YYY
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Mínimos
"Então o que é que a traz por cá? É que
não tem nada um ar doente..." (sorriso maléfico)
O meu médico é um homem inteligente. Não por ser
reconhecido como um cirurgião competentíssimo mas, porque sabe como tratar os seus
pacientes. Ainda assim, tenho para mim que, para aquilo que precisava examinar,
o Sr. tinha de se esforçar um pouco mais. Não chega uma frase dita em jeito de
piropo. Nananinanão. Fosse o senhor ver-me os braços ou assim e eu acharia
muito bem. Agora, para aquilo que se seguiu... estou aqui a pensar que merecia
um jantar e, eventualmente, um cineminha. Considero, até, que o nível de
intimidade adquirido exige que me telefone nos anos e me deseje um Feliz Natal.
Há mínimos!
Sim, são quatro e
tal da manhã e eu falo-vos das minhas partes íntimas. Mas semana está a ser
dificil. O miúdo vomitou há uma hora atrás e eu não consigo adormecer por nada
deste mundo. Passando os meus últimos dias em revista, achei que a
segunda-feira (acima retratada) ficou aquém das minhas expectativas. Este post
eventualmente irá desaparecer (como que por magia) quando eu o ler novamente
amanhã. Quer dizer hoje...
Outros remédios
E o meu filho não está melhor. Ainda. Quando hoje
saímos do Hospital, com muita febre e muita dificuldade em falar, disse com voz
sumida que só queria ir buscar a irmã. Não vos sei dizer o que dá mais prazer a
uma mãe mas, estas manifestações de carinho entre irmãos estão muito perto da
felicidade.
Y
E quem disser o contrário, vê aqui o seu comentário ser eliminado
Ora vamos lá ver.
Tem chocolate negro. Diz que tem pouco açúcar e é
apreciado pelo nosso coraçãozinho. Check.
Tem menta que basicamente é uma erva aromática.
Isto é, deriva da natureza por isso não faz mal. Check.
Tem leite. Toda a gente precisa de cálcio para
crescer e fortalecer as ossadas. Check.
Tem açúcar, é certo. Mas o açúcar é proveniente
da cana respectiva que também cresce com água, terra e sol. É também da
natureza, pelo que também não faz mal. Check.
Parece que, simplesmente, não há razões válidas
que me impeçam de ingerir este alimento perfeitamente saudável!
Fenistil is in the house
Queridas melgas,
Ainda estou por apurar de que espécie sóis que vos torna
invisíveis. De que planeta vêm que sobrevivem aos potentes venenos que se
encontram espalhados pelas tomadas desta habitação. O que querem de nós? Não
sabem, porventura, que o miúdo é alérgico às vossas investidas? E o qual é o
vosso problema agora comigo? Temo que tenham descoberto como sou
deliciosa! Sim, aqui a menina é doxinha, doxinha! Mas venham à vez, por
favor, que sou fraquinha. E já agora... suguem aquela parte do sangue que
tem mais castrol. Se quiserem eu acendo a luz...
terça-feira, 17 de julho de 2012
O miúdo que ainda diz "escoletas com arroz"
Não sou pessoa de stressar muito com as maleitas dos mais pequenos. Não corro para o hospital e muito menos telefono a médicos quando o termómetro ultrapassa os 37º. Não tenho por hábito faltar ao trabalho dias a fio e já entreguei os meus filhos na escola acabados de engolir um anti-pirético. Relativizo tudo aquilo que é de o fazer e faço-o porque tenho consciência de que tenho a sorte de ter filhos saudáveis. Febres, otites, amigdalites e afins são encaradas com tranquilidade e doses extra de mimo. A atitude advém obviamente da minha maneira de ser mas, sem dúvida, do facto de já ter passado por isto vezes sem conta.
