quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Não há explicação!

Porque será que estou sempre constipada?

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Arrancador

Retrocedendo...hoje fui almoçar com duas pessoas de quem gosto muito.
Foi daqueles almoços que estava prometido há algum tempo e teimava em acontecer. Mas, não interessa. Podem passar semanas, meses que, quando nos reunimos...é muito bom. E basicamente porque são pessoas que se identificam entre si, que partilham valores e ideias e apreciam todo um modo de vida....que insistentemente perseguem...e que, em alguns domínios, teima em ARRANCAR...

Não é espantoso como consegui incluir esta "private" tão subtilmente?


E isso faz toda a diferença. Falar a mesma linguagem é crucial, ou pelo menos, facilitador de uma boa relação. Mas não se trata apenas de pessoas com quem gosto de conviver. São amizades que nasceram em contextos diferenciados, que cresceram de maneira diferente mas que, em comum, têm o facto de serem genuínas e muito prazeirosas. E, têm lugar garantido...

Batatas fritas de pacote com KETCHUP!!

O que gosto daquela gentinha que gosta de criticar a (des)educação alheia...principalmente aqueles que não são progenitores.
Pois hoje aqui a menina foi buscar filhotes às respectivas escolas e, sob um estado de consciência não muito racional, decidiu ir a um shopping nas imediações do lar.
Marido no futebol (benfica- não sei o quê)... assumi alguns pendentes. Comprar uns resquícios de material escolar em falta, uns brincos para a menina, tirar fotos tipo-passe para cadernetas escolares...enfim...umas coisitas. Meu filho pediu para eu comprar batatas fritas de pacote com ketchup e eu acedi. Sim, eu sei que fazem mal mas, pelo amor da Santa... toda a gente comete pecados de vez enquando!! Um pacote médio de batatas garantiu uma hora de shopping sem stresses, choros ou birras. Perfeito! Até entrar numa loja e dar de caras com um empregado que, não tendo mais de 22 anos, começou a tecer considerações com um olhar reprovador: "Hum...batatas fritas? A esta hora?! Não comam muitas. Sabem que isso faz muito mal? E com KETCHUP? São as piores!!!".
Felizmente os meus filhos são um espectáculo e dirigiram-lhe um  olhar de perfeito desprezo que isentou-me de iniciar uma discussão.

A importância da limpeza das caixas das tomadas de electricidade para o desenvolvimento económico do país

Às vezes fico angustiada. (novidade...) Principalmente quando os meus filhos me perguntam o que faço no trabalho. Como explicar? Mas hoje, senti-me melhor. Estava aqui sentadinha na minha secretária quando apareceram uns senhores com um aspirador (tipo ghost busters). Assim, parece que existe uma profissão que se resume à tarefa de aspirar as caixas das tomadas de electricidade. É sabido que o pó não faz bem à saúde dos equipamentos electrónicos e esta função acaba por ser crucial numa era em que não vivemos sem computadores. Mas, em resumo, também não é fácil de explicar! Estou a ver estes senhores a explicarem aos filhos que contribuem para a produtividade e desenvolvimento económico do país, uma vez que garantem a saúdinha dos computadores, ao aspirarem eficientemente as caixas das tomadas de electricidade onde estes são ligados.
Gostava de saber como funciona o sistema de avaliação de desempenho desta profissão. 
Um bem haja para estes senhores!

