terça-feira, 11 de setembro de 2012

Massa com esparguete

Muito rapidamente só venho aqui dizer uma coisa: Gentes da SIC, obrigada por animarem este nosso Portugal. Numa altura em que sob os pratos servimos massa com esparguete ou um arroz com caldo knorr (aroma a carne), colocaram no ar o remake da Gabriela. Tudó di bóm! Uma pessoa esquece por uns largos minutos as desgraças. O género masculino ganha um novo alento com as cenas da miúda na fonte a esfregar-se fervorosamente e... nós... bem, nós alimentamos o íntimo desejo de nos aproximarmos de tal personagem. Nada como um bom desafio para ocupar a mente. Da minha parte, o meu marido pode assumir como garantida uma replicação da cena da subida ao telhado.... Com pequenos, pequenissímos ajustes... 10 andares, arrecadações, escadas metálicas... a versão modernizada da coisa.
Em suma, o que importa é que durante os próximos 300 episódios evitam-se depressões e/ou agressões...

domingo, 9 de setembro de 2012

Significado económico do termo "equitativo"- dás tu e dou eu. Mas eu dou mais um bocadinho

Enquanto andam todos tristes, eu ando contentinha. Estranho, não é? Mas, se analisarem bem a minha situação vão ter de concordar que tenho razão.
Eu sou funcionária pública. Sim, sou culpada da destruição crescente desta sociedade. Sou motivo fundamental do endividamento do Estado e mereço uma fustigação permanente. É por minha causa que as famílias portuguesas vivem com dificuldade e o apedrejamento em praça pública é peanuts face ao que mereço. É que reparem: eu não faço nada. Nada. Não produzo. Estou das 9h00 às 17h30 a coçar a micose. A falar com familiares pelo telefone, a gastar erário público imprimindo receitas culinárias e, no restante tempo, aqueço os pés na escalfeta enquanto pinto com rigor e mestria as unhas. Assim, mereço todos os castigos deste e outros mundos. Mais 7, menos 7, tudo é pouco para me corrigir. Ah... mas parece que afinal não estou sozinha! Os entes supremos da produtividade e competência também merecem um tautau! Então, afinal não somos assim tão diferentes... Não me digam que os meninos também lêem a Nova Gente entre a pausa para o café e um jogo on line de tetris?
Assim, estou contente! Cá em casa- entre os sectores público e privado- já não há discrepância. Se eu levo uma paulada, o senhor meu marido também a leva. E a união matrimonial sai reforçada. Ora, 7 e 7 são 14, que corresponde ao número de segundos que ficámos sem ar. Enquanto Peter Rabitt falava c'a gente, no silêncio familiar, ambos faziamos contas mentais à facada no orçamento mensal. E pela primeira vez estavamos em sintonia laboral. Ó pra mim contentinha!
Agora aguardo, com ansiedade, que esta sintonia se alarge aos descendentes para que a harmonia seja geral. Mas não irá demorar muito, julgo eu. Muito em breve a televisão vai-se desligar. Vamos todos juntos a pé para a escola e trabalho. Partilharemos roupa, água fria do banho e latas de sardinha. E seremos todos muito mais felizes. Trá lá lá lá lá!
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sentimentos confusos

Como é que eu vou explicar-vos esta situação que assola o meu espírito? Bom. Vou começar pelo princípio. Qualquer administrador de um blog tem acesso a uma série de informação que um comum visitante não se apercebe. Já aqui mencionei que consigo perceber quantas pessoas me visitam, de onde, através de que sistema operativo e de que plataforma. Para além disso, é possível conhecer as fontes, através das quais, as pessoas chegam até aqui. Através do endereço propriamente dito, do google (sabendo eu as palavras utilizadas na pesquisa), do facebook e, ainda, através de outras páginas que têm de dispor de um link para esta página. Ora, para mim é muito interessante perceber que outros administradores de páginas de internet criaram um link para aqui. Demonstra que gostam mesmo disto e querem apregoar aos sete ventos que vale a pena reter os meus ensinamentos e conhecer as minhas experiências. Tudo má-rá-vi-lho-so! Há umas semanas, no entanto, apercebi-me que uma série de gente vinha aqui ter através de um site... diferente. Como é que eu vou dizer isto de forma suave? Era um site porno! Na verdade, é um site que, para além das fotos e videos que divulgam partes intimas em grande plano, promove o amor. Sim, sim! O amor. Centenas de usuários com fotozinha da face ou do pipi/pilinha que estão disponíveis para o convívio fofinho. Está visto que tive de explorar em pormenor este sítio. Com muita expectativa aguardei por detrás de cada janela, cada comentário ou cada foto a referência à minha pessoa. Juro que até tive algum medo do que poderia encontrar... "Vão ao blog Pedagogia do Terror que passam ali um bom bocado". Bom, recorri ao Eng. Informático da família que, depois de falar muiiiito devagar e com recurso a desenhos me confirmou o que eu adivinhava: alguém tinha de fazer uma referência explicita ao blog ou deveria haver mesmo um link para lá escondido. Não vos posso contabilizar quantos pipis e pilinhas vi, quantos perfis percorri... não encontrei nada! Conclusão: assumi que algum seguidor/visitante meu, em algum momento virtual escaldante gritou Pedagogia do Terror, Pedagogia do Terror!!! De um modo altamente perturbador, cheguei mesmo a sentir algum orgulho. Se consigo proporcionar o prazer através destes textos, tenho o mundo a meus pés! E agora o problema: de repente, desapareceram as visitas através do dito site! Afinal foi mau?!

