quinta-feira, 10 de maio de 2012

Coisas estúpidas que fiz hoje #1

E... txanam! Hoje inicia-se uma nova era neste blog. Preparados? Terei uma rubrica dedicada a: coisas estúpidas que eu faço. Sim, eu sei que esta temática é amplamente abordada aqui mas agora terá um título identificativo!!
Assim, aqui vai a primeira.

Coisas estúpidas que fiz hoje:
Levantar-me às 06h40 para levar os miúdos à escola.
Fazer uma caminhada de 10 km sem tomar o pequeno almoço.
Não colocar moedas no parquimetro.

Estava a pensar numa periodicidade semanal ou quinzenal mas não sei se não terá de ser com uma maior frequência...

Só vos digo...

Aviso: eu escrevo coisas diferentes e espectaculares na página do Facebook aqui deste menino.
Ainda não são amigos?????
Toda uma dinâmica que vos passa ao lado.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Não há nexexidade!!!

Detesto gente mentirosa. Detesto. Detesto. Detesto. E, falo especificamente de uma categoria de mentirosos e de duas temáticas apenas (eu sou uma pessoa simples!).
Falo, portanto, de mulheres. As mulheres mentem com todos os dentes que têm na boca. De manhã à noite. É toda uma arte de representação que foram aprimorando ao longo dos tempos. Nem sequer estou a  falar de mentiras graves. Isso é com elas, não quero saber. Não suporto é, quando mentem relativamente aos filhos e relativamente à alimentação. Essas duas temáticas irritam-me até à medula porque quando elas mentem e eu digo a verdade, eu acabo por me sentir uma idiota.
Aquelas mulherzinhas, maezinhas fanáticas que defendem os seus filhos com unhas e dentes- quais seres perfeitos- dão cabo de mim. O meu filho é um amorzinho. Nunca me deu trabalho nenhum. Não faz birras. Obedece..... blábláblá.... mentira! Ou estão a falar de um nenuco ou é uma pura falsidade. As crianças fazem birras, atiram-se para o chão, limpam o ranho à camisola. E não me venham dizer que os vossos filhos nunca vos fizeram frente, nunca gritaram não, nem nunca atiraram tudo para o chão. Não acredito. É que não tem problema!!! É mesmo assim!! Não há filhos de cera. Não há crianças robots. Por isso, quando eu vos contar que um filho meu se atirou para o chão aos gritos porque eu não comprei uns cromos do Euro 2012 não me respondam que os vossos filhos nunca partiram um prato porque eu parto-vos os dentes.
E, essas outras, que mastigam alface simulando o mais profundo dos prazeres? Falsas é o que são! Ah, eu só como saladas e tal. Não gosto de doces nem salgados, não ligo nada a comida. Não me custa fazer dieta. Como por obrigação... São as piores. Estão a ver os assassinos, os ladrões, os psicopatas e afins? Estas meninas estão abaixo destes todos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

E voilá!

Eu posso ver o canal FoodNetwork durante horas. A sério. Tipo vegetal, em frente à televisão, assimilando conhecimento. Especiarias de que nunca ouvi falar, combinações impensáveis, alimentos nunca antes vistos. Adoro ver as cores, a destreza, a inovação... agora, se julgam que surte algum efeito... nada. Não sinto absolutamente nada. Uma psicopata dos cozinhados. O jantar será calamares com arroz. Talvez, só talvez, junte algum atum...  

domingo, 6 de maio de 2012

Vezes 5

Hoje pupulam as homenagens às mães. Que são lindas, maravilhosas e melhores do que todas as restantes. Aquilo que é único é o laço que une uma mãe a um filho e vice-versa. Não se repete. Tudo resto são floreados. As mães são pessoas. Acima de tudo. Personagens de carne e osso. Com qualidades e defeitos. Com forças e fragilidades. Com desejos e sonhos. Com receios e incertezas.
E, depois de pessoas, são mães.