Sorrir

Hoje tenho a dizer ao mundo (aos meus 18 seguidores) que, basicamente, tenho uma personalidade espectacular.
Não é novidade para vocês, eu sei, mas hoje refiro-me a um aspecto em particular. Uma faceta minha, vá, fascinante: a minha reacção, ou melhor, as minhas reacções em situação de stress.
Consoante a situação, o contexto, ao grau do stress e o interlocutor, as possibilidades são imensas.
A mais comum é fingir que estou ouvir. Basicamente fico calada com uma expressão tipo cera e sorrio ocasionalmente. Consequência: ouvi cerca de 10% do que me foi dito porque estava a pensar no que gostava de dizer. No fim, não digo nada. Mas passado uns 5 minutos, o meu cérebro redigiu todo um discurso que, infelizmente, passado este tempo, já não faz muito sentido transmitir, uma vez que a pessoa já se foi embora. Reacção n.º1.
Já me aconteceu, rir em situações inusitadas. Sim, estou a falar de velórios e funerais. É triste mas é verdade. Quando estou nervosa dá-me para rir. Não sei porquê, nem sempre as pessoas apreciam. Reacção n.º2.
Uma outra situação comum é perguntarem-me sobre um assunto crucial (e isto acontece-me com maior frequência em situação de trabalho) e simplesmente, tenho, como dizer... uma falha de memória extrema. Tipo "lembra-se daquela reunião onde estava o homem x?". Pois, não me lembro da reunião, não me lembro do homem x, nem me lembro sequer do tema. O que é que eu faço: digo SEMPRE que sim, com o ar mais compenetrado e profissional do mundo. Aqui não acho grave, porque sei que daí a 5 minutos eu vou-me lembrar de qualquer coisinha... Reacção n.º3.
Estou na dúvida se deva começar a tomar ansiolíticos ou vitaminas.

Enfim, basicamente, sou uma pessoa fascinante...nunca ninguém sabe o que vai realmente na minha cabeça...

Só sabem que sorrio muito, o que é agradável e simpático.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Redfish

Hoje, enquanto efectuava a glamorosa tarefa de escamar postas de redfish para cozer, dei por mim a pensar:

"Gostava de ver a Victoria Beckham, de avental, a levar com escamas na boca!".

Às vezes tenho estes pensamentos...estúpidos!



Hoje foi simplesmente demais

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

E a questão é: com ou sem anúncio?

A minha filha quando for grande quer ser...massagista!
Sem menosprezar os profissionais desta área... eu tinha outras ambições.
Enfim... "desde que isso te faça feliz!" É o que se diz hoje em dia, não é?

domingo, 11 de setembro de 2011

Ansiolítico (mas no plural...)

Esta semana começo a deixar a minha filha na escola, pouco antes das 08h00...isto significa que terei de sair de casa às 07h45, ter os dois miúdos prontos pelas 07h30 e, por consequência, eu lavadinha e arranjada pelas 07h00. Isto sem contratempos...com tudo altamente organizado e planeado. Basta alguma das criaturinhas não encontrar um beyblade ou um anel especial, para o meu despertar às 06h40 ter sido em vão. Lá vai um sorriso amarelo para a professora e um pedido de desculpas sumido. O segundo petiz não tem hora de entrada, mas conto deixá-lo no outro local de aprendizagem pelas 08h10 (no máximo), o que significa que, entre esta hora e as 08h20 (hora que chego ao trabalho) estarei a conduzir em piloto automático. Literalmente. Já me aconteceu apanhar a A5 no sentido contrário ao desejado (isto é, em vez de ir em direcção a Cascais, fui para Lisboa. Remanescências de um anterior emprego...) e também já me aconteceu chegar ao trabalho e dar comigo a estacionar sem me recordar se vim pela auto-estrada ou pela Marginal... mas sou um zombie consciente...ou pelo menos com muita sorte...
Amanhã começo já com o pé errado. Pelas 09h30 é a reunião de recepção aos alunos e encarregados de educação da escola do meu filho. Às 09h30 tenho de estar, obrigatoriamente, a caminho de uma reunião... Começo logo a falhar...
Terça-feira a coisa repete-se mas, agora na escola da minha filha. Aqui já é ensino obrigatório e com avaliação. A esta não falto. E pelo sim, pelo não, vou pentear com afinco a miúda.

