sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Simples

Sexta-feira / Após as 19h
Praia das Avencas
Com os meusY 

Há mães espectaculares e altruístas e há... as outras

Quinta-feira à noite é dia de futebol do senhor meu marido. É coisa que acontece chovam calhaus ou membros da família estejam em plena intervenção cirurgica. Por mim, tudo bem! Ora, mas em período de férias, as crianças têm por hábito suplicar para assistir a este "momento glorioso" do seu progenitor... E adivinhem que é que fica em casa de sorriso na cara e a babar?
Ontem não foi excepção. Assegurei que estavam agasalhados e... ide em paz!
 
- Passado uma hora-
 
Toca o meu telemóvel e quem é do outro lado? Filhota com voz de cachorro abandonado.
Mamãaaaaaa, tenho frio e sono. Quero ir-me embora... vem-me buscar.
 
E o cerne da questão reside nas duas opções de resposta seguidamente apresentadas.
 
Mãe espectacular e altruísta:
 
Ó querida filha do meu coração. Mamã vai já a correr buscar o seu bebé! Um minuto... um segundo...
 
A outra (entenda-se, eu):
 
Eu avisei-te! Põe o capuz que a mamã está deitada a ler um livro.
-Mas, mamã! Tenho frio nas mãos e nas pernas...
Corre!


Sim, eu sou a outra!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Suspiro

"Ah, eu gostava de ver esta telenovela!"
O que é que tem de surpreendente esta afirmação?- perguntam vocês.
Foi proferida pelo meu marido. Sim, aquele que tem a sport tv a correr nas veias...
"É que eu vi isto quando era novo..." (voz sumida)
E qual é a telenovela?- voltam vocês a perguntar (que insistência!!)
 
- Gabriela -
 
Preciso dizer mais alguma coisa?

 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Em modo: ave de rapina

Porque sou amiga e porque não quero que mais gente desista, vou demonstrar-vos -mais uma vez- como vale a pena passar por aqui.
 
Ora bem, imaginem uma pessoa linda e espectacular, com um porte atlético, a correr pelos circuitos do Jamor. Imaginem, ainda, uma postura impecável, passos largos e rápidos e uma leveza sem descrição. Agora esqueçam essa imagem. Estão, então, prontos para o que vos transmitirei de seguida. Imaginem a minha pessoa. Na cara um ar de sofrimento. Nas pernas, um peso sem fim. Movimentos lentos e arrastados. Na mente, uma voz em loop "bem feita!". E agora visualizem isto tudo em modo: ave de rapina. E que modo é esse- perguntam vocês, com interesse e curiosidade? É quando me sinto a desfalecer mas não quero desistir. É ver-me, então, a correr sem correr. Ora, portanto, isto é o mesmo que dizer que não saio do mesmo sítio. Estou a fazer todos os movimentos mas avançar que é bom... tal e qual uma águia sobrevoando a sua presa esperando o melhor momento para a alcançar. Com a ligeira diferença, de que nem com páraquedas eu me aguentava no ar e que não procuro alimento na terra batida do meu percurso.
Agora digo-vos: esta estratégia... nem o Bolt!
 
 
 

Por amor da Santa, porque me abandonaste?

Estou aqui que nem posso. Estava eu com 99 seguidores, a torcer por mais um eis senão quando... me desaparece daqui um elemento. E eu fiquei agastada! Quem é o doido ou a doida que desistiu de mim? Não vos apercebeste, porventura, do quão espectacular eu sou? Não estais contente com a minha escrita? Não consigo perceber!! Eu que faço tudo para vos agradar! Que vos conto histórias do mais íntimo do meu ser! Que vos relato experiências do meu quotidiano! Bem sei que não sou pessoa de espetar aqui com a minha cara e modelitos utilizados mas, quer dizer, não constitui motivo para este abandono!
Diz de tua justiça se tens coragem! Mas dá-me uns minutos para accionar a opção de "moderação de comentários".
Já podes!

Uma pessoa tem responsabilidades...



