quinta-feira, 9 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Um primor!

Oh pá! Não posso deixar de partilhar convosco o excelente filme que acabou de dar no AXN Black. O título era, nada mais nada menos, do que "Os caçadores de vampiras lésbicas". Assim, tal e qual! São caçadores. São vampiras. E são lésbicas. Estou a imaginar os argumentistas. Dois putos, cheios de testosterona e borbulhas. Ambicionavam fazer um filme sobre lésbicas mas... não queriam que fosse assim uma coisa às claras. Assim, para disfarçar, fizeram com que as meninas gostassem umas das outras e tivessem dentes afiados. Já tinham, então, fundamentos para colocarem à mistura uns homens espectaculares (a encarnação ficcional deles próprios) que dariam um tau tau às meninas. Coisa fina, sim senhora!

Boa miúdos!!

Já percebi porque é que os meus filhos nunca querem tomar o pequeno almoço!

Vou contextualizar.
Nesta casa não se vêm telenovelas. Não é uma religião, nem sequer uma proibição. Simplesmente não temos esse hábito. Ora, quando os pequenos se esgueiram para casa dos avós, aproveitam para suspirar perante os dramas, as irmãs gémeas agora encontradas, os filhos dos irmãos dos tios dos filhos dos pais e por aí adiante. Acontece que, após uma temporada de férias com apenas 4 canais, não tivemos outra opção se não assistir a tais simulações da vida real. E aqui reside o problema. Como simulação falham redondamente! Pelo menos no que a esta casa diz respeito. Acabei de espreitar pelo cantinho do olho e observei uma cena típica de qualquer quotidiano: o pequeno-almoço. Nos segundos que dediquei às imagens que passaram posso enunciar os seguintes alimentos: scones, croissants, bolo, pão, sumo de laranja, café, leite, chá... e vou assumir que existia ainda uma série de géneros alimentícios dedicados ao panito (fiambre, queijo, manteiga, doce...). Ora, influenciados por estas imagens, como é que eu hei-de entusiasmar as gentes pequenas a engolir uma caneca com leite e um pão com fiambre?
Isto é uma cabala!!! Como é que estes argumentistas querem ter sucesso se não copiam a realidade? Porque é que não espetam uma mesa com uma toalha plástica meia queimada, com quatro canecas diferentes, meia dúzia de carcaças e uma embalagem de queijo marca Continente? Quem é que eles querem enganar?
Arre!

E hoje foi assim!

Pés na areia.
Sol no corpo.
Sabor a sal.
Muito bom!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Alguém da Renova? Patrocínio à menina?

Há vários dias que enfrento um mal estar físico. Qualquer coisa que um médico diagnosticaria como uma crise de rinite, sinusite... ou qualquer outra maleita terminada em ite. Eu resumo a coisa dizendo-vos que a minha cabeça pesa mais do que o meu restante corpo. Mais, esta cabeçorra está como que emergida num aquário onde vivem pequenos picapaus (com guelras) que esburacam os meus olhos e fontes. 

Daqui
Tudo isto seria pacifico se eu não estivesse na minha terceira semana de férias.Tudo isto seria pacifico se eu não tivesse duas crianças para ocupar salutarmente e divertir. Sozinha. Felizmente, os meus filhos são uns verdadeiros amores. O meu mái piqueno, de dez em dez minutos, vem ao meu quarto e diz: Mamã, são 9h14. Mamã, são 9h24. Mamã, são 9h34... Ouço cadeiras a arrastar, a televisão em volume estridente mas... lembrem-se... eu estou emergida em água! Tudo ecoa ao longe... suave... como se o meu cérebro estivesse adormecido em álcool. Quando já são onze horas considero que devo compensá-los pela minha letargia. "Meninos, o que querem fazer hoje?!"
E as respostas... as respostas, dão cabo de mim.
"Vamos jogar ragueby!"
"Vamos pintar as unhas!"
"Vamos fazer um bolo!"

Não sei porquê, esperava que me respondessem qualquer coisa do género "Querida mamã, como te dói a cabeça, é melhor ficarmos em casa. Tu ficas na cama e nós vamos ver filmes na televisão da sala. Fazemos o nosso almoço e não te vamos incomodar."

