. E quando, maridão, resolve desencantar o material de mergulho que não usa há 10 anos e certamente NÃO USARÁ também este ano...eu começo a hiperventilar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Identidades

Se há coisa que gosto de fazer é de ler...nem sempre tenho tempo, ou melhor, paz para o fazer.

Porque gosto de uma certa tranquilidade, gosto de me concentrar nas palavras e de entrar na história. Hoje comecei a ler o livro da imagem.
Despertou-me a atenção o subtítulo: Vinte Anos. Duas Pessoas. Para quem está há 19 anos com a mesma pessoa, este "anúncio" desperta alguma curiosidade. Tanto tempo...seremos duas pessoas...ou uma mistura de duas. Como é que seriamos sem o outro? O que é que é realmente nosso? Nossa identidade? E o que é que é resultado da convivência permanente com a outra pessoa?

O livro não responde a estas interrogações (ingenuidade a minha) mas é muito interessante!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pensamentos negativos?

Há pessoas que insistem que eu centro-me demasiado na dimensão negativa das coisas. Não podiam estar mais erradas. Apenas aprecio uma análise racional e objectiva em detrimento da visão romântica e mais conveniente. Acaba por ser uma segurança...acho muito desagradáveis as desilusões. Não me dão jeito!
Agora, é certo que por vezes tenho pensamentos...digamos...estranhos. Quando hoje passavam por mim tipo flechas, passou-me pela cabeça agarrar numa pedra da calçada e atirar-lhes às costas. Não encontrei nenhuma.

domingo, 17 de julho de 2011

Teste

Se há coisa que aprecio é causar boa impressão! E acho que sou boa nisso...hoje tive o prazer (assim como alguns membros da minha família) de conhecer a minha nova cunhada. E, porque gostei dela, só porque gostei dela, decidi poupar-lhe dissabores no futuro. Como? Dando-lhe a conhecer verdadeiramente a nossa essência, não fosse a rapariga deixar-se enganar com os nossos tímidos sorrisos e conversa de circunstância.
Bom, é uma espécie de teste...até agora ninguém me telefonou a dizer que ela tinha tido um ataque de pânico...e se ela sobreviveu à noite de hoje... se alguma coisa correr mal naquela relação, eu não terei qualquer tipo de responsabilidade. Digamos que se reproduziu um episódio da famosa série Brothers & Sisters, na versão-não direi rasca- mas modesta.  Nos primeiros cinco/dez minutos informei-a que, excepcionalmente, iria utilizar talheres...acho que, desde logo, a impressionei! A sério! Os olhos como que se abriram como se tivesse vislumbrado um ser espectacular e único- EU! A minha filha, na mesma linha terrorista, perguntou-lhe onde estava o pai dos seus filhos...espectacular...de uma educação que só me orgulha! Também reagiu bem à minha proposta de tomar conta dos meus putos um fim-de-semana ou outro! Acho que começou aqui uma bela amizade!
Mas, atenção, nós não somos quaisquer uns, não! Falámos de política (alguém disse que sabia, de fonte segura, que fulano x era pan...), de religião (aí fui eu, que informei que os votos sagrados do matrimónio cessavam aquando da morte do padre que celebrou o casamento- eu vi na cara dela que amou a minha teoria) e, muitos outros assuntos, entre eles o tema principal de qualquer reunião da nossa família: o que é que nós faríamos se ganhássemos o totoloto!
Ahhhhh...passaram-se umas belas horas. Acho mesmo que a piquena vai querer repetir a dose...aliás, porque eu sei que estava envergonhada auto convidei-me (mais a minha família nuclear) para ir almoçar amanhã aquilo que sobrou...e mais um assunto: conjuntura económica desfavorável!
Sinto-me como se tivesse cumprido um serviço cívico! Acolhimento familiar espectacular, discussão e reflexão acerca de temas actuais de extrema pertinência, propostas interessantes para ocupação de tempos livres...quando estou quase a sentir as chamas do inferno a queimar-me os pés...eis que se vislumbra uma esperança! Hoje até vou dormir melhor!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dúvida

Querido blog:
Ontem, no meu quarto, acedi ao Facebook através do meu telemóvel, via wireless... mandei uma mensagem ao meu marido (que estava na sala) para vir para a caminha fazer o amor...será que estou viciada nas novas tecnologias??

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pela sanidade mental!