... e por isso cá está! Uma fotografia fofinha para disfarçar um qualquer post anterior...






Eu sabia que devia ter mantido este blog anónimo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Três Vivas para o contexto

Sim, o contexto! Aquele conjunto de dados que nos permite perceber as mensagens!
As chamadas circunstâncias que, de forma directa e simples, evitam que uma desgraça suceda. Confusos? Vou explicar. Hoje à tarde tive uma reunião numa daquelas empresas que cheiram a eficiência e respiram eficácia. Ambientes de puro profissionalismo e imagem cuidada. Zonas de alta produtividade e competência. Um daqueles locais em que entramos e o Sr. da recepção emite um discurso robótico alheio a piadolas e sorrisos. Bom. Não foi a primeira vez! Aliás, tem sido uma prática comum nos últimos tempos. Mas hoje foi demais. Antes que permitissem a minha entrada, e depois dos habituais procedimentos de identificação, pois que o senhor me tirou uma fotografia. Para a direita. Para a esquerda. Sorria para a câmara. Cartão emitido e anexo a outro altamente tecnológico que abriu as portas para aquele outro mundo, tão distante do meu. Portas e mais portas. Cartões e luzinhas e... silêncio. Os robots humanos produziam. E eu ainda pensava na fotografia... Para quê? Ora, sou visitante e estou ali. Estão-me a ver. Para quê uma fotografia ao pescoço? E eis que surge a primeira dificuldade de compreensão. Chego ao destino. Arrumado, limpo e... mudo. Tal e qual onde tive os meus filhos. Começa a reunião. Reina a distância e a formalidade. Tudo bem! O problema é outro. Quem está à minha frente simplesmente fala outra linguagem. É inglês, nada de especial! Mas não é um Olá, tudo bem! nem um E que tempo se pôs hoje em pleno Agosto! São termos técnicos não portugueses. Nem sequer os habituais benchmarking, core business, stakeholder e afins! Cargos, procedimentos, estratégias... em versão "inglês pomposo". E agora já faz sentido: três vivas para o contexto! Por momentos pensei "É só sorrir e acenar. Sorrir e acenar". Mas não foi necessário! Graças ao compincha do contexto -esse porreiro- a mensagem passou. A comunicação fluiu e a formalidade deu lugar à descontração. Afinal não somos assim tão diferentes... ganhamos é menos (falo de mim, é claro).

domingo, 26 de agosto de 2012

Bons cansaços


Sim, estão a dormir juntos e, sim, há cartas misturadas no lençóis.
Uma pessoa sabe que o fim-de-semana foi intenso quando incluiu: praia, sapateira, ameijoas, filmes, palácio, travesseiros, piscina, churrasco, almoço familiar, jantar com amigos (2), amendoins e coca-cola... ah... e quando: envergamos roupas de outras pessoas, os olhos ardem, cai a pele das sobrancelhas e só se ouve de um ouvido.

Vou-me deitar...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Lições do dia de hoje

Em contexto laboral NÃO:

Revirar os olhos, sem antes salvaguardar que ninguém está a olhar para a minha cara;
Dizer exactamente o que penso;
Rir com sarcasmo sem que ninguém mais me acompanhe.
 
Resoluções para Setembro: neutralizar emoções, opiniões e qualquer actividade cerebral.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Erros de uma maternidade descontraída

Ah pois é! A menina erra. E em grande. Já aqui partilhei que a minha filha anda viciada numa tal telenovela denominada Dancing Days. Em modo pausa escolar, permiti que a miúda assistisse a tal produção televisiva que eu assumi- pelo nome- que seria uma coisa tipo musical. Histórias de adolescentes que dançam, sei lá. Basicamente, não reflecti. Deixei, apenas. Ontem, estava eu modo letárgico (resultado do treino de comando que fiz) quando a ouço dizer: "Mamã, olha o x (não esperem que eu recorde nomes) anda a trair a mulher com a amante do pai." Imagem de fundo: o dito x, na cama, lambendo a tal moça com capacidades para proporcionar prazer a toda uma família.
Como?!?!?
Afinal não podes ver isto, filha! Isto não é para a tua idade. Os Morangos com Açúcar, que te são interditos, afiguram-se como uma Eucaristia Dominical face a isto.
- Mas prometeste que me deixavas ver nas férias!
Pois... retire-se a promessa...