Mas resumindo...estou com os nervos. Passado o entusiasmo da compra do material vai-se iniciar toda a rotina escolar. Não me assustam os TPC, as mochilas, os lanches e afins. Mas custa-me taaaanto acordar tão cedo. Principalmente sendo eu uma pessoa que gosta de se deitar tarde. É que não tenho alternativa. Se me deito às 22h00 (!!!) acordo às 05h00 pronta para a vida...mas às 06h40 volta o soninho.... Se me deito às  00h00/01h00, acordo às 06h40 com vontade de chorar. E penso:
"Só mais 10 minutos..."
"Só mais 5 minutos..."
"Só mais 1 minuto..."
"Merda...estou tão atrasada!!! MENINOS!!!!!"

Não sei se hei-de tomar uma dose generosa de ansiolíticos ou se vá relaxar na minha rede sagrada...preciso de descontrair...

sábado, 10 de setembro de 2011

Estado de semi-consciência

Auto-gestão é um conceito que não é muito valorizado no mundo da parentalidade. E é pena! Porque tem muita, muita potencialidade. Claro que conheço as estatísticas do número de crianças que cai de cadeiras, que se queima no fogão e afins...mas, é tudo uma questão de:

1. Efectuar um levantamento exaustivo dos riscos;
2. Assegurar a eliminação total de todas as ameças;
3. Treinar muito bem a audição em estado de semi-consciência.

Obviamente que, isto é uma ciência! Não é para toda a gente, nem para todos os ambientes e, muito menos para todas as crianças. Já para não falar daqueles pais que levam isto da parentalidade como uma religião.
Parentêses- do género, comprar chuchas de borracha, para os bebés não magoarem as bochechas com o plástico quando deitam suas faces numa almofadinha. Obviamente que eu comprei as da NUK que eram lindas de morrer...- Fim de Parênteses.
Estes, por favor, não leiam este blog.

Continuando... agora que os meus petizes já conseguem abrir o frigorífico e gritar em caso de atentado à saúde, eu começo a colocar em prática o maravilhoso conceito de auto-gestão.
Vou dar-vos umas luzes.
Os meus filhos SABEM que as manhãs de Sábado e Domingo são sagradas. Ninguém entra no nosso quarto, a menos que alguém jorre sangue ou exista fumo em alguma parte da casa. Este conhecimento é o primeiro passo para uma convivência salutar entre pais e filhos. De porta encostada, ouvimos os seus passinhos e conversas e, o melhor de tudo, é que continuamos na cama, na mais indecente ronha.
Ora, sabem ir ao frigorífico e estão autorizados a comer iogurtes. Na despensa, igualmente acessível, encontram saudáveis bolachas e suminhos. E a fruta...a fruta... pronta a comer!! Pequeno-almoço assegurado. Nos quartos, cada um sabe ligar a sua televisão (Que horror!!! Tv no quarto das crianças!!! E logo duas!! E com DVD!!!). Monstros. E brinquedos existem aos pontapés. Sabem utilizar autonomamente os sanitários por isso temos duas horas, no mínimo, asseguradas!!
E a auto-gestão tem corrido muito bem!
Hoje, enquanto deixava escorrer baba na almofada, ouvia a minha filha:
-Sabes, ontem quando foste para a cama, o papá fez pipocas e eu comi com ele a ver aquele programa das palhaçadas.
- Não me interessa! Eu hoje vou ao futebol com o pai!
- E eu vou dormir a casa da Madalena!! E isso é mais tempo! E vamos ao McDonald's.
E inicia-se um choro.
Esta parte, ainda não conseguimos controlar. Mas eu sei que lá chegaremos.

Mas não se deixem enganar! Nenhum de nós se levantou. Não havia sangue...não havia fumo.