Mas há umas que têm mais trabalho que outras...  Y

N.º 2

"We don't flush number one"
Há tempos vi um filme que me levou às lágrimas. O tipico nerd conseguiu que uma rapariga engraçada trocasse dois dedos de conversa consigo. Daí a levá-la a sua casa não demorou muito tempo. Azar dos azares, lá estavam os seus pais para o envergonhar profundamente. Quando a moçoila questionou os anfitriões se podia ir à casa de banho, foi-lhe devolvida uma pergunta: vai fazer o n.º 1 ou o n.º 2? O rapaz ía rebentando com o cimento armado do chão para se enfiar no buraco e a rapariga... em silêncio e atónita ouviu a explicação que se seguiu. É que aqui em casa "We don't flush number one". Não creio que a preocupação era com o ambiente mas uma pura sovinice e javardice e, como tal, eu acarinhei este conceito com o maior dos carinhos. Assim, a frase que eu mais amo dizer quando alguém (que não me conhece bem) vem a minha casa e me pergunta onde é o wc, é: vais fazer o número 1 ou o número 2? Amo ver o  ar embaraçado e incrédulo quando, com a minha postura mais circunspecta e dissimulada, explico que naquele lar a primeira opção é livremente deixada a flutuar...
Não, não é só a Cocó na Fralda que se preocupa com esta problemática. A minha reflexão acerca desta temática é já antiga. Acho mesmo que vem de tenra idade. Devo ter colocado na cabeça que as princesas não íam à casa de banho. Não me passava pela cabeça que aqueles seres flutuantes e maravilhosos alçassem das suas vestes cintilantes para se sentarem numa sanita e produzirem sons e odores do mais obscuro que a sua existência poderia supor. Enquanto criança atribui tais acções a seres de uma categoria inferior onde eu infelizmente tinha que me incluir. Julgo que toda a temática relacionada com as necessidades fisiológicas foi vendo o seu potencial traumático crescer na correcta proporção das esperas que tinha de fazer para utilizar os sanitários naquela casa partilhada com 5 seres do sexo masculino. É CERTO que os seres do sexo masculino, também a este respeito, vêem aumentado o nível de nojice. Bom. Mas se em criança, assumi que a burguesia apenas fazia graciosamente chichi, quando passei à adolescência/juventude, transferi esta convição para as pessoas conhecidas e ilustres. Falo de todas as pessoas que conhecem. Simplesmente não as conseguia imaginar sentadas numa sanita com expressões faciais contraídas. Esta patologia infelizmente não passou com a idade. Continuo sem conseguir imaginar determinadas individualidades em processo de libertação de desperdícios alimentares. Estão a ver a Irina não sei quê (namorada do Ronaldo) a contorcer-se? Não consigo. Acredito que as pessoas conhecidas, com imagem imaculada, vão acumulando resíduos biológicos e, um belo dia, sem aviso prévio explodem. Acho que é muito mais provável e legítimo.
Não sei bem porque é que me lembrei de partilhar isto convosco. Talvez porque o meu caro anónimo mandou entregar este catálogo no meu local de trabalho...





Às vezes penso que os meus pensamentos e reflexões revelam algo estranho acerca da minha personalidade. Mas esta percepção negativa dura segundos. Não. Não é toda a gente que é capaz de escrever sobre cocó. Cada vez mais me convenço de que sou uma pessoa espectacular.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ah, granda filho!!