Conclusão: Mais um filho sem fé na progenitora...


Mais ideias estúpidas

"Acorda filhote! Hoje vamos ao dentista"
-Gritos e choro-
"Calma, a médica só vai ver!"
-Gritos e choro- seguindo-se um genuíno "MENTIRA!"
E quem pode censurá-lo? Depois da injeção de penicilina (divulgada como "vamos só ver a garganta"), perdi a credibilidade para todo o sempre!



Ass: a mentirosa compulsiva

Ideias estúpidas

Correr 8 km de subidas e descidas, às 6 da tarde.
Parva mesmo!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Não são lágrimas. É conjuntivite!

A minha reputação de pedagoga do terror foi hoje colocada em causa. Chorou ele e chorei eu...

 

Trimtrimtrim...


Avô: Olá, princesa! A rapariga mais gira de Carnaxide!
A minha miúda espectacular: A mãe ou a filha?

Que orgulho!

Coisas estúpidas que fiz hoje #4

Antevendo o final de dia que já sabia que ía ter, à hora de almoço resolvi fazer o jantar. É uma prática bastante comum na minha pessoa... alegra-me a ilusão que nada farei quando chegar ao final do dia... coitadinha de mim... Bom, certo é que enquanto conduzia rumo ao lar equacionei o que iria preparar. Tomei a decisão, então, de que seria frango fricassé- prato muito apreciado pelo agregado familiar. Mas ao invés das batatinhas fritas iria fazer um arroz para não subir os níveis de colesterol (aumentados pela sapateira e ameijoas de ontem). Em modo speedygonzales, tirei a panela de pressão e dei início aos trabalhos. Fiz o refogado e tudo e tudo. E fui buscar o frango que havia colocado a descongelar de manhã. Abri a embalagem: eram costeletas.

Domingo...

Saudades do dia de ontem...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Este blog não pertence a uma mãe fofinha!

Acabei de entrar em casa. Fui deixar os meus filhos em casa de titio e titia. Vão ficar com os primos... Mochilas, pijamas, roupas, chapéus, fatos de banho e brinquedos... o meu coração voltou mais vazio e apertado.

MENTIRA!!

É o conjunto que interessa!

Quando um amigo sai consternado da casa-de-banho, eu dedico-lhe a maior atenção. Porque um homem só sai indignado dos sanitários se sua calça caqui for acidentalmente manchada com as gotinhas do rim. Ou então, quando o vizinho do lado contempla com desejo ou desdém, o símbolo da sua masculinidade. Razões assim plausíveis para eu parar de ver montras e efectivamente escutar. Ouvir mesmo! Mas errei. Nada daquilo acontecera. Amigo meu estava estupefacto com a prática... como dizer? Com a prática de fazer chichi e sacar do pente do bolso de trás das calças. Como se:
  • sacodir a pilinha, provocasse um desgoverno capilar...
  • fosse esperada rabanada de vento no interior de um centro comercial....
De facto, eu compreendo a indignação do meu amigo. Quem é que anda com um pente no bolso de trás das calças? Gaja que sou, pedi pormenores para uma correcta avaliação. "Qual a faixa etária?" Como gajo que era, não soube responder ?!?! "Crucial, meu caro!" Trata-se de uma prática comum em idades avançadas. Em que três cabelos penteados para o lado direito fazem toda a diferença. São razão e fundamento para uma boa aparência. É condição para arranjar ou não companhia! Mas o meu amigo estava demasiado irritado. "Que rídiculo!" Não é!!!! Trata-se de um indivíduo que se preocupa com a sua imagem. Com o reflexo e impacto dos seus fios junto de todos os que com ele privam. Não acho descabido. Há é que saber esconder o instrumento de arranjo capilar. Numa pochete... que se fecha com ajuda da unhaca do dedo mindinho e cujo padrão tem obrigatoriamente de combinar com o fato de treino de lista lateral e sapato de mocassin. Simples!

