Sei que estão a estranhar o meu silêncio. Não é intencional. O meu computador não morreu, nem eu parti para parte incerta. Tenho andado por aqui, dando continuidade aos meus afazeres. Concentrada no trabalho, nas minhas responsabilidades familiares e... quando chega a hora de passar por este lugar, tenho sentido que não há nada digno de partilha. Nada de fenomenal a destacar no meu quotidiano. Fico a olhar para o cursor. Começo e apago palavras. E desligo. Não estou triste, nem zangada. Apenas calada. Mas, eu sabia que vocês íam sentir. Hoje diziam-me "mas tens obrigações para com quem te lê!" Sorri. Mas, no fundo, é verdade. Sei que passam por aqui e esperam que vos conte alguma coisa. Houve mesmo quem questionasse se eu estaria bem. É bom sentir este carinho. Mas o que me levou propriamente, hoje, a quebrar esta ausência foi um email que recebi. Alguém que se fartou da minha quietude e me deu o outro lado da história. A sua história. Alguém que me contou a sua vida, em breves traços, e se deu a conhecer, tal como eu o faço. Obrigada, Luciana!
terça-feira, 17 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Cheirar, sentir, provar, saborear...
Para que não andem sempre a acusar-me de... ser dotada de uma sensibilidade semelhante a uma pedra da calçada... aproveito a ocasião hoje celebrada [Dia do Beijo] para vos demonstrar o contrário.
Digam o que disserem, não há coisa melhor do que um beijo. Seja em que tipo de relação for. Melhor do que um beijo, só muitos beijos. Para mim, é a expressão máxima da relação humana. É com beijos que aborreço os meus filhos. É com beijos que inundo os seus pescoços, barrigas, pés, bochechas e afins. É com beijos que os massacro e os encho de mimos. E é também com o beijo que vivo a relação amorosa. É o gesto de maior intimidade e sensualidade que conheço. Já beijei a rir. A chorar. Com saudades. Com raiva e zangada. Com ciúmes. Com desejo. Já beijei para fazer as pazes. Já beijei para afogar as mágoas. Já beijei para minimizar a falta. Já beijei para socorrer a atracção. Um único gesto assume uma multiplicidade de emoções. Todos diferentes, todos prazeirosos, todos provocando uma sensação que a ciência dificilmente explica. E todos eles, para mim, têm um denominador comum. O sentimento. Quem gosta beija. Eu gosto. Eu beijo.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Na altura da paparoca não há cá hipocrisias!
Sabem aquelas crianças (e até adultos) que não comem determinados alimentos porque têm peninha dos animais sacrificados?
Ai, coitadinho do coelhinho...
Ai, coitadinho do patinho...
Faz-me impressão...
Pois é. Ora, reparem no seguinte diálogo:
Enquadramento- jantar na casa aqui da menina. Menu? Entrecosto no forno.
Filho (5 anos): Mamã, o que é isto?
Eu: É entrecosto.
Filho: Mas o que é?
Eu: São as costelas do porco.
Filha (7 anos): Mãe... hum... nhamnham... temos de matar mais porcos!!
Filho: Siiiiiim!
Esta família não tem pessoas fofinhas. Por aqui não matamos porque a legislação não o permite mas comemos animais falecidos sem qualquer pudor ou sentimento de culpa. Amanhã, a pedido encarecido dos meus filhos vou fazer lasanha de atum. Vou falar-lhes - só para testar- da vida deste peixinho para ver a reacção. Mas não creio.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
E aos trinta e poucos, começo a perceber
Ainda na continuidade dos post's anteriores, já aqui "falei" algumas vezes nas zonas cinzentas- na descoberta que fui fazendo ao longo dos últimos anos e que basicamente me fez entender que as pessoas não são totalmente boas ou totalmente más. Pelo menos, a maioria das pessoas. E esse conhecimento tem-me feito olhar para dentro. Sempre fui reconhecida como sendo uma pessoa com bom fundo. Amiga do seu amigo, com bons valores, bons princípios e incapaz de fazer mal a alguém (pelo menos de forma intencional e consciente). Eu acredito nisto. Acredito em mim. Tenho assistido a muitas coisas, tenho ficado algumas vezes de boca pendurada perante atitudes e comportamentos que eu não julgava possíveis. E acho que não me enquadro num "lado negro". Obviamente que não sou uma santa mas, se tiver que me caracterizar diria que, como pessoa, tendo mais para um lado bom (se é que isso existe). Mas apesar desta minha "auto-avaliação" positiva, também reconheço cada vez mais características minhas que desejava não possuir. Melhor falando, sei que tais contornos de personalidade sempre existiram mas, assumo agora que se os conseguisse minimizar ou controlar, seria muito mais feliz. A minha vida era mais simples. Mas é dificil mudar a nossa essência. Acho que podemos camuflar, esconder, contrair mas, nos momentos criticos, elas aparecem e, por vezes, de tanta repressão, são elevadas ao seu expoente máximo. Desejava ser menos impulsiva. Menos ansiosa. Gostava de deixar de tentar racionalizar aquilo que não é passível de o ser. E, inversamente, de agir menos com base na emoção. E, acima de tudo, gostava de "sofrer" menos por antecipação. De tentar controlar aquilo que não depende de mim. Como é que isto se faz? Ainda não descobri. Mas acho que o importante é reconhecer que o preciso de fazer. Daí a encontrar o caminho...