Eu sou adepta dos comportamentos saudáveis! Juro! Tento, ao máximo, respeitar as máximas em voga da alimentação saudável (entre 2º e 6ª feira, entre as 09h e as 18h), da prática de exercício físico (sem transpirar muito...é desagradável), da prática do amor (aqui sem limitações...), entre outros aspectos. Como tal, prossigo um estilo de vida que me permita, igualmente, manter a minha sanidade mental e, confesso, é a parte mais dificil porque envolve tudo o resto anteriormente mencionado, senão vejamos:
1º alimentação saudável- só a pratico no horário de expediente, claro! Quem é que aguenta não comer uma sapateira e conquilhas no fim-de-semana? Quem é que resiste a uma coca-cola com gelo e limão? Quem é que recusa um pastel de nata? Só os loucos!! E, atenção, acho que estes não cabem no conceito de gente sã!
2º exercício físico- aqui recorro a uma abreviatura: q.b.! Isto é, exercício em quantidade moderada...fica sempre bem colocar uma roupa gira de desporto, por um rabo de cavalo e encarnar a atleta...dá-se umas voltas, transpira-se Q.B. e tá feito. Sim, porque eu tenho uma teoria: não se deve fazer muito desporto porque se um dia o deixamos de fazer (o que é altamente provável) o nosso corpo perde tudo (músculo) e ganha tudo (gordura)! Então, para quê o esforço? Eu não sou louca!
3º o amor- porquê sem limitações? Bom, porque basicamente sabe bem e faz bem ao corpo/espirito! E, se não fizermos o amor...a nossa sanidade fica efectivamente comprometida!
Mas esta conversa toda tem um fundamento...outro fundamento. E aqui fica a questão: alguém (entenda-se: eu) pelo facto de tirar férias sozinha, pode ser considerada egoísta? Ou, o argumento da sanidade mental é válido? É que eu queria mesmo manter-me sã e...convenhamos, ter 4 semanas de férias com 2 crianças pode ser considerado um factor de risco, em termos de saúde mental. O que é que se faz quando duas crianças acordam às 7 da manhã a perguntar: Onde vamos? O que vamos fazer hoje? É que eu sou uma rapariga activa, versátil e criativa (entre outras qualidades inumeráveis) mas...haja paciência para ocupar as criaturas durante tanto tempo. Acredito mesmo que não é egoísmo...é altruísmo! É pensar no bem estar do outro! Assim, parece-me que em 4 semanas, dedicar uma à minha pessoa é garantir a felicidade dos petizes! É como o anúncio do Tampax! Pode-se ir à praia, à piscina, correr, dançar, saltar...parece-me que estou a ler o programa de actividades do ATL!! Perfeito!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Areia

Se há coisa que eu gosto é das colónias de férias nos momentos de pausas escolares...atenção: estou a ser irónica! É verdade que há coisas positivas... muito positivas. Mas será que suplantam as negativas? A alegria dos miúdos, as faces rosadas e corpos dourados e...o cansaço brutal sem dúvida que me deixam feliz! Mas...e a porra da areia?! Desculpem a palavra menos bonita mas a areia dá cabo de mim!! Lembrados do problema das mochilas? Neste momento, agrava-se. É acrescentar a tolha de praia, a toalha de banho, a muda de roupa, o lanche, a garrafa de água...e tudo IDENTIFICADO! Pareço louca com a caneta de acetato a escrever em tudo o que é etiqueta!! E pior, pior, é ter de tirar tudo ao fim do dia, por a lavar e a secar e, no dia seguinte, ter quase um derrame cerebral matinal a percorrer a listagem de coisas que não pode ficar esquecida!! Sem falar na reza diária para que seque tudo a tempo e horas. Vida de pobre é lixada!! E a porra da areia. Tudo vem com areia!! Se os putos têm a feliz lembrança de abrir um saquinho que trazem está tudo estragado! "Nesta casa quem manda sou eu!" Sou eu que controlo a espectacular abertura das mochilas. Tudo concentrado num local estratégico para que essa praga se circunscreva a um local da habitação. Ainda assim, os malditos grãos teimam em fazer-me uma massagem esfoliante nos pés por todos os caminhos que eu percorro. Hoje de manhã o discurso foi espectacular:
"Mamã, as crocs picam-me à frente!!"
Resposta: "Leva os chinelos!!!"
"Mamã, posso por creme na pilinha? Ontem fiquei com um escaldão!"
Resposta: "Claro que sim! Se te arder..."
"Mamã, o professor comprou-me um pacote de batatas fritas porque as minhas bolachas com chocolate derreteram. Posso por na mochila 20 euros?"
Resposta: "NÃO!!"
GOD...a areia é o menor dos meus problemas!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Férias escolares