O meu filho nasceu às 37 semanas com 3.960. Pouco fraquinho. Com 5 meses foi internado com uma bronquiolite e, durante os seus cinco anos sucederam-se todos os problemas que me fizeram doutorada em otorrinolaringologia. Com três anos foi operado ao nariz e aos ouvidos e, desde então, a sua respiração melhorou. As constipações permanecem mas a evolução negativa raramente acontece. Na semana passada foi com alegria que o médico anunciou que já não necessita de cuidados especiais com a água. Ir para a praia, para a piscina ou para a natação sem tampões e banda foi sinónimo de alegria familiar. O miudo esboçou o maior sorriso dos últimos tempos. Era vê-lo a mergulhar e a tomar banho com prazer. Passaram três dias. Três dias! Domingo começaram as dores. Passou a noite a chorar. Ao colo. Com festas e mimos. Ontem foi dia de Hospital. Depois das urgências seguiu-se o recurso ao seu médico. Horas e horas com o miúdo ao colo. Com o miúdo de 5 anos que aparenta 7. Mais uma dose cavalar de antibiótico e auxiliares... mais dias em casa das avós... mais noites com gemidos e dores. É só uma amigdalite. É só uma otite. Nada preocupante mas... doeu-me o coração. Depois de semanas de expectativas e planos não pode ir à praia com os amigos da escola. Na única semana em que era possível ir, adoeceu.
Quando hoje chegou a casa ardia. Deitámo-nos na minha cama fresca e tirei-lhe a roupa. Ficou feliz quando abri o livro dos dragões. Contei-lhe a história. Devagar. Esqueci tudo.
"Mamã, acho que já estou melhor".
"Mamã, acho que já estou melhor".
Eu fiquei definitivamente melhor.
domingo, 15 de julho de 2012
Eu vinha ver o Bublé. Venho enganada?
Uma pessoa percebe que já não vai para nova, QUANDO:
Vai a um concerto e leva um panfleto;
Num cartaz de meio metro, apenas conhece (a esforço) três bandas;
Pronuncia mal o nome de pelo menos duas;
Conhece somente uma música de uma.
Uma pessoa percebe que já não vai para nova, QUANDO:
Olha em redor em busca de bancos para sentar;
Sente frio nas costas;
Deseja uma bebida quentinha.
Uma pessoa percebe que já não vai para nova, QUANDO:
O ponto alto da noite coincide com a ida à Merendeira.
Pior! Uma pessoa percebe que já não vai para nova, QUANDO:
Se deita às 3 da manhã e no dia seguinte acorda às 8.
Vou ali tomar os comprimidos para a tensão e já venho. Bah!
sexta-feira, 13 de julho de 2012
A menina precisa de Valium. Ou de uma tareia.
Sabem aquelas pessoas que sofrem de insónias e lavam este mundo e o outro? Que fazem sopas, amanham peixe e aspiram a casa? Aquelas que até ligam o computador e adiantam trabalho? Estão a "ver" a minha pessoa? Não tem nada a ver. A única coisa que temos em comum é mesmo a história das insónias. E é só!
Por norma não sou pessoa de dormir muito. Detesto deitar-me cedo e raramente o faço. Ou ando por aqui a ler o que os meus pares bloggers escrevem, ou arrisco-me a escrever umas linhas, ou ando a deambular pela internet, ou corro, ou vejo televisão, ou leio, ou, ou, ou... E mesmo o pouco de noite que me resta para descansar o corpo e a mente não é coisa para ser sossegada. De tempos a tempos, sou assolada com acordares repentinos. Sem razão nenhuma os meus olhos abrem para a vida! Acontece que "abrir para a vida" é uma força de expressão. Eu estou, de facto, acordada mas cerro os olhos na esperança que este movimento informe o cérebro que ainda estou em jornada de letargia. Mas, é em vão. De olhos fechados, com respiração zen e tentativa deliberada de abstração, o sono teima em vir. Melhor, eu tenho sono, o problema é que não adormeço. E também não faço nada útil! Nem sequer me mexo. E fico assim horas. Hoje foi das 3 e pouco até às 6... e qualquer coisa. E fico desesperada cada vez que pego no telemóvel e percebo que não vou mesmo dormir. Mas, mais espantada fico é com as coisas que afloram ao meu pensamento neste meu período zombie. Acho que hoje, nestas horinhas, consegui planear a minha vida até Setembro. E não é só uma questão de intenções!! Nada disso!! Eu escrevo aquilo que tenho de fazer! Só com um olho meio aberto e míope, dou ao dedo no telemóvel e escrevo tarefas e mais tarefas. O engraçado nisto (se é que tem alguma piada) é que raramente me lembro daquilo que anotei e depois... é ver-me rir quando o meu telemóvel toca sucessivamente ao longo do dia.
Só para terem ideia, só na parte da manhã, recebi as seguintes ordens de comando:
Fazer sopa de espinafres com grão.
Escrever carta ao director da escola dos miúdos.