Uma pessoa apanha cada susto na vida! Vou contar.
Como sabem, no próximo Domingo celebra-se o Dia da Mãe. Quer isto dizer que, no dia seguinte, terei actividade na escola do meu filhote. Perto das nove horas haverá lugar para um pequeno almoço diferente. Cada mãe leva um produto e com os nossos filhos iremos preparar um pequeno-almoço que ingerimos em ambiente do mais ternurento que possam supor. Associada a esta brincadeira, a professora preparou uma gracinha. Cada um dos petizes fez um desenho (folha A3) da sua mamã. Aqui começa já a parte assustadora... A imagem que um filho faz de nós pode ser dramática. Acresce a tenra idade das crianças. Com 5/6 anos os petizes ainda não têm qualquer constrangimento social que os impeça de transformarem um pequeno sinal numa terrível verruga cheia de pêlos. Para além da representação gráfica, a professora escreve com a sua letrinha, na parte de cima do desenho, as palavras que as criaturas inocentemente utilizaram para caracterizar aquele ser espectacular que sofreu para os colocar no mundo. Ah... os miúdos escrevem o seu nome na parte de trás dos desenhos que são afixados no PLACARD da escola. As mamãs, depois de devidamente alimentadas, têm que adivinhar qual o papel e palavras que melhor espelham a sua imagem/personalidade. Giro, certo? Errado!!! Quando hoje fui buscar o meu filho à escola já lá estavam os ditos desenhos afixados e eu, descontraidamente, comecei a investigar (ainda longe do meu filho). Tão fofinhos! Tão lindos. Deixa ver as frases! A minha mãe é loira e tem caracóis. Oh... A minha mãe brinca comigo. Oh... A MINHA MÃE É GORDA. Pára tudo! Ía morrendo. Positiva como sou (...) pensei logo: sou eu! Acho até que disse mentalmente uma asneira. Primeiro ocorreu-me a expressão "estupor do puto". Mas depois reflecti e dirigi o meu ódio para a professora. Quem é o educador que escreve palavras tão desagradáveis? Mesmo que uma criança diga tal coisa, não é a senhora capaz de pedir ao menino para enunciar outros aspectos do ser mais importante da sua vida?!?! Bom. Nada de dramatismos. Deu-me uma vontade louca de rir. Eu ali especada no corredor a tentar espreitar o nome do meu filho por detrás do dito desenho. Nada feito. Ainda a rir, imaginei-me com as outras mães, segunda-feira... obviamente que considerei ir munida, para além do sumo que me incumbiram de trazer, com uma tesoura e corrector! Fui buscar o meu filho e, INOCENTEMENTE, disse-lhe "já vi o desenho que fizeste da mamã"!
-Adivinhaste?
Sim!
-Então qual é?
É este! (a gorda!)
-Não!!!! Erraste!! É aquele....
Oh pá! Passo a transcrever o texto escrito no meu desenho:
"A minha mãe é alta. Tem o cabelo preto e em casa usa óculos. A minha mãe é fininha".
Segunda-feira não vou levar corrector nem tesoura mas vou entrar de lado, vou-me sentar de lado e não vou respirar...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Oh, Meu Deus!!!


Eu: Como é que há minutos estavas aos gritos e agora já estás a falar de mansinho?!?!?!?!

Filha: Não sou eu. É Jesus que me conduz...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Teorias

Gosto de ler este senhor. É verdade. Gosto da maneira fluída como escreve e, acima de tudo, agrada-me a maneira como expõe ideias. Mas em abono da verdade, acho que na matéria "casamento" posso colocar-me ao seu nível e opinar aqui um bocadinho. Quer dizer, não vou propriamente tecer considerações acerca "do segredo" para um casamento feliz mas, tendo presente a minha experiência, vou dar umas dicas que comigo têm resultado. Afinal de contas este ano celebro 20 anos de união (10 em modo namoro e outros 10 em versão mais real).
Só para introduzir a matéria vou aqui partilhar convosco um dos diálogos mais comuns entre mim e a minha cara metade:
Eu- Já não te posso ver à frente.
Ele- Tens de ter paciência. Vais ter de apanhar comigo até ao fim dos teus dias.
Eu- Tudo bem. Desde que eu me vá divertindo por fora.
Ele- Ficavas sem dentinhos....
Eu- Não sejas picuinhas.
E basicamente é isto. Está tudo neste breve diálogo! Senão vejamos. É assumido que é um compromisso que se quer eterno mas, ambos temos consciência que nem sempre é bom. Mas encaramos toda a situação com humor e descontração. E esta é a base. Esqueçam a história do amor, da paixão, do respeito, da amizade, trálálá.... isso é tudo muito bonito mas não é condição sine qua non para aguentar uma relação. Temos amor? Claro. Paixão? Óbvio. Respeito. Sim. Amizade! Felizmente. Mas temos isto tudo, sempre? Claro que não. A intensidade é muito variável. Momentos há que o amo mas não lhe tenho respeito nenhum. Alturas acontece a paixão estar ao rubro e outras tantas que a amizade é assustadora. Ocasiões em que não suportamos sequer a voz um do outro... Mas, no fundo, questionamos pouco. Porque temos o factor descontração. Porque queremos que seja para a vida e, como tal, sabemos que o dia seguinte... a semana seguinte.... o mês seguinte será melhor. E ficamos mais calados, reagimos menos... e tudo passa. É uma visão pouco romântica? Assumo. Mas queridos leitores, se querem romantismo vão ao cinema ver uma comédia norte- americana. Alguém que me dê a conhecer um casamento sem zangas, sem monotomia, sem rancores, sem dissabores... isso não existe ou, então, tratou-se de uma relação curtissima que, quando confrontada com dificuldades, optou por enfrentá-las individualmente. E foi lindo e espantoso... até ter acabado! Para mim o segredo (se é que ele existe) é ter um bocadinho de tudo e muita, muita sorte. Um bocadinho de amor, um bocadinho de paixão, um bocadinho de respeito e um bocadinho de amizade. Esses bocadinhos, todos juntos, mesmo que com intensidades variáveis no tempo, formam uma espécie de terceira entidade invisível. Uma ligação constante e única que se sintetiza em duas palavras: intimidade e cumplicidade. Melhor. Uma ligação que partilha um desejo de futuro.