Surpresa.
Expectativa.
Medo.
Orgulho.
Desilusão.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Quiz

A maior parte das mulheres, quando está com a...TELHA... corta o cabelo, come chocolates, vai às compras... e o que faz a minoria das mulheres? Entenda-se por minoria- eu. Muda a imagem do blog! E porque quero saber o impacto desta decisão, peço-vos que indiquem, sinceramente, a vossa opinião:
 
a) Eu acho que o blog está espectacular.
 
b) Eu, não! Eu acho que o blog está maravilhoso.
 
c) Parvoíce. Está apenas deslumbrante.
 
Venham daí esses comentários. Mas... sejam meiguinhos!!

O meu spot

Hoje durmo aqui!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Vão por mim!

Vocês são persistentes! Ainda não perceberam que este blog é um espaço sem conteúdos? Aqui não se fala de moda, política, economia ou outra coisa qualquer passível de ser categorizada! Basicamente, é um depósito de pensamentos de alguém que necessita de ocupar o pouco tempo que tem livre. Porque raios continuam a passar por aqui? 100.000 visualizações?!?! Não tendes mais nada para fazer? Quer dizer, eu já ando a arruinar a educação de dois seres e agora tende sobre mim a responsabilidade de vos influenciar. Nem sei o que dizer a vós que me visitam dos Emirados Árabes Unidos, Quénia, China, Japão e afins. Não há aí nada interessante para ver? Percebem ao menos o que escrevo para aqui? É que isso deixa-me preocupada! As gentes da Europa e Américas sempre podem recorrer ao desenrascanço e ao Google Translator, agora vós... bem, vejam as imagens!
Enfim, isto para dizer que embora por aqui não se aprenda nada espero que, ao menos, em jeito de seita, sigam os meus ensinamentos. Não se esqueçam das máximas recomendadas:
  • Antes de mães e pais somos pessoas. Necessitamos de manter o nosso espaço e aquelas pequenas coisas que nos dão prazer.
  • Não nos devemos sentir culpados quando pensamos um bocadinho em nós.
  • As crianças são seres que devem ser preparados para a autonomia e para a capacidade de tomar decisões;
  • Não lhes cai nada em cima se ouvirem, de vez enquando, uns nãos. Não os amamos menos por isso.
E... a mais importante: não lhes dêem confiança... eles abusam!
 
Obrigada! Y

Este post retrata um Momento Limetree.

E o que é que acontece quando sou fofinha?

Ontem foi o primeiro dia do meu filho mais canininho no ATL. Mudou o estaminé e eu estava apreensiva. Fui levá-lo e preparei-me para ter o miúdo agarrado às minhas pernas um bom par de horas. A educadora só perguntou: gostas de jogar futebol? Não olhou para trás, não disse adeus e eu reduzi-me, então, à minha insignificância. Apesar de tudo, e em jeito de mamã fofinha, planeei sair um pouco mais cedo do recinto laboral. Para o menino não estar lá muitas horas, para o menino não estranhar, para o menino, para o menino... acontece que a reunião não acabava. E durava e durava e eu só pensava a mãe terrível que era! Cheguei pelas 18h30 àquilo que passarei a designar como "o verdadeiro lar dos meus filhos". E o que é que o menino pálido, apático e tristonho fazia? Escorria em suor enquanto... continuava a jogar à bola, feliz e contente, com os seus novos compinchas. Vá lá... correu para os meus braços...
Primeira questão: Mamã, o ATL fecha a que horas?
- Às 19h00, porquê?
Amanhã, podes vir-me buscar às 19h00?
Sabem aquela caruncha que o sapo Cocas faz?...

Ó faz favor, volta a pôr!

Oh, maçã de Junho! Desculpa mas apaguei o teu comentário!!!! Não tem nada a ver com o facto de não poder ver maçãs à frente... foi mesmo nabice!

domingo, 2 de setembro de 2012

Mudar de registo necessita-se

O meu cérebro ainda não se convenceu de que as férias terminaram. Hoje foi o melhor dia de praia dos últimos tempos e o meu filho acabou de entrar na sala, de olhos fechados, solicitando que fizessemos menos barulho... Vou acolher este mês de Setembro com seriedade. Prometo.
Mas só amanhã.