Fatos de banho crianças.
Marcar um dia de férias para a semana.
Ir com planta do espaço e anotar medidas e cores.
Fazer gelatina e marcar depilação.
Juro que não sei que raio de associação eu fiz entre a gelatina e a depilação! Só desejo que o Sr. que estava sentado hoje ao meu lado não tenha tido destreza e/ou rapidez suficiente para ler esta última nota...
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Coisas estúpidas que fiz hoje #3
Ir correr.
É que ontem também fui.
Estão a imaginar uma pessoa sem controle dos membros inferiores? Assim estava eu após uns bons kilómetros de subidas e descidas. Qual Forrest Gump de Carnaxide!
Momentos kodak
Parece que o meu corpo se encontra programado para se auto-destruir às 11h00. Há quase três semanas que, todos os dias, sem excepção, tenho um ataque de tosse inexplicável. É coisa para me deixar sem ar e praticamente da cor do céu... Hoje, este fenómeno espectacular teve lugar no meio de uma reunião. Daquelas em que a formalidade impera. Daquelas em que os presentes se calam, com cerimónia, aguardando que me recomponha. Daquelas em que os intervenientes deixam de respirar comigo. Por segundos... por minutos... credo, que aquilo nunca mais acabava! Foi um momento do mais bonito que possam supor. Depois disto acho que tenho de considerar tomar alguma coisa. Quem sabe até diminuir a utilização do meu amado ar condicionado. Não! Vou passar a agendar reuniões para o período da tarde. É mais fácil!
terça-feira, 10 de julho de 2012
É isso!
Lá vou eu àquele sítio envergando a minha roupa justinha de corrida. Vou enfrentar aquela pessoa... Sabem? Aquela que não tem filtro social e emocional? Estou receosa...
Acho que vou colocar um bigode.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Ainda não
Há vários dias que comprei um livro.
Há vários dias que me sinto ansiosa.
Ele está ali mas não o quero abrir... já. Quero guardá-lo. Não quero começar porque sei que não vou conseguir parar. Quero lê-lo até quando me apetecer. Em silêncio. Na minha cama. Com a minha luz. Com os meus óculos. Com toda a concentração que aquela construção merece.
Sim, sou apaixonada por livros. Por histórias. Por personagens. Por sentimentos, relações e acontecimentos. Leio com prazer e ansiedade. Conheço pessoas inventadas. Tramas criados. Espaços e locais. Cenários que posso descrever de olhos fechados. Fisionomias que posso visualizar. Nomes que não esqueço.
Tenho, dentro de mim, palavras e palavras. Trechos memorizados. Vidas que se misturam com a minha. Porque preenchem o meu imaginário. Porque interpretam o meu quotidiano. Porque se misturam com os meus sonhos. Porque se confundem com os meus desejos.
Histórias que também são um bocadinho minhas.
Histórias que também são um bocadinho minhas.
Ele está ali mas ainda não o vou abrir.
domingo, 8 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Outra vez, bananas
Eu sou, oficialmente, a pessoa mais simpática deste e outros mundos. Sou perfeitamente incapaz de dirigir uma palavra mais desgradável a alguém sem um motivo altamente válido. Mesmo quando tenho todas as razões para responder de forma mais abrupta, tenho dificuldades em fazê-lo. Respondo mentalmente, cinco minutos depois, quando a pessoa já virou a esquina... Sou, basicamente, uma banana a ripostar!
E estou a partilhar isto convosco porque ontem tive um diálogo surreal.
Estava num determinado local que frequento habitualmente, quando uma pessoa conhecida me perguntou se estava de férias. Não achei estranha a pergunta uma vez que estava "vestida para ir correr". Disse que não e ainda avancei "estás-me a perguntar isso porque estou assim vestida?". A resposta foi semelhante a uma bigorna na testa: "Não, é porque estás mais gorda!". Tóimmmm.
... segundos, segundos, segundos...
"Acho que não. Deve ser da roupa que é justa (estava de leggins)!"- tão querida que eu sou. E parva...
A resposta não tardou: "Hum...não. Não é da roupa. Estás mais gorda! Não é nas pernas. É na cara e nos braços!" Tóimmmm.
Oh pá. Nem sabia o que responder. Por momentos pensei em pedir desculpa. Em pesar-me ali à frente dela. Negar com provas cientificas. Implorar para que acreditasse em mim. Relatar-lhe os treinos e a alimentação prosseguida. Despir-me. Sei lá! Mas entendi que não valia a pena. Ela é que sabe e quem sou eu para negar? Bom, como é que se diz? Se não os consegues vencer, junta-te a eles. Vou passar a pesar-me, todas as semanas, sob o olhar rigoroso da alta instância: a rapariga sem fitlro social ou emocional.
Das que dão direito-legitimamente- a discussão
Falo de asneiras. Disparates flagrantes. Erros crassos. Coisas estúpidas que fazemos e que demoramos a contar. Hesitamos e hesitamos... esperando que o nosso ar grave e circunspecto transmita telepaticamente as nossas preocupações.
Noutros tempos era perita na arte da manipulação. Esperava o melhor momento. Contava da melhor maneira. Noutros tempos. Fruto da idade, da maturidade, da pouca paciência... não sei... a estratégia mudou. A medo, atiro de rajada. Assim, sem um "olá" ou "tenho uma coisa chata para te contar". ACONTECEU ISTO- toma lá. E, deixem-me que vos diga: uma pessoa sabe que é apreciada quando, do outro lado, é- lhe devolvido apenas silêncio. Apenas o som crescente da respiração. E mais respiração e um "já falamos". Daí a poucos minutos, falamos novamente. Depois de contar até 500, ouço um "explica lá isso". E é isto.
Aí sabemos. Melhor, temos a certeza :)
segunda-feira, 2 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
E os macacos gostam de bananas como eu gosto de ti!
Gosto de ti, fim-de-semana! A sério. Dás-me um trabalho dos diabos mas até que te aprecio.
Quem tem a seu cargo filhos e a gestão de um lar sabe do que eu falo. A promessa de dois dias de calanzisse é pura ilusão. Se formos amigas da limpeza e organização temos sempre trabalho para 72 horas, non stop. E quando chegam as 22h00 de Domingo, o desespero como que toma conta de nós porque é mais ou menos por essa altura que sentimos que poderíamos, eventualmente, começar a descontrair à séria. Mesmo quando a rotina é interrompida e os planos envolvem diversão, esse prazer representa, maquiavelicamente, trabalho.
![]() |
| @Santa Cruz |
Este fim-de-semana é um exemplo evidente de como, para gozar, temos (tenho) de suar. Uma simples dormida de quatro pessoas numa habitação, que não a nossa, é igual a logistica equivalente a 5 dias. É igual! Um dia ou uma semana vai dar ao mesmo. Só em tecido somo os modelitos à conta mais os suplentes, os agasalhos imprescindíveis, as vestimentas para as partes baixas, a roupagem de praia (onde se incluem as volumosas toalhas) e, de quando em vez, os lençóis e toalhas... Noutra esfera, conto os sapatos, os ténis, os chinelos e as meias...vezes 4. Não nos podemos esquecer dos utensílios que nos perfumam, hidratam e lavam, com as especificidades que os multiplicam na bagagem. As lentes, os óculos, o liquido para as lentes... Os tampões e a banda do míudo. Os bonés e afins. Não esquecer a mochilinha (lona) que cada um faz questão de levar com os seus preciosos bens que, se não forem sujeitos à supervisão adulta, incluem um carro de bombeiros ou um peluche de meio metro. Os carregadores dos telemóveis, a máquina fotográfica, a garrafa de água, as bolachas para o caminho...
... uma noite, cinco noites... é igual. É sempre preciso tudo isto.
... uma noite, cinco noites... é igual. É sempre preciso tudo isto.
Mas vale a pena! Essa é a verdade!
A combinação: amigos+ familía+praia+piscina+gargalhas+histórias+...+...+...+...+... compensa todo o trabalho que se possa ter.
Venham as bananas!
Venham as bananas!
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Procura-se:
Pessoa que execute as seguintes tarefas:
- Vá buscar, às 13h00, os meus filhos à escola;
- Dê almocinho fresquinho e saudável aos petizes;
- Brinque com entusiasmo e carinho;
- Acompanhe com rigor e disciplina a execução dos trabalhos de casa;
- Promova uma sessão de estudo/ revisão da matéria;
- Dê banhinhos e vista pijaminhas;
- Prepare jantar bom, bom, bom e... casa num brinco!
Ofereço:
- O meu corpo e o do meu marido.
Requisitos de selecção:
- Do sexo masculino, bonito e lavadinho (desculpa, querido, mas eu é que tive a ideia, eu escolho...).
Ai! Cada vez que tenho reunião de pais, fico assim. O planeamento do próximo ano lectivo é mais complicado do que os quatro anos da minha licenciatura. Pois que a minha filha vai para a 3ª classe. Costuma ter aulas de manhã e à tarde vem a carrinha do ATL buscá-la. Almoça lá, faz os trabalhos de casa e tem inúmeras actividades. Não estou feliz. Estou muito feliz. São espectaculares. Uma segunda família para a minha filha. Acontece que agora vai ter na escola, actividades extra-curriculares. Bom, certo? Menos dinheirinho... em teoria. Para beneficiar desta medida, significa que almoçará noutra escola (para onde se desloca a pé com uma auxiliar). Depois de regressar, vai então para essas actividades que terminam nunca depois das 17h00. Ah... e não funcionam em períodos de pausa escolar. Significa isto que, teria de convencer o ATL a ir buscá-la, todos os dias, entre as 16h00 e as 17h00 , sendo que pagaria a mensalidade do ATL para cerca de uma hora (até eu a ir buscar). Ah... e o apoio ao estudo, em vez de ser diário, passaria a acontecer duas vezes por semana, o que significaria que eu teria de entrar em acção (e aqui poderia, ainda, dissertar acerca das dificuldades de fazer TPC's na altura de dar banhos, fazer jantar e quando estamos quase todos em coma...) Vantajoso? Não creio.
Mas a coisa não fica por aqui!! Só para complicar, deixem-me contar-vos que para o próximo ano lectivo, o meu filho entra para a mesma escola, para o 1º ano. Questão? O 1º ano não tem actividades extracurriculares. Resulta daqui que, meu piqueno sairia da escola pelas 13h00 para o mesmo ATL onde anda a minha filha. Assim, tenho duas crianças na mesma escola, no mesmo ATL, a pagar a mesma quantia (vezes 2- PÂNICO), com horários diferentes e dinâmicas completamente distintas. E quem é que se lixa? Eu, que ninguém responde ao anúncio!!!!!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Dizer o quê?
A minha querida H. pediu-me um favor. Pediu-me que sensibilizasse os meus leitores para a protecção dos animais. Concretamente, pediu-me que apelasse ao não abandono, em período de férias. H., não sei como o fazer! Simplesmente não partilho do mesmo esquema mental dessas pessoas e, como tal, não sei como comunicar. É uma realidade que eu- num autismo deliberado- simplesmente recuso-me a acreditar que existe. O meu coração, a minha educação, o meu respeito pelos seres vivos não concebe tais atitudes. Maldade é maldade. Seja com crianças, com idosos, com os nossos companheiros, com a nossa família, com as plantas ou piriquitos. Como convencer uma pessoa a não abrir a porta do carro e a despejar o seu cão sem dó nem piedade? Não sei.
No ano de 2006 eu enterrei a minha gata. Quem me conhece sabe que foi um dos dias mais dificeis da minha vida. Eu não perdi nem um gato, nem um animal de estimação. Eu perdi um elemento da minha família. A minha companhia de 17 anos. A minha bichinha que dormiu comigo todos os dias da sua existência. No meu pescoço... com o seu nariz no meu ouvido. Como criança primeiro. Acordou-me diariamente lambendo a minha cara. Aqueceu-me nos dias frios. Consolou-me nos momentos tristes e alegrou-me em todos os outros. Fomos crescendo juntas. Quando casei não equacionei outra hipótese. Apesar de partilhá-la com a minha mãe e quatro irmãos, foi comigo que ela veio. Não se suponha outra decisão. O meu marido, também apaixonado por ela ficou feliz. A minha gata conheceu a minha bebé e muitas noites dormiu aos seus pés. Também o meu filho a viu mas a lembrança foi-lhe arrancada pela tenra idade. Nos últimos dias, senti a sua respiração dificil como se a mim própria faltasse o ar. Olhava para mim (posso jurar) com um profundo amor. E quando, por fim, me deixou cheirei-a para nunca mais a esquecer. E não esqueço.
Já de lágrimas nos olhos te digo: Querida H., ainda achas que consigo comunicar com alguém que faça mal a um animal? Desculpa, mas não consigo. Não tem a ver com os animais. Tem a ver com a essência dessas pessoas e essa... não sou eu que vou conseguir mudar.
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