Não disseram!

domingo, 5 de agosto de 2012

Estação das bábas


A segunda semana sem Internet é colmatada com histórias. Factos reais que, de tão ricos e pitorescos, ultrapassam o conteúdo de qualquer endereço electrónico ou notícia virtual. São horas e horas passadas em roda. Sentados em cadeiras de verga, na rua, enfrentado as melgas e o ar fresco. Mas, eu nem sempre entendo o que eles dizem. Não percebo o significado dos seus termos. Dizeres tão distantes daquilo que estou tão habituada a ouvir. Contudo, 17 anos de convivência permitem-me que peça esclarecimentos…que diga “quê?” ou “não percebo nada do que estão para aí a dizer!” Foi o caso da “estação das bábas”. A explicação veio pronta e é simples. Aqui- de repente- começaram a proliferar, às claras, as casas de meninas. Mas não são umas casas quaisquer, não senhor! Em primeiro lugar, distinguem-se porque a sua especialidade são brasileirinhas gostosudas. Aquelas que esfregam os seus bumbuns (estupidamente empinados e duros) na vista diurna de quem, com elas, partilha as pequenas ruas desta terra alentejana. Leggins brancas, branquinhas que deixam transparecer, não só as “calcinhas” das meninas, como as benfeitorias que lhes são atribuídas no período da noite. Sim, porque quando são confrontadas por alguma esposa de pedra da calçada na mão, transferem toda a culpa para a falta de carinho no casamento. “Nós não os obrigamos. Se vêm até nós é porque vocês não os fazem felizes. Não lhes dão carinho”. Não vou discutir ou tecer comentários. Só partilho esta história das bábas porque me fez rir até mais não. E vamos a explicações! Estação porque param lá todos… das bábas porque, regra geral, os clientes têm mais de 70 anos. Assim- e nas palavras da relatora- não deixam lá outra coisa, senão… bába. Mas, melhor, melhor, é que já se apagaram lá três. Três!! E quando digo que se apagaram é porque morreram mesmo! Parece que a coisa não vai lá com as festinhas, mesmo sendo de nacionalidade brasileira, e assim, as meninas- previdentes- dão uma ajudinha extra. Uns comprimidos azuis que têm à cabeceira. Acontece que, os benditos remédios não se dão bem ou com a cerveja, ou com o vinho, ou com a gostosura das miúdas…. Não sei! Facto é que caem que nem tordos! Mentira! Houve um que não tomou os químicos. O jovem tinha tanto álcool no sangue que se tornou desagradável. Ora, aquilo é uma casa do prazer. A menina, que não é uma amadora, empurrou-o. Profissional como é, fez com que a sua cabeça batesse exactamente numa quina. Foi-se. E esta é a história resumida e censurada da estação das bábas! Prazer, bába e mortos. Por esta ordem.
Não consigo exprimir por palavras a riqueza dos relatos. Os pensamentos e juízos… Mas o melhor estava para chegar... Já em jeito de conclusão, o discurso masculino (até então de repudio) foi, mais ou menos, o seguinte: “No meu tempo é que era a sério! As meninas íam à revisão (!!!). Eram inspeccionadas por uma médica (!!!) e a gente sabia ao que ía (!!!). Agora é tudo uma podridão!”

Só me ocorre dizer “xuxu beleza!”

Havia alguém em Manta Rota que tinha Internet. Mas quando tentei aceder, clandestinamente, pediu uma tal de password. Raios!