Leve e fresco

Estava por aqui a ler alguns dos post's mais recentes dos blogs espectaculares que sigo e dei comigo a pensar como seria também leve e fresco o meu blog se vos contasse sobre os modelitos que comprei, os sapatos novos ou as viagens que fiz recentemente. Pena é que tinha de inventar tudo. E isso dá muito trabalho. Ao invés, terei de aborrecer quem me segue (todos os 17 que foram literalmente obrigados) com os detalhes da minha vida quotidiana que mistura rotina, disparate, cansaço mas também muita risada. 
Preocupações como "que comida colocar a descongelar para amanhã?" ou "os putos precisam de ténis novos", serão aqui transmitidas. Ainda assim, julgo que alguém se identificará com estes assuntos. Pelo menos uma pessoa, sei que sim. A minha querida amiga que é autora do blog: http://marta-dolcefarniente.blogspot.com !!
Pelo sim, pelo não, já iniciámos todo um treino de aceno de princesa para a casualidade de um dia nos tornarmos famosas...
Este é um dos exemplos do disparate que caracteriza a maior parte dos meus dias!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vida socialinha

Não é triste...deprimente, vá, quando a vida social dos nossos filhos é mais interessante do que a nossa?
Actualmente, tenho de fazer um esforço sobrehumano para conseguir memorizar não só as criancinhas e respectivos pais que fazem parte do seu círculo de amigos, como, pior, associar os mesmos às múltiplas redes onde os meus filhos estão integrados. Às vezes, dou por mim a falar com pessoas, sorrindo exageradamente, apenas para compensar o facto de não fazer a mínima ideia de onde os conheço.
No caso da minha filha, que já (!!!) tem 7 anos, a coisa complica-se. Temos, pois, os amigos/pais da primeira escola onde andou (onde se incluem diversas salas), os amigos/pais da nova escola, os amigos/pais do ATL, os amigos/pais da natação, os amigos/pais da catequese e...os amigos/pais com os quais falei nos mais diversos processos de transição. Do género:
 "Então, a sua filha sempre ficou no turno da manhã? O meu João ficou à tarde!". Atenção: não faço a mínima ideia de quem é aquela pessoa; o João; e, em que momento a minha vida se cruzou com a deles...
E o mais grave é que alguns destes amiguinhos partilham actividades... existem amigos/pais que, por exemplo, frequentam a escola e natação ou outros que acumulam a catequese com o ATL (são múltiplas as combinações de variáveis). E, ainda, existem amigos/pais que, tal como nós, estão em lista de espera para uma outra actividade qualquer...
E eu não consigo processar toda essa informação!!!
Mas o que me assusta mesmo é que todos sabem o meu nome e o nome dos meus filhos e eu não faço a menor ideia do contrário. E daí, sou obrigada a utilizar todo um discurso esquizofrénico que inclui frases como:
"Então?? Ela (reparem na ausência do nome) está enorme! Como é que está a correr a integração na escola (tiro no escuro tendo por base apenas a variável: altura)?".
O segredo é nunca concretizar! Ainda assim já me aconteceu receber respostas como:
"A Mónica só entra no 1º ciclo para o ano!!. Quando a tua filha estava na sala dos 5 anos, a Mónica estava na dos 4, não te lembras?".
"CLARO!!!".
A minha filha, julgo que já se apercebeu desta minha dificuldade. Em primeiro lugar, queria, a todo o custo que eu me tornasse amiga dos pais dos seus amiguinhos, através do Facebook. Foi complicado explicar-lhe que não fazia a mínima ideia de como encontrar tais personagens.
Agora, adoptou uma nova estratégia. "Mãe, hoje vem-me buscar mais tarde. Às 6h30 vem a mãe da Margarida que quer falar contigo!" Tendo eu falhado a promessa, a alternativa surgiu:


Só me resta no dia 24, aparecer no local indicado e perguntar, DISCRETAMENTE, quem é a Margarida...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Temos dois, não é?