Pois hoje, apraz-me escrever sobre as tão desejadas férias escolares. Há lá coisa melhor do que guardar a mochila (lá está ela outra vez) e deixar de acordar quando ainda é de noite?? Há lá coisa melhor do que esquecer o calendário das roupas de ginástica, ballet, natação e afins?? Não me parece. Mas, atenção, inicia-se todo um novo ciclo de "preocupações". Mamã, o que vamos fazer hoje? R: "Bom, hoje secalhar vais passar um dia espectacular em casa da avó!! Vais poder passear no LIDL, ver a Fátima Lopes e, com sorte, ir ao semi-parque das traseiras do prédio, sendo que só terás de andar a pé por 10 minutos, por baixo de sol intenso!". Sim, porque a mamã e o papá, TÊM DE TRABALHAR!
Hoje, como repararão, estou assolada por uma neura gingantesca. Se é certo que este edificio, ao qual chamo trabalho, está praticamente deserto, também é certo que EU ESTOU AQUI! Pois não percebem que a produtividade, em dias de intenso calor e seguidos de feriado, é diminuta? Não saía mais barato fechar o estaminé? O que se pouparia em electricidade, segurança... e, acima de tudo, estariam a contribuir para a minha Felicidade que, convenhamos, é a prioridade n.º 1 de milhares e milhares de pessoas!
A minha mente é de facto tortuosa...comecei com a intenção de escrever sobre as pausas escolares dos petizes e acabo a falar em mim...tortuosa mas coerente com os propósitos deste maravilhoso blog: espaço de egoísmo!! Ao fim ao cabo, só o posso ser na ficção!

domingo, 19 de junho de 2011

Mochilas

Porque é que me sinto uma dona de casa desesperada, bem ao estilo norte americano?...Mas, é claro, sem o corpo espectacular, as roupas de marca, a vivenda com jardim, a empregada e a vida desafogada... O que é que me une a tal referência, afinal? Simples, as mochilas!!! Que mãe neste mundo não tem a inglória tarefa de fazer mochilas e mochilas, dia após dia? É a mochila da escola, é a mochila da natação, é a mochila da catequese, é a mochila da praia...não há dia que passe, se não tiver que colocar um Bongo ou uma sandes de ovo dentro desse saco que inventaram e que me persegue. Mudar a água da garrafa, colocar a corda de saltar, verificar se está o chapéu...são tarefas e tarefas que se repetem até à exaustão. E, é engraçado, eu presumi no inicio que as "verdadeiras donas de casa desesperadas" tinham em comum comigo a tarefa de organizar e preparar mochilas mas...na verdade, nunca vi em tal série, uma mochila a ser feita!!! Porque será? Porque está tremendamente mal concebida.!!!!Fosse eu argumentista de tal programa televisivo reservava, pelo menos, 15 minutos para a organização da vida diária dos petizes...é que assim, vê-le logo que não é real!!! Assassinatos, intrigas, escandâlos financeiros e sexuais...bah...banalidades. O cerne está nas mochilas!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pijama ao contrário

Pois é...existem momentos na vida em que as nossas acções se resumem a duas hipóteses: ou nos comportamos como adultos responsáveis e procedemos a explicações sinceras e racionais acerca dos factos/ acontecimentos ou... (enquadrado na corrente da pedagogia do terror- marca registada por mim) nos desatamos a rir. A segunda hipótese é, basicamente, a que escolho com  mais frequência. Certo é que, tenho consciência que no futuro terei de suportar os custos das terapias dos meus filhos...mas como boa portuguesa...não penso no futuro...apenas me interessa o presente. Depois logo se vê. Assim, quando um filho nos pergunta, de manhã, porque temos vestido o pijama ao contrário, a minha reacção óbvia resume-se a gargalhadas sonoras.
Senão vejamos, podia ter sido sincera e verdadeira, é certo. Podia contar que tive uma noite espectacular de sexo e que nem me preocupei a vestir a roupa correctamente. Resultado? Trauma certo. Podia, por outro lado, ter contado uma mentira. "A mamã, estava tão cansada, tão cansada, que quando vestiu o pijaminha, nem viu que não estava bem!" Mas detesto mentiras...dão-me vontade de rir (quando sou eu a contá-las). E, rir por rir, ao menos riu-me com a verdade...obviamente que as gargalhadas não dão direito a explicações! "Lembrei-me de uma coisa. Vai brincar!"
 Há lá coisa melhor do que ignorar uma pergunta??

O início

Quando um filho nos diz que o dia do aniversário foi o pior da sua vida, uma mãe começa a questionar as suas qualidades. Afinal não chega o instinto! Com medo que a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens ou alguns pais inbuídos de um fundamentalismo da maternidade diligenciem contra a minha pessoa, criei este blog para poder gritar bem alto que ÀS VEZES É MUITO DIFÍCIL!