Vi escrito algures que viver é desenhar sem borracha. O que eu discordo! Tenho apagado tantas vezes. Umas vezes com uma força tal que se abre um buraco. Assim são as relações. Umas vezes com calma e serenidade, outras com intensidade e paixão. Umas vezes com gargalhadas de alegria e outras com lágrimas de dor. Umas vezes a menos e outras a mais. Numa permanente tentativa de equilibro. O segredo é QUERER. Quando se quer, tenta-se. Vai-se desenhando, apagando e voltando a desenhar-se.
Acho eu.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

No amor e na guerra vale tudo... e pelo prazer, também!

Estou aqui, estou farta de rir. Normalmente, os artigos de "auto-ajuda" não despertam em mim qualquer interesse mas este chamou-me a atenção.

Primeiro o título: aqueça a sua vida sexual em sete dias. E a dúvida inicial é: porque não em cinco ou seis? Sete dias, precisamente? Se forem oito já não resulta? 

Depois a introdução: O tempo é capaz de esfriar o erotismo de qualquer relação. Por isso, um menu muito picante, com uma semana de duração, é o indicado para que a temperatura volte a subir. Oh pá! Querem ver que ainda tenho de cozinhar?!?!

Afinal não. Acabei por continuar a ler.

SEGUNDA-FEIRA
Próxima paragem: motel
A clandestinidade pode ser muito excitante enquanto motor do desejo sexual. Porém, é muito normal pensar que, quando se trata do companheiro ‘legítimo’, se torna completamente desnecessária. Mas como erotismo é, acima de tudo, muita imaginação e capacidade para fantasiar sobre situações e cenários sensuais, podem, de vez em quando, comportar-se como se fossem amantes e combinarem um encontro amoroso à hora de almoço. Vá ter com ele a um sítio público, onde podem passar despercebidos no meio da multidão (um parque de estacionamento de um centro comercial, por exemplo). Ele estaciona ao seu lado, você entra para o automóvel e vão até um motel. Sim, um daqueles locais especificamente pensados para encontros sexuais. Passam pela portaria e seguem directamente para uma garagem privada, com acesso ao quarto. E aí tem direito a cama redonda, espelhos no tecto e até um varão, caso queira improvisar uma dança (sabia que pode ter lições?). Só têm de apreciar o momento, estimulados pela ideia que todos os minutos estão contados!
Quer dizer. Uma pessoa já anda a contar os tostões e, ao invés de aquecer o tupperware no microondas de serviço, ainda tenho de me enfiar num Centro Comercial, fingir que não conheço o homem que ressona ao nosso lado há anos a fio para depois entrarmos clandestinamente num local onde se eu não me atirar energicamente para cima de um varão sou considerada "menina". É que estou mesmo a ver-me a lançar-me para o dito e partir logo um dente. Coisinha mais sexy, a sangrar do lábio....

TERÇA-FEIRA
Sessão privada de cinema
Fiquem em casa para um serão caseiro. A diferença é o filme que vai passar no vosso DVD! Para começar, e caso ache o tradicional filme pornográfico ‘muita areia para a sua camioneta’, podem alugar ou comprar um erótico. As nossas sugestões? Bem, desde a clássica série ‘Emanuelle’ ao estético ‘De Olhos Bem Fechados’ ou ao estridente ‘Shortbus’, sem esquecer os revisitados ‘Nove Semanas e Meia’, o ‘Último Tango em Paris’ e ‘O Império dos Sentidos’, as escolhas são muitas.
E agora está a pensar: “sim, mas o que é que isso pode fazer pela minha vida sexual”? Bem, muito, ou não houvesse um voyeur dentro de cada um de nós, mesmo que não gostemos de o admitir. Observar o prazer dos outros é uma forma de chegar ao nosso próprio prazer. Por isso, sentem-se bem juntinhos no sofá e carreguem no play. E, quando a vontade chegar, só têm de esquecer o filme...
Queridos amigos, cinema desse cariz cá em casa não resulta, garanto-vos! Primeiro, a categoria porno deixa-me um pouco cansada. Tenho alguma dificuldade em acompanhar a trama da história e a ligar os nomes às personagens... Depois, as próprias designações das miudezas deixam-me confusa. Por outro lado, não me encanta ver uma senhora a sacar ovos das suas partes baixas. A industria cinematográfica intermédia- vulgo erótica- constitui, a meu ver, um desperdício. Ou uma pessoa vê sozinha  e vê até ao fim (o que é um bocadinho triste) ou, quando começa o genérico, já começa a tirar a roupa para fazer o amor...
 