Estava capaz de doar um rim...se me deixassem voltar para a minha cama.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bolo de pacote

Porque é que eu tento, insistentemente, imitar a vida dos filmes, séries e telenovelas brasileiras??? Porque não me cinjo a uma vidinha cinzenta e fico quieta?

Hoje, foi um dia complicado. Na noite anterior, deitei-me já passava da uma da manhã (a tal sessão de cinema...). Acordei antes das 7h, porquê?? Porque não tinha preparado nada no dia anterior (mochilas, roupas, lanches)...tive duas reuniões de manhã no trabalho e dali segui para uma corrida à hora de almoço.
Parentêses: de vez enquando eu tenho umas paragens cerebrais. Estava um calor abrasador e eu era a única a treinar. Porque será? Final de Parentêses.

Segui para casa. Lavadinha e almoçada, lá fui eu comunicar a minha tal decisão (A+B). Espectacular a ligação que eu consigo estabelecer entre post's...
Depois de optar, fui comunicar a dita escolha à outra parte interessada....e já estou cansada. Explicações e mais explicações.
Seguiu-se uma tarde de trabalho acelerado (que se foi acumulando devido a uns problemazitos de concentração que têm afectado a minha produtividade...). De seguida, fui buscar criaturinhas às escolinhas....dois sitios diferentes, educadoras diferentes, recados diferentes... a correr para a natação. Tira roupa, põe touca, tampões, chinelos....blábláblá... banhos, pentes, cabelos... e, finalmente, a chegada a casa.
Começa outra cena. 20h00. Desfazer mochilas e preparar as seguintes, fazer jantar e preparar o dia de amanhã.
Não sei porque é que a minha cunhada (acabada de chegar da Finlândia) observando-me, deu LEVEMENTE a entender que eu era um bocadinho, vá, organizada demais...

Tudo sob controle! Tudo preparado! Putos a ressonar e marido fora.
Sozinha ( e agora voltando ao tema inicial deste post...) resolvi fazer um bolo para o pequeno-almoço. Tipo dona de casa exemplar e mãe espectacular. Atenção: quando utilizo a expressão "fazer bolo", é mesmo só uma expressão. É daqueles de pacote que só tem de se despejar numa forma que vai ao forno, durante 20 minutos a 180 graus!
Conclusão: toda a minha casa tem um cheiro inebriante a bolo e....se são atentos leitores deste blog, já saberão que tenho um problema com bolos. Uma adicção mesmo. É que gosto muito...
E agora? Como é que vou adormecer com este cheiro???

Engraçado é que as coisas vão-me acontecendo de forma, digamos, peculiar. "Encontrei a minha vizinha" no FB, on-line. Falei-lhe deste meu drama que me atormenta. E resolvi "espalhar o mal pelas aldeias". Desci e agora vejam: descalça, de cuequinha e de blusinha de alcinha (digamos que...à vontade). Pé ante pé. Bati à porta, como previamente, avisei que faria. A vizinha demorou a atender e eu, em pânico, perante a possibilidade do respeitável enfermeiro de 50 anos abrir repentinamente a porta da frente, depositei no chão o prato com a minha contribuição para o prazer alheio e...corri! 
Resultado, a vizinha provou e adorou e...pediu-me a receita!!!! Eu sou uma dona de casa espectacular e mãe fenomenal mas...não exagerem!!!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A+B

Nunca gostei muito de tomar decisões. Aquelas que implicam mesmo uma escolha, sabem? Ou A ou B. Porque não um bocadinho de A e um bocadinho de B? Porque é que se tem de optar?

É dificil colocar numa balança os pontos positivos e negativos de cada um dos aspectos e friamente calcular o que é mais vantajoso e... avançar...
Hoje tive de escolher. Não gostei. Nunca saberei como seria o outro caminho. Mas a vida é assim.