Há pessoas que são dotadas de bom senso e outras que, simplesmente, não! Eu sou o exemplo do caso negativo. Inocentezinha, pensei como seria libertador ir de férias sem internet. Como seria saudável desprender-me desse vício que é espreitar a vida alheia ou partilhar a minha própria. “Vai-te fazer bem!”- pensei eu… Que parvoíce! Estive limitada, durante uma semana, a uma televisão que para além dos quatro canais portugueses (que param de cada vez que a TDT nos lembra como somos fraquinhos), brindou-me com mais uns duzentos que falam uma língua que eu simplesmente abomino. Ah… e pior. Para ultrapassar a carência de futilidades muni-me de revistas cor-de-rosa. Para além de me ter apercebido que não conheço a nata da sociedade portuguesa, vejo agora que toda a gente “tem projectos” menos eu! Qualquer menina que transpire saúde e beleza (e maminhas perfeitas) tem vários projectos. Mas nada pode dizer ou contar. Não sei se é pura avareza ou estão de conluio com os editores das revistas. Julga aquela gente que nos prende- tipo telenovela- a um desenvolvimento profissional que se concretiza após Setembro? Se contam que eu compre mais alguma revista estão redondamente enganados. Já percebi que há gente que se separou, gente que se voltou a juntar, outros que declararam falência, alguns que transpiram cocaína e toda uma dinâmica relacional/amorosa digna de resultar em crime passional. Sou menina até para comprar O Crime. Creio que não acabam o verão sem assassinar alguém com um chapéu de sol ou com um espeto da grelha. E as crianças? Que felizes nas suas roupas a combinar, cavalgando em cima de animais e convivendo com os seus novos irmãos, resultado do mais recente amor de verão dos seus papás que agora descobriram a razão de viver (pelo menos até Setembro)… Ah… quem é que necessita de internet? Eu. Admito. Assumo. E quando é que me apercebo desta terrível realidade? Quando, pela primeira vez na vida, dei por mim a ler o Record na praia. Fustiguei-me até mais não...

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Já vos disse que estou de férias?




YYY

Mínimos


"Então o que é que a traz por cá? É que não tem nada um ar doente..." (sorriso maléfico)


O meu médico é um homem inteligente. Não por ser reconhecido como um cirurgião competentíssimo mas, porque sabe como tratar os seus pacientes. Ainda assim, tenho para mim que, para aquilo que precisava examinar, o Sr. tinha de se esforçar um pouco mais. Não chega uma frase dita em jeito de piropo. Nananinanão. Fosse o senhor ver-me os braços ou assim e eu acharia muito bem. Agora, para aquilo que se seguiu... estou aqui a pensar que merecia um jantar e, eventualmente, um cineminha. Considero, até, que o nível de intimidade adquirido exige que me telefone nos anos e me deseje um Feliz Natal. Há mínimos!


Sim, são quatro e tal da manhã e eu falo-vos das minhas partes íntimas. Mas semana está a ser dificil. O miúdo vomitou há uma hora atrás e eu não consigo adormecer por nada deste mundo. Passando os meus últimos dias em revista, achei que a segunda-feira (acima retratada) ficou aquém das minhas expectativas. Este post eventualmente irá desaparecer (como que por magia) quando eu o ler novamente amanhã. Quer dizer hoje...

Outros remédios


E o meu filho não está melhor. Ainda. Quando hoje saímos do Hospital, com muita febre e muita dificuldade em falar, disse com voz sumida que só queria ir buscar a irmã. Não vos sei dizer o que dá mais prazer a uma mãe mas, estas manifestações de carinho entre irmãos estão muito perto da felicidade.

Y

E quem disser o contrário, vê aqui o seu comentário ser eliminado


Ora vamos lá ver.

Tem chocolate negro. Diz que tem pouco açúcar e é apreciado pelo nosso coraçãozinho. Check.

Tem menta que basicamente é uma erva aromática. Isto é, deriva da natureza por isso não faz mal. Check.

Tem leite. Toda a gente precisa de cálcio para crescer e fortalecer as ossadas. Check.

Tem açúcar, é certo. Mas o açúcar é proveniente da cana respectiva que também cresce com água, terra e sol. É também da natureza, pelo que também não faz mal. Check.






Parece que, simplesmente, não há razões válidas que me impeçam de ingerir este alimento perfeitamente saudável!

Fenistil is in the house


Queridas melgas,


Ainda estou por apurar de que espécie sóis que vos torna invisíveis. De que planeta vêm que sobrevivem aos potentes venenos que se encontram espalhados pelas tomadas desta habitação. O que querem de nós? Não sabem, porventura, que o miúdo é alérgico às vossas investidas? E o qual é o vosso problema agora comigo? Temo que tenham descoberto como sou deliciosa! Sim, aqui a menina é doxinha, doxinha! Mas venham  à vez, por favor, que sou fraquinha. E já agora... suguem aquela parte do sangue que tem mais castrol. Se quiserem eu acendo a luz...

terça-feira, 17 de julho de 2012

O miúdo que ainda diz "escoletas com arroz"