QUARTA-FEIRA
‘Amigos’ novos na cama
Sim, é verdade: não vão sozinhos para a cama. Mas não se tratam de amigos de carne e osso, mas de todos os acessórios que podem ajudar a criar um clima de maior erotismo. Falamos da tradicional venda, das algemas, dos vibradores, das bolinhas chinesas, que se adquirem em sex shops. Bem, não se assuste! Não tem de os levar todos ao mesmo tempo, além de que só o deve fazer caso se sinta confortável e sempre com o pressuposto de que vai experimentar: se não gostar, pára de imediato. E não parta do princípio que os brinquedos sexuais podem substituir a relação física entre si e o seu companheiro – eles constituem mais uma forma de explorar o vosso prazer – ou que estão associados a qualquer tipo de ‘desvio’ – os estudos comprovam que são as pessoas com relações estáveis que mais recorrem a eles.
Que susto! Já me estava a imaginar a criar um evento no facebook para convidar o pessoal. Afinal, falamos de objetos. Muito receio, muito receio. Tanta história a acabar em hospital... a última que ouvi envolvia uma lâmpada...

QUINTA-FEIRA
Tudo… menos isso
Chama-se ‘estimulação sensorial’ e os praticantes do tantra ioga fazem-no como parte do ‘treino’. Como explica a psicóloga Marta Crawford, “são colocadas algumas restrições, como, por exemplo, não existir uma relação coital. Isso dá espaço ao casal para (re)descobrir outras formas de sexualidade, como as carícias, os beijos, reforçando a confiança, a liberdade, a sensação de segurança na relação e o desejo sexual, de uma forma harmoniosa, sem pressão, sem medo, sem agressividade”. Esta noite, é isso mesmo que vão fazer: tudo, menos penetração! Lembre-se que o prazer tem que ver com todos os sentidos.
Não consigo tecer comentários negativos relativamente a esta proposta. Apanharam-me mas... aconselho a passar este plano para domingo e já vão perceber porquê. 

SEXTA-FEIRA
Soltar a língua
Sabia que as palavras têm um enorme potencial erótico? Quantas vezes experimenta o desejo de se libertar e dizer certas ‘coisas’ ao seu parceiro, mas inibe-se, pois tem medo de soar ridícula? Pois bem, este é o dia destinado a falarem ‘mal’. Se está nervosa, aqui ficam algumas dicas:
• Esqueça aquilo que aprendeu. É verdade que na vida quotidiana é feio dizer palavrões, mas na cama essa máxima não se aplica. • Pratique quando estiver sozinha: imagine-se a ter relações com o seu companheiro. Quais as palavras que a podiam excitar caso as ouvisse? E a ele, o que tem vontade de dizer?• Comece devagar. Não é do dia para a noite que se vai conseguir libertar por completo, mas agora vai dar os primeiros passos.• Encontre o tom de voz: pode sussurrar, gritar, falar mais depressa ou mais devagar. O fundamental é que se sinta confortável.
Ah meu grande estupor! Então eu trato da casa. Mato-me no trabalho. Educo os nossos filhos! Amo-te com carinho e paixão e tu ainda me chamas nomes!!! Ai... já estou a confundir as histórias. Estava a ler isto.

SÁBADO
O último dos tabus
Chama-se sexo anal e os homens acham-no particularmente estimulante enquanto, por norma, as mulheres olham-no com algum cepticismo, principalmente porque receiam a dor. Na verdade, há terminações nervosas no ânus que podem proporcionar prazer ao homem e a penetração estimula internamente a zona do clítoris. Caso se vá iniciar, sábado é um bom dia. Acima de tudo, mostre-se mentalmente disponível e aberta às potencialidades que esta prática encerra, encarando-a como uma nova fonte de prazer entre o casal. Depois, façam-no gradualmente (primeiro, por estimulação manual) e com recurso a lubrificante (para facilitar a penetração) e preservativo (dado que existem bactérias no ânus). Depois, quando se sentirem confortáveis, escolham a posição: de gatas – a posição mais associada a sexo anal – , deitados de lado ou consigo completamente deitada de barriga para baixo, com o seu parceiro por cima.
Só tenho a dizer aqui que ADORO o manual de procedimentos!!!

DOMINGO
Jogo de cama
Os miúdos podem passar o dia em casa dos avós e, como vocês até têm de se deitar cedo porque amanhã é segunda-feira, aproveitem a tarde para fazer um pequeno jogo: chama-se strip poker. As regras são simples: trata-se de uma variação do jogo de póquer só que, em vez de se perder dinheiro, perdem-se peças de roupa. Quando já não há peças de roupa a tirar, quem está a perder tem de executar um ‘castigo’ escolhido por quem está a ganhar… Se quiser, experimente também o Kamasutra Play, um jogo de cartas destinado a dar a conhecer novas e arrojadas posições , ou o Paradice, em que há dois dados, um dos quais indica a posição e o outro o local da casa onde a devem ‘executar’.
Pois está claro! No Sábado de gatas... no Domingo fica-se de molho a jogar cartas! Muito bem pensado.


P.S. Estou a brincar! Acho tudo muito bem. O importante é haver sintonia.

sábado, 28 de abril de 2012

Próxima de um AVC

Estou tão confusa.
Amo tudo o que tenha a ver com a comunicação virtual. Sou mesmo um pouquito viciada mas a verdade é que ando um pouco atarantada com todos os meios que criei. E o cerne são as múltiplas facetas. Qual Dexter...
Parece simples pois só tenho três endereços de email. Um profissional, um pessoal e um referente ao blog. Os dois primeiros são aqui da menina e o blog da minha personagem terrorista. O primeiro problema reside nas passwords. A base é sempre a mesma: um algarismo de 7 digitos. Consoante o perfil acrescento um número (antes, depois ou no meio)... Linear? Parece... Tenho uma conta no Facebook que comunga da dita password com um número acrescentado e do email pessoal. Dentro dessa página tenho integrada a página do blog que tem associado o email terrorista. Continuando, tenho ainda o canal do youtube, com o email pessoal e password de sete digitos mais um... agora, se calha ter o blog aberto, quando abro o youtube, é assumido automaticamente o perfil do terror. Se altero o perfil do youtube para o pessoal, o blog deixa de funcionar. Por outro lado, se estou no blog e partilho algo no facebook, tenho de antecipadamente mudar o perfil deste para a página do blog senão publico na minha pessoal. Se alguém comenta na página do facebook da pedagogia do terror, por diversas vezes esqueço-me de mudar o meu perfil e comento com a minha própria pessoa.
E tudo isto me deixa muito cansada!
Ainda agora, armei-me em esperta e tentei dar uma nova imagem aqui a este menino. Ousei e optei por um layout "vista dinâmica". Espectacular, só vos digo. Pequeno problema: desapareceu a minha imagem do cabeçalho (que eu por acaso até aprecio) e a ligação à página do facebook (do blog). "Tudo bem, pensei eu! Vou voltar à página antiga!" Ingénua... Até que voltou mas com tudo ao contrário... Sem problemas... só perdi umas horinhas deste Sábado a corrigir tudo.
Mas porque é que eu não vejo simplesmente telenovelas ou faço camisolas em tricot??

Parecenças

Toda a minha adolescência e juventude choquei de frente com a minha mãe. Porque comecei a namorar cedo, porque queria a mesma liberdade dos meus irmãos, porque, porque, porque... tinha aquela ideia - comum - de que nunca seria igual àquela figura.
Tudo passou. No momento que coloquei o pé de fora para crescer, tudo se dissipou. Com o passar dos anos, esta relação foi-se modificando e evoluindo.
Do choque passámos à paz.
Da paz passámos à cumplicidade.
Hoje, olho para mim e ainda vejo muitas diferenças. A personalidade é oposta. Mesmo! A maneira de viver e de relacionar com os outros é incomparável mas, apercebo-me que alguma coisa é muito semelhante. Hoje pensei nisto porque repitia, sem me aperceber, os seus gestos.
Tive os meus dois filhos na mesa da cozinha a fazer os trabalhos de casa. Sob as minhas orientações. Sob o meu olhar exigente. Sob a minha preocupação com o seu futuro. Ao mesmo tempo passei a ferro e fiz um bolo para o fim-de-semana.
Ora a estudar, ora a ajudar, ora conversar, ora a rir. E eles sempre ali. E eu. 
Igual à minha mãe.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Não acreditam em coincidências? É porque não conhecem esta história!!