Amigos com benefícios

Ontem foi dia de "filme de gaja". Comédia romântica americana. Título: Friends with Benefits ou traduzindo para português (literalmente!!): Amigos Coloridos.
Gente gira, história leve e engraçada, conclusão óbvia: inevitável paixão...MÚTUA!!! Não se tratasse da mais pura ficção... Sim, assumo que sou céptica relativamente a este assunto. Não que tenha algum conhecimento de causa acerca desta temática mas, por aquilo que me é dado a observar...nunca vi resultar. E já tenho visto alguns casos. Das duas uma: ou os amiguinhos descobrem subitamente que se amam loucamente, ou há sempre algum f...lixado que acaba por se apaixonar...SOZINHO! Só tenho visto acontecer a segunda hipótese.
Mas, também sou da opinião que não custa tentar!!  

Agora, quem não gostou da brincadeira foi maridinho quando lhe telefonei à meia-noite para me abrir a porta...esqueci-me das chaves. Isso sim é amor, qual amizade colorida!

domingo, 4 de setembro de 2011

BATER NÃO! Muito violento!!

E este animal de pêlo falso constitui, basicamente, a razão de ser deste blog.




Não é que alguém me tenha perguntado ou tenha manifestado um elevado interesse (ou qualquer curiosidade) em perceber a razão de nome tão estranho. Não. Ninguém quer saber. Mas aqui sou eu é que mando e apetece-me contar.
Pois que a minha sogra trouxe do Alaska, este ursinho de peluche e ofereceu-o à minha filha quando esta não tinha mais do que dois anos. Logo que conseguiu apelidou-o de Branquinho.
Desde então que este animal a acompanha em todos os sonos, dentro ou fora da nossa casa. É este que, por vezes, vai sorrateiramente na mochila para a escola ou ATL. E é também este que dá o nome à password de todos os seus bens mais preciosos, como é o caso do seu querido, querido Magalhães.
Como boa mãe que sou, garanto que este objecto está sempre salvaguardado de desgraças e intempéries porque sei que quando falhar terei de o substituir por algo incrivelmente melhor, como um animal vivo (o que não me dá jeito nenhum).
Pois que, num belo dia (não há muito tempo), aqui a menina providenciava um saudável pequeno-almoço aos seus petizes para os levar à escola. Mas...infelizmente, a manhã não corria da melhor forma. Atrasei-me, melhor, os meus afazeres matinais atrasaram-me (uma mãe nunca tem culpa) e tinha pouco mais de 10 minutos para: fazer com que os miúdos comessem, lavassem os dentes, penteassem cabelos e fizessem chichis e...tinha ainda que os levar à escola e chegar ao trabalho a tempo de colocar o dedinho naquela máquina odiosa. E não é que a minha querida filha ousava negar uma ordem minha!!! Teve a distinta lata de dizer na minha cara que não bebia o leite!!! "NÃO BEBO!" Calmamente fui buscar...o Branquinho e...empunhando uma tesoura de cozinha...iniciei toda uma espectacular simulação de desmembramento. Resultou muito bem. Bebeu o leitinho todo.

Mas continuando... em conversa com a minha cunhada num momento em que reflectiamos sobre as melhores estratégias educativas, partilhei algumas das minhas ideias. BATER NÃO! Muito violento!! Gosto de uns castigos...coisas leves. Por exemplo, sabes o Branquinho...
E daí surgiu a ideia: Pedagogia do Terror. Educação pelo medo, pela chantagem, pela ameaça...tudo conceitos espectaculares mas altamente condenáveis. 
Solução: "Tens de criar um blog! Conselho: assegura a confidencialidade...".
Hum...