Não sou pessoa de stressar muito com as maleitas dos mais pequenos. Não corro para o hospital e muito menos telefono a médicos quando o termómetro ultrapassa os 37º. Não tenho por hábito faltar ao trabalho dias a fio e já entreguei os meus filhos na escola acabados de engolir um anti-pirético. Relativizo tudo aquilo que é de o fazer e faço-o porque tenho consciência de que tenho a sorte de ter filhos saudáveis. Febres, otites, amigdalites e afins são encaradas com tranquilidade e doses extra de mimo. A atitude advém obviamente da minha maneira de ser mas, sem dúvida, do facto de já ter passado por isto vezes sem conta.
O meu filho nasceu às 37 semanas com 3.960. Pouco fraquinho. Com 5 meses foi internado com uma bronquiolite e, durante os seus cinco anos sucederam-se todos os problemas que me fizeram doutorada em otorrinolaringologia. Com três anos foi operado ao nariz e aos ouvidos e, desde então, a sua respiração melhorou. As constipações permanecem mas a evolução negativa raramente acontece. Na semana passada foi com alegria que o médico anunciou que já não necessita de cuidados especiais com a água. Ir para a praia, para a piscina ou para a natação sem tampões e banda foi sinónimo de alegria familiar. O miudo esboçou o maior sorriso dos últimos tempos. Era vê-lo a mergulhar e a tomar banho com prazer. Passaram três dias. Três dias! Domingo começaram as dores. Passou a noite a chorar. Ao colo. Com festas e mimos.  Ontem foi dia de Hospital. Depois das urgências seguiu-se o recurso ao seu médico. Horas e horas com  o miúdo ao colo. Com o miúdo de 5 anos que aparenta 7. Mais uma dose cavalar de antibiótico e auxiliares... mais dias em casa das avós... mais noites com gemidos e dores. É só uma amigdalite. É só uma otite. Nada preocupante mas... doeu-me o coração. Depois de semanas de expectativas e planos não pode ir à praia com os amigos da escola. Na única semana em que era possível ir, adoeceu.
Quando hoje chegou a casa ardia. Deitámo-nos na minha cama fresca e tirei-lhe a roupa. Ficou feliz quando abri o livro dos dragões. Contei-lhe a história. Devagar. Esqueci tudo.
"Mamã, acho que já estou melhor".
Eu fiquei definitivamente melhor.

domingo, 15 de julho de 2012

Eu vinha ver o Bublé. Venho enganada?

Uma pessoa percebe que já não vai para nova, QUANDO:
Vai a um concerto e leva um panfleto;
Num cartaz de meio metro, apenas conhece (a esforço) três bandas;
Pronuncia mal o nome de pelo menos duas;
Conhece somente uma música de uma.


Uma pessoa percebe que já não vai para nova, QUANDO:
Começa a achar a música muito alta;
Olha em redor em busca de bancos para sentar;
Sente frio nas costas;
Deseja uma bebida quentinha.

Uma pessoa percebe que já não vai para nova, QUANDO:
O ponto alto da noite coincide com a ida à Merendeira.

Pior! Uma pessoa percebe que já não vai para nova, QUANDO:
Se deita às 3 da manhã e no dia seguinte acorda às 8.

Vou ali tomar os comprimidos para a tensão e já venho. Bah!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A menina precisa de Valium. Ou de uma tareia.