Mas eu conto! Para me distrair do facto do meu Sporting não ter conseguido....
Ora bem, o meu pai viveu durante muitos anos em Cascais. Desenvolveu amizade com um senhor que vivia no prédio da frente que o tratava por sr. Engenheiro. Mais recentemente veio viver (o meu pai, não o senhor) para Carnaxide, para perto da minha casa. Enquadramento.

Há dias telefonou-lhe uma senhora para o telemóvel que o tratou pelo seu nome de infância. Como é que esta senhora chegou ao meu pai? E quem é ela? Pois que esta é uma senhora que conviveu com o meu pai, em Moçambique, quando ambos ainda não tinham completado 15 anos de idade. A dita senhora alugou a mesma casa onde o meu pai viveu durante anos e desconfiou quem seria o anterior inquilino, pela correspondência esquecida no correio. Como é que o comprovou? Um dia conheceu o sr. do prédio da frente que, entre conversa de circunstância, lhe perguntou se morava "na casa do sr. Engenheiro?". Claro está que daí ao amigo dar o contacto do meu pai... Bom, lá a senhora telefonou ao meu pai que, buscando nos confins da memória, conseguiu recordar-se dos momentos que viveram em conjunto. 1º conjunto de coincidências.

Depois de reavivarem lembranças, eis que surge um convite para almoço convívio com outros tantos colegas e amigos do distrito de Zambeze- Mocuba. O meu pai foi a contragosto. Não se lembraria de ninguém, achava! Eis, então, que a dita senhora o apresentou a outro senhor. "Não te lembras de mim?" Estou a ver a cara do meu pai... Depois de muitos factos e relatos lá começou a chegar! "Eh pá!" 2º conjunto de coincidências.

O que fizeste? Onde trabalhaste? Casaste? Tiveste filhos? Onde moras?
Parou tudo.
Em Carnaxide?!
Sim, na rua x.
Na rua x?!
Em que número?
25.
25?!
Em que andar?
Há anos que, todos os meses, vou tomar café ao 5º andar, a casa de uma amiga. Vamos combinar um café naquele sítio que AMBOS conhecemos! 3º conjunto de coincidências.

No café. Conversa, puxa conversa. O meu pai falou dos seus cinco filhos. De cada um de nós, em particular. Chegou ao filho n.º 3. Trabalha no banco x.
"No banco x?!?! Trabalhei lá a minha vida toda! Quem é o teu filho?"
A resposta chegou. Pois que o sr. trabalhou 6 anos com o filho do meu pai- que é como quem diz- com o meu irmão! Mais! O dito senhor é muito amigo do director respectivo. 4º conjunto de coincidências.

Hoje, o meu irmão é chamado ao gabinete do director onde estava, em jeito de visita, o amigo (já reformado) do meu pai. "Temos de ajustar contas", disse em tom grave e olhar circunspecto. O meu irmão engoliu em seco. O sr. fez uma chamada e disse ao meu irmão que alguém queria falar-lhe. O meu irmão (imagino que já sem pinga de sangue) agarrou no telemóvel do amigo do meu pai e seu anterior colega. Do outro lado, o meu pai disse "olá!", sem saber que do outro lado estaria o seu filho. (!!!) O meu irmão, em pleno banco, junto de superiores e colegas respondeu incrédulo "papá!?!"

Conclusão. O engraçado e inesperado não são as coincidências!! É a rapidez com que uma pessoa perde toda a credibilidade no local de trabalho! Papá?!?

Fico sem palavras....

... quando dou de caras com estas histórias.

Apagão Analógico

Dizem as notícias que hoje é desligado o último emissor analógico. Dá-se a revolução digital e eu só tenho a dizer que jaz na minha cozinha uma televisão. Há meses que o emissor aqui das redondezas faleceu e este equipamento adquiriu contornos de bibelô. Não estou aqui a utilizar o blog para enviar um recado a ALGUÉM mas, já que aqui a Isaurinha tem de cozinhar, ao menos que fosse com imagem e som.