É bom sentir que não estou sozinha

Estava por aqui a visitar os meandros do blog e concentrei-me em dois separadores.
O primeiro descreve as fontes de tráfego. Muito espantada pela quantidade de pessoas que me seguem na ALEMANHA?!?! Dos EUA e Finlândia eu compreendo, mas Alemanha? Quem sóis??? Acusem-se!
O segundo mostra algumas estastísticas interessantes... curioso: o terceiro artigo mais lido é o que tem no título a palavra "lambe-me" e uma foto com pés de gajas.... (nem vou comentar).
O primeiro é a "Melancia choca" seguido de "Pijama ao contrário". Julgo que o primeiro tem a ver com a imaginação...quem não fica a pensar na textura, som, sensação...
O "pijama ao contrário"... acho que é por identificação. A quem é que isto nunca aconteceu? Confessem...

Mas resumindo, fiquei muito agradada por verificar que esta minha brincadeira já foi visitada quase 2000 vezes. É sinal que não sou maluca sozinha... existe por aí mais gente que não bate bem!

sábado, 3 de setembro de 2011

"Esta casa também é minha...fui eu que a paguei!!"


Como é que é possível ser espontânea num casamento?

Como fugir das noites de amor (sexo mesmo) no escurinho da noite, entre as quatro paredes do quarto?
De que valem os conselhos das revistas light sobre lutar contra a rotina das relações?
Eu gostava de ver essas meninas a serem espontâneas num Sábado de manhã, com um caldo verde no lume e com os putos, bem perto, imitando as lutas da série Ben10?
Há sempre uma criaturinha que aparece, que salta para cima de nós e que diz que também quer dar beijinhos na mamã! E quando o papá manda sair, a resposta da criança, de tão idiota que é, destrói todo o romance (vulgo pica): esta casa também é minha...fui eu que a paguei!!

Lá teremos de esperar pela noite para fazer o amor de forma ESPONTÂNEA!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Vislumbro a hipótese de um AVC

Para além de ter de acordar às 7 da manhã, o que me arrelia é o ritual alucinante que inclui a repetição exaustiva de diversas ordens de comando.
Primeira dificuldade: acordar as crianças. O meu filho hoje gritava "não consigo abrir os olhos, não consigo ver!!" Depois de acordadas, fazer com que se vistam e fazer com que não contestem a roupa escolhida. "Esta saia não combina com a tshirt....não é o mesmo cor-de-rosa!"; "Quero os ténis vermelhos e brancos" (aqueles que deitei fora há mais de 1 ano...). E comer? "Não quero leite!! Ontem bebi leite. Porque é que não posso beber café como tu???"; "Eu não quero torrada, quero tosta...". Lavar os dentes e cara é, desculpem a expressão, outro pincel. Quem é que abre a porta, quem chama o elevador, quem carrega no botão. "Espera mãe, não sabes esperar??"
Tenho um colapso nervoso quase todos os dias. Como na imagem, sinto-me num lugar escuro, frio e tremo, tremo muito...mas é de tanta força que faço para não lhes bater. Mas vá, este é o relato de um dia mau...nem sempre é assim! Há dias muito, muito piores!!! Hoje foi um deles.

(No carro)

Filha
P: Então para onde vou?
R: Vais para o ATL. A escola ainda não começou.
P: (para abreviar) E então quando começa? O que vou fazer todo o dia no ATL? Tenho trabalhos de casa? Posso levar a mochila (choro)? Quem é que me vai buscar?

Nada mal. Pacifico.

Filho
P: A minha escola nova tem sanitas? Vou aprender a ler e a escrever?
R: (para abreviar) Tem sanitas. Não é bem uma escola. Não vais aprender a ler e a escrever ainda. Tens 4 anos. Tu podes levar a mochila porque só tem roupa e brinquedos (pirraça- choro, novamente, para a irmã). Mas ainda só é o ATL. O Jardim-de-Infância ainda não começou. Mas é tudo na mesma escola.

Filha
P: Mas, então, ele tem ATL dentro da escola? E come lá? Por que é que eu tenho de comer no ATL? Porque é que a minha escola não tem ATL? Porque é que eu tenho de ir de carrinha?

Silêncio. A minha resposta formal e tranquila é: NÃO SEI! E ponho a música mais alta.