Sabem aquelas pessoas que sofrem de insónias e lavam este mundo e o outro? Que fazem sopas, amanham peixe e aspiram a casa? Aquelas que até ligam o computador e adiantam trabalho? Estão a "ver" a minha pessoa? Não tem nada a ver. A única coisa que temos em comum é mesmo a história das insónias. E é só!
Por norma não sou pessoa de dormir muito. Detesto deitar-me cedo e raramente o faço. Ou ando por aqui a ler o que os meus pares bloggers escrevem, ou arrisco-me a escrever umas linhas, ou ando a deambular pela internet, ou corro, ou vejo televisão, ou leio, ou, ou, ou... E mesmo o pouco de noite que me resta para descansar o corpo e a mente não é coisa para ser sossegada. De tempos a tempos, sou assolada com acordares repentinos. Sem razão nenhuma os meus olhos abrem para a vida! Acontece que "abrir para a vida" é uma força de expressão. Eu estou, de facto, acordada mas cerro os olhos na esperança que este movimento informe o cérebro que ainda estou em jornada de letargia. Mas, é em vão. De olhos fechados, com respiração zen e tentativa deliberada de abstração, o sono teima em vir. Melhor, eu tenho sono, o problema é que não adormeço. E também não faço nada útil! Nem sequer me mexo. E fico assim horas. Hoje foi das 3 e pouco até às 6... e qualquer coisa. E fico desesperada cada vez que pego no telemóvel e percebo que não vou mesmo dormir. Mas, mais espantada fico é com as coisas que afloram ao meu pensamento neste meu período zombie. Acho que hoje, nestas horinhas, consegui planear a minha vida até Setembro. E não é só uma questão de intenções!! Nada disso!! Eu escrevo aquilo que tenho de fazer! Só com um olho meio aberto e míope, dou ao dedo no telemóvel e escrevo tarefas e mais tarefas. O engraçado nisto (se é que tem alguma piada) é que raramente me lembro daquilo que anotei e depois... é ver-me rir quando o meu telemóvel toca sucessivamente ao longo do dia.
Só para terem ideia, só na parte da manhã, recebi as seguintes ordens de comando:
Fazer sopa de espinafres com grão.
Escrever carta ao director da escola dos miúdos.
Fatos de banho crianças.
Marcar um dia de férias para a semana.
Ir com planta do espaço e anotar medidas e cores.
Fazer gelatina e marcar depilação.
Juro que não sei que raio de associação eu fiz entre a gelatina e a depilação! Só desejo que o Sr. que estava sentado hoje ao meu lado não tenha tido destreza e/ou rapidez suficiente para ler esta última nota...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Coisas estúpidas que fiz hoje #3

Ir correr.

É que ontem também fui.
Estão a imaginar uma pessoa sem controle dos membros inferiores? Assim estava eu após uns bons kilómetros de subidas e descidas. Qual Forrest Gump de Carnaxide!

Momentos kodak

Parece que o meu corpo se encontra programado para se auto-destruir às 11h00.  Há quase três semanas que, todos os dias, sem excepção, tenho um ataque de tosse inexplicável. É coisa para me deixar sem ar e praticamente da cor do céu... Hoje, este fenómeno espectacular teve lugar no meio de uma reunião. Daquelas em que a formalidade impera. Daquelas em que os presentes se calam, com cerimónia, aguardando que me recomponha. Daquelas em que os intervenientes deixam de respirar comigo. Por segundos... por minutos... credo, que aquilo nunca mais acabava! Foi um momento do mais bonito que possam supor. Depois disto acho que tenho de considerar tomar alguma coisa. Quem sabe até diminuir a utilização do meu amado ar condicionado. Não! Vou passar a agendar reuniões para o período da tarde. É mais fácil!

terça-feira, 10 de julho de 2012

É isso!

Lá vou eu àquele sítio envergando a minha roupa justinha de corrida. Vou enfrentar aquela pessoa... Sabem? Aquela que não tem filtro social e emocional? Estou receosa...
Acho que vou colocar um bigode.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ainda não

Há vários dias que comprei um livro.
Há vários dias que me sinto ansiosa.
Ele está ali mas não o quero abrir... já. Quero guardá-lo. Não quero começar porque sei que não vou conseguir parar. Quero lê-lo até quando me apetecer. Em silêncio. Na minha cama. Com a minha luz. Com os meus óculos. Com toda a concentração que aquela construção merece.
Sim, sou apaixonada por livros. Por histórias. Por personagens. Por sentimentos, relações e acontecimentos. Leio com prazer e ansiedade. Conheço pessoas inventadas. Tramas criados. Espaços e locais. Cenários que posso descrever de olhos fechados. Fisionomias que posso visualizar. Nomes que não esqueço.
Tenho, dentro de mim, palavras e palavras. Trechos memorizados. Vidas que se misturam com a minha. Porque preenchem o meu imaginário. Porque interpretam o meu quotidiano. Porque se misturam com os meus sonhos. Porque se confundem com os meus desejos.
Histórias que também são um bocadinho minhas.

Ele está ali mas ainda não o vou abrir.

Ah e tal, como é que sabes que os teus filhos são felizes?

Assim: