terça-feira, 29 de novembro de 2011

A outra metade


Há coisas na vida que simplesmente não acontecem por acaso. Explicam a nossa essência, influenciam determinantemente a nossa personalidade e condicionam a nossa maneira de ser. Acredito nisso.
Nasci, pela meia-noite do dia 30 de Novembro, há 34 anos atrás. Exactamente dois anos após o nascimento de um dos meus irmãos.
4 velas: 1 para mim e 3 para o meu irmão...
Nunca passei um aniversário sozinha.
Nunca foi só o meu dia.
Não conheço outra realidade.
E…
São ligações que não se explicam. Simplesmente existem.
Nascemos no mesmo dia. E nota-se.
Parabéns!

Diagnóstico reservado

Ruptura em dois ligamentos, tendão a nadar em líquido e técnica espantada pela minha ausência de dor.
Tirar líquido é coisa para fazer ui?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

LIS-PDL

Há dois dias abri um site para marcar uma viagem. Escolhi a origem e o destino, o dia de partida e de chegada... antes de carregar em pesquisar perguntei ao meu marido "importas-te?". Ele sorriu. Sabe como isso me faria feliz. Não são todos os maridos que respondem com um sorriso perante a hipótese da mulher desparecer por dois dias. Sem eles. Mas o meu sorriu. Sabe como eu preciso do meu espaço, do meu momento. Não se importava, sinceramente. Carreguei na pesquisa. Não será possível. Mas valeu pelo sorriso.
Amiga, vou na próxima!

Só um bocadinho

Ontem calhou assistir à Grande Reportagem da SIC... versava sobre o mercado de exportações e, basicamente, deixou-me numa profunda angústia. Histórias de vida peculiares, percursos de árduo trabalho e empenho, espíritos empreendedores... uma inspiração que contrasta escandalosamente quando reflito sobre o meu percurso de vida profissional. Escola, faculdade, estágios, empregos e alguns projectos interessantes. Mas não basta. Sei. Tento ignorar mas... a verdade é que para mim não chega. Gosto de desafios e, acima de tudo, desejava construir algo. Quando falo em construir, entenda-se que gostava que o meu trabalho representasse um contributo efectivo...
É certo que nem todos podemos mudar o mundo mas eu ambicionava mudar um bocadinho que fosse.
Ainda não perdi a esperança. 

domingo, 27 de novembro de 2011

Check!

"Relembre-me, por favor, o nome do seu filho?"
Não, não é das melhores frases para quem confiou o seu bem mais precioso à minha pessoa. Mas, eu tinha janelas e portas trancadas e uma lista com nomes e números de telemóvel. Não haveria de acontecer nada de grave. Ok, ouve quem nos cinco primeiros minutos tivesse levado com um beyblade na testa. Mas, sem sangue não conta. Correu tudo bem. Nada como uma voz de comando e inúmeros gadgets... mas, não há dúvida que menosprezámos o número de petizes. Na nossa inocência achámos que 11 crianças era um número razoável. Contudo, não são 11 crianças. São 11 rapazes e isso faz toda a diferença. Correm, dão gritos, simulam tiros, atiram coisas e... lutam... não tem nada a ver com as festas de meninas a que estávamos habituados. Com as suas purpurinas, passagens de modelos e bebés... 
A nossa filha trancou-se no quarto com amiguinha. Foi a pior ideia de sempre... chamou a atenção dos rapazes. Tal e qual como na vida dos crescidos. Lindo!!
"Estou a ficar irritada com estes pirralhos..." (com ar de mete nojo, entenda-se!)
17h30, os Parabéns estavam cantados e miúdos psicologicamente conscientes que em breve teriam de abandonar o recinto... e eu... mentirosa nata... quer dizer, pessoa sensível e educada, relatava com entusiasmo a candura e bom comportamento de cada criaturinha que os papás vinham buscar!! Na sala, amigos que íam chegando tossiam freneticamente, desejando que eu não controlasse o ataque de riso que sabiam que estava prestes a rebentar...
A segunda parte foi todo outro filme. Miúdos em auto-gestão, futebol, conversa...
... uma verdadeira festa!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quem és tu, Duarte?

Acho delicioso eu estar sogadita no meu sofá, com o portátil no colo e...ser visitada virtualmente por uma série de gente que não conheço. O Duarte é disso um exemplo. Todos os dias aqui o meu brinquedo me diz que o Duarte está "ligado via bluetooh". Suspeito que este moço mora bem perto da minha pessoa juntamente com a Nikas88. Aliás, eu acredito mesmo que tenho toda uma panóplia de gente que mantém os seus dispositivos activos só para eu não me sentir sozinha quando estou para aqui com crianças a ressonar e marido ausente. O Duarte, no entanto, preocupa-me. Na verdade, o rapazinho está sempre aqui e temo que a sua vida social não seja das melhores. É que eu tenho um enquadramento que justifica o estar agarrada ao PC e alegre por ter uma horinha ou duas de silêncio, já o rapaz...eu sei lá. Acho que lhe vou mandar um sms. Pode precisar de um cházinho, quiçá um benuron e eu sou uma pessoa do bem.

Desculpem-me vizinhos mas tem de ser

Ah e tal...já não escreves nada há 3 dias... e começa a pressão! A verdade é que não tenho nada para dizer! Tenho andado para lá e para cá. Entre aniversário, ida a Coimbra, reuniões e trabalho em atraso, gestão familiar e noites de insónias... não tem acontecido nada digno de nota.
Mas vai acontecer...
Tenho um fim-de-semana louco pela frente. Tenho o hábito (estúpido!) de dar a liberdade aos meus filhos de escolherem o que querem fazer no dia do seu aniversário. A minha filha este ano escolheu ir para o meu trabalho (tadinha)... Pois que o meu filho escolheu (suspiro) como local para celebração do seu aniversário...adivinhem lá...a própria da nossa casa! Não é que o miúdo meteu na cabeça que os seus amiguinhos deviam ver o seu quarto e brincar com seus brinquedos!!! Que raio de ideia! Por que é que o puto não faz como os outros e escolhe um parque temático ou uma ida ao cinema. Resignados, lá acedemos ao capricho. Eu, inteligente, limitei a coisa: 10 amigos e nem mais um. A criança mais velha também teve direito a convidar amiga...11 mais os meus dois... "tudo bem" disse eu ao meu marido. "Vais ver que só confirmam uns cinco!". E agora perguntam vocês: quantos confirmaram? 11. Estarão cá todos no Sábado! Mas não é tudo. Estou a falar dos miúdos da escola. E os outros? Primos e filhos de amigos?? E a gente crescida? Avós, tios, amigos... Acho mesmo que vem mais gente do que no meu casamento. Cuidadosa como sou e altamente organizada tenho tudo controlado. Só entram uns quando sairem os outros. Pessoal da escolinha é expulso às 18h00 e nem mais um minuto. Às 18h30 entra nova leva de gente. E com esses não tenho que brincar e gerir conflitos. Sabem que em casa da menina impera o conceito de AUTO-GESTÃO. Só se sentir o cheiro a fumo ou visualizar poça de sangue, é que me apoquento. Fora isso, estarei em alegre palheta preparando-me para o que terei de arrumar e limpar no dia seguinte...

Agora a roda viva continua. Passei por aqui para não ouvir mais reclamações... vou para outros afazeres...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Parabéns!


Hoje relembro o momento em que o vi sair de dentro de mim. As lágrimas caíam-me sem choro.
A tranquilidade do segundo filho permitiu-me absorver com maior consciência a experiência. O conhecimento, por outro, intensificou o momento. Sabia exactamente o que me esperava mas tinha medo. Receiava, em silêncio, não o conseguir amar como amava a minha filha. Não sabia- ainda- que o ser humano tinha a capacidade de amar tanto. Durou breves momentos... esse medo... mal o vi passou tudo e entrou na minha vida. Na nossa vida.

5 velas.
5 anos.
Incontáveis momentos de puro amor.
O meu homenzinho.
O meu menino mái lindo.
O meu rapaz loiro.
As suas mãos de bebé.
O cheiro do seu pescoço.
O som das suas gargalhadas.
O seu "não xei....não conxigo".
Quando me chama mamã...
Quando adormece no meu colo...

Num post anterior enganei-me. Escrevi que não tinha características imutáveis mas tenho. Sou mãe. Isso não muda. Aliás, isso muda tudo.


domingo, 20 de novembro de 2011

Acidentezinho

Mega acidente cá em casa.
Bola gigante rumou aquário adentro.
Calha com luz mergulhou na água.
Desliguei tudo e aguardei pacientemente que chegasse o cuidador de tais seres. Avisei gente pequena que iriam haver consequências...

Acabou de chegar.
Como é que eu não reparei que diversos peixes faleciam lentamente no chão junto ao acidente?

Pormenores...

Sem dó nem piedade

Uma casa.
Três homens e seis crianças.
Bimby e 3 caixas de douradinhos... check!

Saímos sem olhar para trás. Sem dó nem piedade.

Primeira paragem: Yo Sushi!!!
Muito bom. Ambiente agradável, atendimento ***** e paparoca com boa qualidade. A conversa fluíu... ouve risada... algumas caras coradas...

Paragem seguinte... @the movies! Sim, éramos três adultas, para cima dos 30 anos (com aspecto de vintes...) no meio de uma sala cheia de jovens com uma idade média de 15/16 anos. Não, não temos vergonha. Fomos ver um filmezinho de vampiros e, não... Não é só por causa do bom aspecto dos protagonistas. É uma razão válida, mas a história de amor também teve o seu peso na escolha. Eu sempre fui a mais céptica. Nunca li os livros e nunca corri para o cinema para ver a saga dos vampiros e lobos. Há muita coisa que não me convence. Em primeiro lugar, os meninos por quem toda a gente suspira têm cara de bebé. Depois, irrita-me o facto de ter de assistir a cenas em que lobos anormalmente grandes falam (sim, falam) entre si. Já para não mencionar que é muito estranho ninguém reparar que existe uma família supostamente "normal" que partilha entre si uma pele estupidamente pálida, uns lábios escandalosamente pintados de vermelho e uns olhos de meter medo ao susto. Parecem cyborges e ninguém faz caso! Mas vou sempre ver porque gosto do conbíbio. E este 4º filme despertou-me especial curiosidade, confesso. É que o casal romântico FINALMENTE ía consumir o acto do amor. Três filmes só com beijinhos é dose. Não só efectivaram a sua paixão como a menina engravidou e deu à luz. Três em um...e a história não acabou! 
E nós também não terminámos por aqui...

Numa palavra...poderosas!!!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Não mostro

Convidaram-me para escrever um artigo- coisa pequena- sobre mim própria. Com direito a foto e tudo. E não é que não estou capaz! Não consigo? Como é que se escreve sobre nós próprios? O que é que se diz? Chamo-me y, tenho x anos e gosto de bolacha maria com queijo?! O que é que interessa aos leitores? 
Uma coisa é dar a conhecer-me através das histórias que por aqui vou contando; outra coisa é fazer uma listagem das minhas características, boas e más. E se eu só der a conhecer aquilo que é bom? E se for pela via mais negativa? Como é que dou a conhecer todas as minhas facetas, de forma verdadeira e genuína? A questão é: será que quero? Será que quero expôr as minhas potencialidades? As minhas fraquezas? Isso é o mesmo que entregar as armas! Já me chega a minha enorme transparência- aquela que eu não consigo camuflar... Não quero. Não quero mostrar apenas umas partes. Para falar de mim, teria de falar de tudo. E não me parece razoável.  Até porque, não é fácil. Nós não somos ou, pelo menos, eu não sou um ser dotado de características imutáveis. "Sou assim e pronto". Não é verdade. As circunstâncias vão-me alterando. Vou modificando o meu comportamento e reacções e vou-me adaptando a novas realidades, mudando a minha própria. Se me perguntarem como é que eu sou hoje diria, apenas, que sou diferente do que fui ontem. Mas sou eu na mesma. Só mudam algumas coisas. Aquelas que eu permito que mudem... porque me fazem mais feliz!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Que horror!!!

Hoje na cozinha:

"Se vocês querem fazer isso (beijar) vão para a sala. Isso incomoda-me. Ou vão vocês ou vou eu!"


É oficial. A menina entrou na fase do nojo!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Inveja é uma coisa feia... eu sei!

Há pessoas que têm uma vida...como é que eu hei-de dizer... facilitada! E eu não gosto dessa gente! Não suporto. Não consigo. Vai contra os meus princípios.
Vamos cá ver. Existem basicamente duas categorias de ódio: gente magra (entenda-se BOA) e gente rica. Gente magra está no topo da lista. Toda a gente que me conhece sabe que eu não suporto gente magra. Não acredito que sejam felizes (espero que não!!!).  Mas à parte desta regra, não gosto da outra categoria onde encaixo todas as pessoas que têm uma casa maior do que a minha, uma conta bancária com mais números e, acima de tudo, têm o que eu chamo de "auxiliares da vida quotidiana". Não é admissível gentinha que vai de férias e leva uma empregada. Não é justo que pessoas cheguem a casa e tenham a mesa posta e comida na mesa. Não é normal que existam pessoas neste mundo que nunca arranjem um frango, nem mudem os lençois a uma cama.
Mas pior, pior é gente magra E rica! Arhg!!!

O discurso de uma amiga minha que convida outra para acompanhá-la nos treinos- agora que eu estou impossibilitada:
(Amiga) Quinta-feira queres ir correr à noite?
(Pessoa desagradável) Sim, claro!
(Amiga) E os teus filhos? Ficam com quem?
(Pessoa desagradável)Ah....isso não é um problema. Nós temos uma empregada interna.
Quem é que tem uma empregada interna???

Lá está: magra e rica. Não gosto.

Adeus Meia-Maratona

Entorse com estiramento e eventual ruptura de ligamentos.
Mais valia partirem-me logo o osso.
:(((((

sábado, 12 de novembro de 2011

Permissão para espancamento

Quando as coisas não começam bem... raramente acabam bem.
A visita à exposição "O Mundo dos Dinaussauros" já tinha sido adiada e deste Sábado já não passava. Apesar do vento e de uma criança a menos lá fomos. A fila para comprar bilhetes fez logo com que eu- vá- suspirasse. Bom, já que tinha de esperar, antecipei o que sabia ser necessário, mais cedo ou mais tarde: a ida aos sanitários. Em primeiro lugar, onde é que está situado o WC? Dentro da exposição! Repito: dentro da exposição! E melhor:

"Não é possível sem bilhete!"
"Como?!?"
"Não é possível sem bilhete!"
Não queria acreditar.
" E se eu lhe deixar aqui o meu cartão do cidadão?"
"Não é possível sem bilhete!"

Bom. Suspirei novamente. Nota mental: não estragar uma saída que é suposto ser agradável...
Para a fila novamente. E, agora dentro da exposição. Onde estão os sanitários? No FIM DA EXPOSIÇÃO! Não sei se perceberam que se trata de uma exposição cujo público alvo são CRIANÇAS. Os senhores que organizaram este evento esqueceram-se, basicamente, do essencial. As crianças são uma algália permanente. Há sempre uma criança a querer fazer chichi. Sempre!



Já nem sequer falo da parte final... a das actividades... objectivamente, tratou-se de um amontoado de gente pequena a pintar dinaussauros, em três mesas do IKEA, sendo que em redor acotevelavam-se os respectivos papás e mamãs que desesperavam pela destreza dos seus petizes. Em troca de um desenho pintado, recebiam um certificado.
"Pinta só os olhinhos, filhote. Os dinaussauros eram brancos!"

A próxima vez que eu tiver a ideia de ir visitar uma exposição com um entorse no pé, ficam a saber que têm permissão para me espancar.


 Carreguem aqui e apreciem!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ai

Balanço do dia: joelho em sangue e pé torcido. Positivo.

Ora vamos lá.
Hoje foi o dia em que decidi correr a minha primeira meia-maratona mas... foi também o dia em que cheirei, pela primeira vez, o piso do passeio maritimo. Isto é, literalmente, fui ao chão. E a culpa, passo já a clarificar, não foi minha. Minha companheira de corridas ousou atender uma chamada telefónica antes de iniciarmos. E durou e durou... e eu, impaciente comecei a correr. Contudo, e PORQUE SOU UMA AMIGA ESPECTACULAR, voltava sucessivamente para trás para que não nos distanciássemos. Ela em passo rápido e eu a correr... a coisa não ía acabar bem. Pois que, uma das vezes, voltei para trás, passei por detrás dela e... basicamente não vi a pequenita vala lateral... resultado? Real espeta. Tudo bem. Joelho deitava sangue, pé estava virado para a lua- enfiado na vala- e eu, deitada no chão, contorcia-me. O que fez a minha "amiga" (toma lá umas aspas)? Sentou-se no chão, tirou-me o tene, sacou da meia, começou a massajar-me e, SEM DESLIGAR O TELEFONE, disse "ao menos tens as unhas bem pintadinhas!" Repito. Não  desligou o telefone.
Não sei se já mencionei que eu CONTORCIA-ME DE DOR.
Acabámos as duas no chão, a rir e sem treino feito. Uma tristeza.
Mas não há desculpas. A meia-maratona será feita.
Já iniciei os tratamentos para minimizar este contratempo.
A minha pequena enfermeira tratou de mim...
... em breve estarei pronta para os treinos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

blábláblámaisbaratoblábláblá

"Ah e tal...é mais barato!" Tanga! Sim, é mais barato mas, não foi essa a verdadeira razão!

Bem, vou enquadrar.
Meu marido resolveu que deviamos mudar da Zon para a Meo. Fundamentos: blábláblámaisbaratoblábláblá. Eu concordei logo. Eis que, quando me começo a familiarizar com o comando (um dos), percebo que existem pelo menos 10 canais- seguidinhos- de desporto. Quando digo desporto refiro-me ao facto do écran ficar de repente verde e apenas conseguir vislumbrar pequenos seres a correr atrás de uma bola. Ontem estava numa de caminha cedinho e comecei a percorrer as possibilidades. Primeiro de conseguisse tirar a relva dos meus olhos... fui enganada!!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Licencinha

Há diálogos entre pais e filhos simplesmente maravilhosos. Os assuntos, as questões... a partilha subjacente a estas interacções é de uma riqueza indescritível.

Hoje, foi assim:
- Mãe, o que é "com licença"?
É... por exemplo, pedir a alguém para nos deixar passar.
- Não! Quando damos um arroto!
(Silêncio) Queres mais arroz?

Débito directo em conta

Eu gosto do pessoal das finanças. Gostam de me divertir. De me apanhar distraída. Contribuem, até, para que o meu dia-a-dia seja mais emocionante. Qual rotina?? Ora chegam via email, ora via correio... as execuções fiscais, quero eu dizer. Pois que, em duas semanas, duas semaninhas só, já recebi indicações (é o termo simpático) para pagar duas multas. Da primeira vez...dia 4... tive de ir à repartição da minha morada fiscal. Hoje, dia 8... muitooo tempo depois... foram mais simpáticos e enviaram-me a respectiva referência de multibanco... Com esta cadência, espero no dia 12 receber uma notificação via sms para pagar nova multa. Vejam lá é se mudam o ano. É que os dois papelinhos que recebi eram de 2008. Quando é que passam para as cobranças respeitantes a anos mais recentezinhos??
Bom. Sabem que sou uma moça que gosta da sua emoção. Vou aguardar que me surpreendam.
No entanto, eu sugiro, queridos senhores, que tratem, doravante, a coisa de forma mais expedita.
Tirem-me logo o dinheiro do banco! É à vontade!