Conteúdo difuso

Desde que ando aqui pela blogosfera tenho-me apercebido dos inúmeros aspectos que me diferenciam dos meus pares (!!). Em primeiro lugar, não tenho por hábito tirar fotografias a mim própria dando-vos a conhecer o quão próxima ou distante estou das tendências da moda. Não costumo, igualmente, colocar imagens de produtos (entenda-se vestuário e calçado) cujo meu parco ordenado não me permite adquirir. Excluída, portanto, a vertente moda, também posso enunciar o facto de não ser muito comum em mim, falar-vos de outras realidades para além da minha freguesia de residência. Não coloco fotos das minhas incursões pelo estrangeiro porque simplesmente não acontecem. Ah... e não podia faltar aqui a comida! Esperem. Não me chamem já mentirosa. Leiam primeiro! Eu sei que falo- muito ocasionalmente...- de comida mas, não partilho receitas da minha autoria porque... já estão a adivinhar? Qual é o interesse de vos dizer que fiz ontem bifes de vaca com arroz branco? Precisamente. Não vale a pena! Mais? Não faço reflexões políticas interessantes, nem critica social pertinente. O que me faz pensar... afinal, o que é que me une aos outros blogs? Simples! Todos temos um espaço virual. Todos utilizamos imagens e letras. E é só :)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Quem? O quê?

Eu juro que o meu marido está convencido que, se falar para a televisão, num volume considerável, os jogadores de futebol não só o ouvem como- importante- se sentem profundamente orientados para realizarem um jogo de futebol com resultados eficazes. Pior! Julga ele que se relatar com entusiasmo os penaltis, eu vou-me sentir envolvida no assunto.

Estou contigo C. Mas não estou.

Ontem, dizia-me uma pessoa conhecida: "Amanhã acordo cedinho para pôr a roupa em dia".

Eu ripostei: "Eh pá. Amanhã é feriado! O que é que entendes por cedinho?"

A pessoa (do sexo feminino, claro está): "Cinco da manhã. Tenho de aproveitar a tarifa bi-horária!"

Ora vejamos:  aquela personagem que estava sentada alí à minha frente empreendia uma tentativa objectiva de agoiranço do meu feriado!  Quando acordei às 11 da manhã, num silêncio pouco habitual e me levantei com a serenidade de quem tem as crianças fora, senti-me mal! Pensei na C... a passar a ferro às cinco da manhã... num dia chuvoso e frio... para rentabilizar o consumo de energia e tempo livre. Eh pá!! É que pensei nisto para aí uns... dez... não, cinco minutos... depois nunca mais me lembrei do assunto. 

Gosto de arte porque gosto de pessoas

Sou daquelas pessoas que visita uma galeria de arte e acha que os quadros estão ao contrário. Olho para as esculturas procurando o sítio para pendurar o casaco e tenho um preconceito assumido relativamente a espectáculos eruditos. Acho sempre que vai ser uma seca sem qualquer propósito... Basicamente sou uma pessoa sem qualquer sentido artístico. Seria esta uma verdade inegável se não fosse apaixonada por música, cinema e livros. Aprecio, assim, formas distintas da expressão humana.  A música porque tem a capacidade de alterar e condicionar os meus estados de espirito. A melodia tanto eleva-me à alegria e entusiasmo como me conduz ao drama (a este propósito, se ouço mais uma vez a Adele, sou capaz de vomitar sangue). Os livros, por outro lado, fazem-me viver outras histórias, entrar noutros mundos e conhecer outras realidades. Imaginar. O cinema multiplica toda a potencialidade dos livros na medida em que lhes adiciona a melodia, a imagem... e falo hoje disto porque acabo de chegar do cinema perfeitamente encantada com o que assisti. Um filme que me fez rir até mais não, que me fez sorrir no final, verter uma tímida lágrima... nada transcendente, nada complexo. Um exemplo simples de humanidade e amizade, quando menos se esperava. Assim é a vida. Quando não calculamos, racionalizamos, planeamos e outros "amos"... somos surpreendidos. E às vezes corre bem!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Era um kilo de carne picada, faz favor. Tome lá duas estrofes...

Diz o Manuel Alegre que, numa altura de crise, a poesia poderá assumir um papel importante. Concordo... se o papel da poesia for emitido pelo Banco do Portugal...