Venha a mim o Tetris

Uma tragédia ía acontecendo neste lar. Só vos digo. O miúdo entrou em casa com sua mochilita habitual. Boné, bay blades, outras coisas esquisitas (...), PSP e respectivo transformador. Com o pequeno pormenor que, desta vez, a dita consola encontrava-se ausente. Eu (que sou uma pessoa do mais espectacular que possam supor) fiz o que faria qualquer progenitor: inquiri a criança- até à exaustão- acerca de todos os seus passos naquele fatídico dia. Como devem calcular, uma criança de cinco anos só tem memória até 5 minutos antes daquela conversa pelo que obtive sucessivos "não xei", intervalados de profundos soluços. Pânico! A criança não pára de chorar, a irmã passeia-se (maquiavelicamente) com a sua Nintendo, pai procura em todos os recantos da casa e veículos andantes do agregado e nada! A avó é chamada à problemática familiar. Guardiã das crianças em período de pausa escolar é confrontada com o destino do aparelho.
"PSquê???"
"Bom, mamã, é aquela máquina de jogar que está numa bolsa preta e à qual é costume ver acoplada uma criança! A minha criança."
"Ahhhhh... não sei".

Bom. Já não me recordo como consegui acalmar os ânimos da criança, do pai, e de mim própria. Sim, porque somos todos utilizadores acérrimos do vil instrumento. Passou um dia, passaram dois dias e a nossa respiração começou a tornar-se mais ofegante. E a miúda a passear-se com a Nintendo. "Olhem, passei mais um nível..."  Ao terceiro dia, a criança entrou em colapso. Mas avó, é avó! E não descansou enquanto não encontrou aquilo que identificámos como um pilar da paz familiar. E enquanto eu já imaginava a dita PSP em casa de um outro miúdo qualquer beneficiado com um presente deixado no parque infantil de Linda-a-Velha, o telefonema surgiu. "Encontrei!" Isto para dizer que foi a melhor notícia que recebi nos últimos tempos.
É que reparem: há vidas excitantes... e há a minha vida!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Estátuas erguem-se por menos!


É verdade! Feitos e feitos que vou acumulando neste mundo da educação infantil e zero de reconhecimento. É que fico indignada! E perguntam vocês: o que fizeste de tão notável?
Olhem, ensinei aos meus filhos a serem competitivos! E o que faz falta às pessoas um bocadinho de genica....
Bom, vou explicar.
Visto que sou pessoa que se aborrece com facilidade e não aprecia estar de papo para o ar na praia, nestas férias, inicei os meus filhos no maravilhoso mundo da Bisca.
Primeiro, houve direito a estágio. Umas horinhas de observação a verem o papá e a mamã em pleno torneio. Posteriormente, seguiu-se um período de experimentação. Os dois confrontaram-se tendo na rectaguarda el progenitores. O último estádio de aprendizagem foi em modo formação-acção. Em plena actividade e agora a quatro. Quando começaram a perder ases e manilhas, seguiu-se o ensinameno de ouro aqui da menina: "aqui não há mamã, nem papá, nem maninha, nem maninho. NO JOGO, NÃO HÁ AMIGOS". Sem dó nem piedade, aprenderam muito bem. Mas não ficaram apenas a conhecer as regras do jogo, o valor das cartas, os símbolos e afins! Eu não faço por menos! Aprofundaram sentimentos de frustação (valiosíssimo hoje em dia), praticaram matemática (a contar cartas) e... adquiriram a importante capacidade de neutralizar sentimentos de amor e carinho em contextos de competição. Espectacular!
Ainda assim, às vezes estranho a facilidade com que os miúdos interiorizam os meus ensinamentos. Agora é ouvi-los por tudo e por nada a dizer "aqui não há amigos!" Tenho umas coisinhas para afinar na minha linha pedagógica. A estátua fica para depois........