Sorriso amarelo
Porque toda a gente tem um lado negro...
... pensem de mim o que quiserem. Nunca mais venham a este blog. Desliguem-se aqui desta menina. Eu assumo que é diferente. Admito que é forte. Mas eu gosto de ler este homem... o que é que eu posso fazer?
terça-feira, 10 de abril de 2012
Ai!
Eu sei que o tema referente às minhas horas de sono é recorrente. Reconheço até que não deverá interessar a ninguém mas, convenhamos, o blog é meu, por isso, eu escrevo sobre o que eu quiser. Se me apetecer falar-vos do dilema diário que enfrento para estabelecer o menu familiar, eu escrevo e, vocês têm de ler porque, basicamente, gostam de mim. E, se por um acaso, disserem que não gostam, eu não acredito porque não existem razões para não me apreciarem. Bom, mas voltando ao meu mundo (que é no fundo o que interessa aqui), eu entro em pânico todos os dias quando carrego no alarme do telemóvel e aparece uma mensagem tipo: Faltam 6 horas para o próximo alarme. Sabendo que estas 6 horas não são um mar de rosas, eu começo a ficar nervosa e é facto sabido que na altura do óó quer-se é descontração. Ontem, depois de um final de dia para esquecer, deitei-me cedo. Obviamente que isso não é sinónimo de adormecer. Estive para ali, em posição fetal, a carpir a minha condição de mulher (enquanto género sucessivamente sacrificado)... e a noite reconfirmou. Incluiu um filho a tossir como se não houvesse amanhã, alternando com momentos de vómito assistido. Não me levantei uma única vez. Não estava mesmo capaz mas... não me safei. A outra cria, juntou-se a mim. E quando digo juntou-se, entenda-se, colou-se a mim, deixando-me um espaço de 20 cm x 200 cm para descansar este corpo não pequeno, com muito pouca segurança face à proximidade do chão... não foram 6 horas, nem sequer 5 ou 4. Foram uns escassos minutos. Nem isso. Acho mesmo que esta noite não aconteceu. De manhã, as meninas estavam deitadas lado a lado. Uma cansada dos pesadelos onde tudo ardia e outra extenuada pelas horas intermináveis em que permaneceu de olhos abertos. Noutra divisão estavam os meninos. Incapazes de abrir os olhos. Uma verdadeira harmonia familiar. Todos em sintonia e a necessitar desesperadamente de valium na sopa.
Bom, mas gente inteligente não cai no mesmo erro duas vezes. O meu alarme diz agora que faltam...7 horas para acordar... eu ainda nem comecei a dormir...
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Nunca aconteceu
Depois de três horas numa sala de espera de hospital.
Depois de um desentendimento por causa do seguro de saúde.
Depois de uma intervenção que me recordou dores há muito esquecidas.
Depois de ter saído a tremer e transparente.
Depois de ter pago uma exorbitância de parque de estacionamento.
Depois de chegar a casa após as 21h00.
Depois de me telefonarem avisando que se tinham esquecido de me devolver o meu cartão do cidadão.
Depois de não ter visto o meu Sporting a ganhar...
Vou dar este dia por encerrado e soterrado nos confins da minha memória.
Amanhã é que é
Ocorreu-me agora que este é um péssimo dia para voltar à normalidade. Nas minhas veias, a par e passo com o antigo habitante de seu nome colestrol, circulam cubos de açúcar. Julgava eu que iria hoje começar a retomar a normalidade e entupir-me de sopa, maçãs e outros alimentos igualmente desinteressantes quando me lembrei que hoje há jogo de futebol. Sim, daqueles que eu até vejo. Que fazem com que roa o resto da minhas unhas e que me colocam em pé de guerra com o resto da casa. Aqueles jogos que o meu marido enfeita com acessórios alimentares diversos aos quais não consigo resistir. Bom. É ver a coisa pela positiva. Se durante dias apostei nos doces, hoje serão salgados. É o equilíbrio possível.
Amanhã venha daí o queijo fresco e, eventualmente, uma blusinha mais larga...
"Xi patrão"
Há pouco, por ocasião da Páscoa, perguntavam-me se tinha ido à minha terra... estranho ouvir isto. Não sei o que isso é. Nunca pisei a minha terra. Um paradoxo que, no entanto, é a minha verdade.
Nasci em Oeiras por um simples acaso. Os meus pais acabavam de chegar vindos de Moçambique. Sem raízes. Sem referências.
Cresci a “abrir a geladeira”, a “comer sorvete” ou a “mastigar swuingas”. O “ya” em vez do “sim”. O piripiri e a coca cola... elementos cruciais na gastronomia familiar assim como o caril (de tudo o que possam supor). As queixas deste clima e águas gélidas que caracterizam este mar e as relações entre as pessoas...
Cresci a “abrir a geladeira”, a “comer sorvete” ou a “mastigar swuingas”. O “ya” em vez do “sim”. O piripiri e a coca cola... elementos cruciais na gastronomia familiar assim como o caril (de tudo o que possam supor). As queixas deste clima e águas gélidas que caracterizam este mar e as relações entre as pessoas...
Fui das poucas crias a nascer aqui e esse é um facto esquecido. Assume-se que somos todos de lá. E, no fundo, somos. Porque, apesar de nunca ter pisado a minha terra, é a terra que conheço. Esta terra onde nasci e vivo é apenas a circunstância em que me encontro. Não, não fui à minha terra. Ando pela terra dos outros e vou-me apropriando.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
House exchange holidays
Vamos lá a rentabilizar.
A listagem de visitantes desta semana reúne países como: Portugal, Estados Unidos, Brasil, Alemanha, França, Bélgica, Finlância, Rússia, Reino Unido, Holanda, Espanha, Angola, Moçambique e Japão. E ocorreu-me! Que tal uma troca de casas para férias? Aqui a família é pequenita, não ocupa muito espaço e é lavadinha. Prometemos deixar tudo como encontrámos!
Eu, caso não tenham ainda percebido, vivo em Portugal, na bela freguesia de Carnaxide. É todo um sítio espectacular. A envolvência é do mais pacato que possam supor, é dotada de bens e serviços de qualidade e por duas janelas da casa podem vislumbrar o canto superior esquerdo da Serra de Carnaxide e os holofotes do maravilhoso Estádio Nacional. A agenda cultural é do melhor e podem contar com a animação que toda uma vizinhança sui generis proporciona. A casa? Bom, a casa... tem muita potencialidade. Um pequeno jardim envasado... amplas assoalhadas e mobília... E é isto. Parece pouco mas é uma habitação com muita personalidade e boa energia. Garantido.
As nossas preferências para troca são modestas. Basicamente, e considerando aquilo que já conhecemos, o primeiro lugar vai para Moçambique. Por todas as razões. Mas aceitam-se outras permutas. Estamos abertos a propostas. Para cada lado ficam as despesas com as deslocações. Tudo o resto é gratuito e resultado desta ideia brilhante e da confiança que este blog proporciona.
Isto:
Por isto:
Perfeitamente justo!
Estou mesmo confiante que vou cancelar as minhas férias no Algarve. :)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Miopia e sinapses de má qualidade dão nisto
Não sei se já partilhei convosco que sou míope até mais não. Sem óculos ou lentes de contacto, basicamente, não vejo um boi. Depois de um metro de distância pode estar um serial killer a babar-se com um garrote na mão que eu vou ao seu encontro para um abraço ternurento. Mas se é certo que não vejo nada, também é certo que não sinto- praticamente- esta limitação. Desde que me lembro que uso lentes de contacto. Sabem, aquelas mensais que nas mãozinhas aqui da menina chegam a durar um semestre... quando as tiro, isto é, 5 minutos antes de ir para a cama, coloco os óculinhos. Atenção que eu até gosto muito de me ver de óculos. Acho que até me dá uma certa graça (!!) mas, não suporto os constrangimentos associados... as pingas da chuva, as dedadas, as lentes embaçiadas e... claro está, o estigma associado à utilização de tal acessório. Mas dizia eu: mal sinto esta dificuldade visual. Com excepção da noite. Todos os dias, invariavelmente, deito metade do conteúdo da mesa de cabeceira ao chão. Não estou a exagerar. Garrafa de água, livros, molduras, telemóvel... vai tudo ao ar enquanto tento alcançar os óculos. E para que é que eu preciso dos óculos? Para ver as horas quando não consigo encontrar o telemóvel (que habitualmente aproximo à distância de 15 centimetros, para conseguir distinguir os algarismos). E porque é que vos estou a contar estes pormenores nada glamourosos da minha vida? Porque não tenho mais nada para fazer e o meu cérebro faz associações à velocidade da luz.
E como se processou o meu pensamento até chegar a este brilhante texto? Vejamos.
Desejava, em silêncio, não acordar novamente às 4 da manhã, como aconteceu ontem. Depois de me recordar que não dormi nada, lembrei-me que fiz o maior cagaçal esta noite. E porquê? Porque cheguei tarde a casa e coloquei o meu telemóvel a carregar na mesa de cabeceira do meu marido. Depois acordei àquela bela hora mas não sabia às quantas andava pois não encontrei o telemóvel que não estava no local habitual (e cujo destino dado por mim própria eu já tinha eclipsado da minha mente). Não encontrando o telemóvel, deitei meio mundo ao chão para agarrar os óculos. Depois de vasculhar, sem sucesso, o tapete e arredores, não me restou outra opção. Galguei por cima do meu marido até à distância que me possibilitou perceber, no seu relógio despertador, que eram quatro da matina. E depois de todo este ritual (atinge contornos de rotina porque acontece praticamente todos os dias) acabei por despertar. E voilá! Não dormi nada! Resumindo, se calhar, só se calhar, isto de não ver muito bem, até incomoda.
Os maiores anormais
Só vim aqui dizer que detesto o Dolce Vita Tejo. Tenho o maior respeito pelos senhores que criaram o conceito de uma mega estrutura comercial mas tenho a dizer-lhes que são uns verdadeiros anormais que nunca sairam para enfeirar com uns saltos altos nos presuntos. Pronto. Já me sinto mais leve. Ontem, em vésperas de ir trabalhar, combinei jantar e prospecção de mercado com amiga. Noutras palavras, éramos duas gajas a percorrer tudo o que era loja sem ter crianças a agarrar-nos nas pernas, pedindo água, comida, brinquedos e afins. Ah... e nem tinhamos de enganar os nossos maridos com frases como "é só mesmo mais esta... só vou ver uma coisinha... é imprescindível comprar estes sapatitos..." Ordem de soltura da boa. Problema: aquela porcaria é estupidamente grande. Não sei onde estou, não sei onde param as lojas que gosto e, basicamente, tenho a sola dos pés queimada.
Que estúpida mania que nós portugueses temos de que só o que é grande é que é bom. É o maior centro comercial da europa! É a maior piscina natural da Península Ibérica. É o maior bolo rei desta terra e arredores. Que pequenez de pensamento. Quase que desejei os patins da minha filha ou o skate do meu filho para fazer face àqueles corredores. Arre, gente parva!!
terça-feira, 3 de abril de 2012
"Eu apenas sei que nada sei. Mas desconfio de muita merda."
Bom. Porque são 11 da manhã e eu acabei de acordar. Porque estou embuída do espírito da sorna. Porque sou do mais fofinho que há... vou começar por falar mal. Sim, acabei de abrir o meu FB e consegui irritar-me um bocadinho. Não, ninguém foi desagradável, ninguém me identificou numa foto, nem nada que se pareça. É que há coisas que eu não aprecio e basta isso para me causar aborrecimento.
Não há dia que passe que não vá ao FB. Tenho que admitir. Normalmente, nem ligo o computador e acedo pelo telemóvel. Nem sempre comento ou partilho alguma coisa e raramente me coloco disponível para a conversa mas, não consigo evitar passar por ali. E a verdade é que me cansa aquela prática de colocar frases. Ditos inundados de saberes absolutos e ideias maravilhosas acerca do amor. Desculpem-me a expressão mas, se estão apaixonados por alguém, vão ao mural dessa pessoa e escrevam: gosto de ti, porra! Não chateiem o resto do pessoal com frases que não lembram ao diabo e que nos enchem os olhos, como aqueles powerpoints manhosos que pupulam na nossa caixa de email (e que eu devidamente classifiquei como lixo electrónico). Sejam assertivos, sejam audazes! Não mandem bocas!
Vou dar-vos uma amostra do que aperece no meu mural hoje:
"Um dia digo-te... fazes cá falta... hoje é o dia". - Então, diz-lhe! Desliga o FB e vai ter com ele!!!
"Normal people worry me."- Eu se fosse a ti preocupava com outras coisas...
"E quando a vida te deixar sem palavras... cante."- Sim, porque as músicas não têm palavras...
"Às vezes você tem de se levantar sozinho e seguir em frente"- Eh pá... só me ajudaram a levantar quando acabei de ter filhos e ainda assim, não andei para trás!
"Sinto a tua falta como se faltasse o dente da frente."- Desculpa. Nem te quero ofender mas parece-me que te falta é um pedaço do cérebro!
"Quem vive comigo sabe. Quem convive comigo sente. Eu amo poucos. Mas esses poucos, podem apostar, eu amo muito". - Mas se eles sabem porque é que estás para aqui a dizer???
"O tempo pode apagar lembranças de um rosto, Mas nunca apagará lembranças de pessoas que fizeram de pequenos instantes, grandes momentos."- Esperem. Tenho de ir ali vomitar...
"O amor não precisa de ser perfeito. Ele só precisa ser verdade."- Para além da frase estar estupidamente mal construída, a mensagem é óbvia. Qual amor perfeito? Sabem o que eu apreciava? Frases verdadeiras, frases que fazem parte da nossa vida. Deixo aqui uns exemplos que passam agora pela minha mente tortuosa para quem quiser partilhar:
"Deixo-te deitar ao meu lado mesmo quando vestes um pijama ranhoso e colocas as meias grossas e com borbotos por cima das calças."
"Fazes-me muito feliz quando resolves passar a ferro as tuas trezentas camisas que se acumulam no armário."
Aprecio quando me perguntas sucessivamente "Estás a dormir? Estás a dormir? como forma romântica de iniciar o ritual do acasalamento. Ou "Estás pronta?"....
"Voltas a deixar meias sujas no chão da casa de banho ou a toalha molhada em cima da cama e não me vês os dentes três dias."
"Hoje não fiz jantar. Estou cansada e não me apetece. Faz-te à vida se queres comer".
Isto é amor, meus amigos. Tudo o resto é marketing mal engendrado!
Eu acredito mesmo que é por estas e por outras que o pessoal quando inicia uma relação começa logo a ficar insatisfeito... não é nada como os filmes e a publicidade nos fazem crer. Há dias que nem os podemos ver à frente!
Não é o teu caso, coisinha mái linda da menina!!!
Se eu algum dia partilhar aqui uma frase fofinha têm autorização para me espancar...
Não é o teu caso, coisinha mái linda da menina!!!
Se eu algum dia partilhar aqui uma frase fofinha têm autorização para me espancar...
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Eu
Engraçado. Às vezes penso que falo para os meus amigos e conhecidos... Conto-vos coisas, partilho pensamentos, factos que me acontecem... tudo com um grande sentido de familiariedade. Trato-vos por tu, troco emails e respondo com o meu nome. Mesmo quem não conheço, chega a mim como se de um real amigo se tratasse. Mas nem sempre me apercebo da abrangência que um instrumento destes representa. Nem sempre me apercebo do impacto possível das minhas palavras. Quando escrevo não penso em quem poderá estar aí desse lado. Não envio mensagens a ninguém, nem escrevo com a intenção de passar uma ou outra ideia de mim. Às vezes apanham-me mais séria outras mais brincalhona e, em suma, sou sempre eu. Mas quando me apercebo que estou quase a atingir as 50.000 visitas... fico como que aterrorizada. Hoje, fui espreitar as estatísticas e, para além dos números habituais, alegrou-me ter visitas da República Checa, Japão ou das Filipinas. Assusta um pouco saber que me lêem tantas pessoas e de tantos destinos... espero que encontrem aqui um cantinho para descontrair, rir um pouco ou reflectir.
Não tenho publicidade, não faço concursos, nem ofereço produtos.
Dou-vos um pouco de mim.
Espero que gostem!
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