Ou para a semana.
Ou quando chover...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Simples

Sexta-feira / Após as 19h
Praia das Avencas
Com os meusY 

Há mães espectaculares e altruístas e há... as outras

Quinta-feira à noite é dia de futebol do senhor meu marido. É coisa que acontece chovam calhaus ou membros da família estejam em plena intervenção cirurgica. Por mim, tudo bem! Ora, mas em período de férias, as crianças têm por hábito suplicar para assistir a este "momento glorioso" do seu progenitor... E adivinhem que é que fica em casa de sorriso na cara e a babar?
Ontem não foi excepção. Assegurei que estavam agasalhados e... ide em paz!
 
- Passado uma hora-
 
Toca o meu telemóvel e quem é do outro lado? Filhota com voz de cachorro abandonado.
Mamãaaaaaa, tenho frio e sono. Quero ir-me embora... vem-me buscar.
 
E o cerne da questão reside nas duas opções de resposta seguidamente apresentadas.
 
Mãe espectacular e altruísta:
 
Ó querida filha do meu coração. Mamã vai já a correr buscar o seu bebé! Um minuto... um segundo...
 
A outra (entenda-se, eu):
 
Eu avisei-te! Põe o capuz que a mamã está deitada a ler um livro.
-Mas, mamã! Tenho frio nas mãos e nas pernas...
Corre!


Sim, eu sou a outra!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Suspiro

"Ah, eu gostava de ver esta telenovela!"
O que é que tem de surpreendente esta afirmação?- perguntam vocês.
Foi proferida pelo meu marido. Sim, aquele que tem a sport tv a correr nas veias...
"É que eu vi isto quando era novo..." (voz sumida)
E qual é a telenovela?- voltam vocês a perguntar (que insistência!!)
 
- Gabriela -
 
Preciso dizer mais alguma coisa?

 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Em modo: ave de rapina

Porque sou amiga e porque não quero que mais gente desista, vou demonstrar-vos -mais uma vez- como vale a pena passar por aqui.
 
Ora bem, imaginem uma pessoa linda e espectacular, com um porte atlético, a correr pelos circuitos do Jamor. Imaginem, ainda, uma postura impecável, passos largos e rápidos e uma leveza sem descrição. Agora esqueçam essa imagem. Estão, então, prontos para o que vos transmitirei de seguida. Imaginem a minha pessoa. Na cara um ar de sofrimento. Nas pernas, um peso sem fim. Movimentos lentos e arrastados. Na mente, uma voz em loop "bem feita!". E agora visualizem isto tudo em modo: ave de rapina. E que modo é esse- perguntam vocês, com interesse e curiosidade? É quando me sinto a desfalecer mas não quero desistir. É ver-me, então, a correr sem correr. Ora, portanto, isto é o mesmo que dizer que não saio do mesmo sítio. Estou a fazer todos os movimentos mas avançar que é bom... tal e qual uma águia sobrevoando a sua presa esperando o melhor momento para a alcançar. Com a ligeira diferença, de que nem com páraquedas eu me aguentava no ar e que não procuro alimento na terra batida do meu percurso.
Agora digo-vos: esta estratégia... nem o Bolt!
 
 
 

Por amor da Santa, porque me abandonaste?

Estou aqui que nem posso. Estava eu com 99 seguidores, a torcer por mais um eis senão quando... me desaparece daqui um elemento. E eu fiquei agastada! Quem é o doido ou a doida que desistiu de mim? Não vos apercebeste, porventura, do quão espectacular eu sou? Não estais contente com a minha escrita? Não consigo perceber!! Eu que faço tudo para vos agradar! Que vos conto histórias do mais íntimo do meu ser! Que vos relato experiências do meu quotidiano! Bem sei que não sou pessoa de espetar aqui com a minha cara e modelitos utilizados mas, quer dizer, não constitui motivo para este abandono!
Diz de tua justiça se tens coragem! Mas dá-me uns minutos para accionar a opção de "moderação de comentários".
Já podes!

Uma pessoa tem responsabilidades...



... e por isso cá está! Uma fotografia fofinha para disfarçar um qualquer post anterior...






Eu sabia que devia ter mantido este blog anónimo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Três Vivas para o contexto

Sim, o contexto! Aquele conjunto de dados que nos permite perceber as mensagens!
As chamadas circunstâncias que, de forma directa e simples, evitam que uma desgraça suceda. Confusos? Vou explicar. Hoje à tarde tive uma reunião numa daquelas empresas que cheiram a eficiência e respiram eficácia. Ambientes de puro profissionalismo e imagem cuidada. Zonas de alta produtividade e competência. Um daqueles locais em que entramos e o Sr. da recepção emite um discurso robótico alheio a piadolas e sorrisos. Bom. Não foi a primeira vez! Aliás, tem sido uma prática comum nos últimos tempos. Mas hoje foi demais. Antes que permitissem a minha entrada, e depois dos habituais procedimentos de identificação, pois que o senhor me tirou uma fotografia. Para a direita. Para a esquerda. Sorria para a câmara. Cartão emitido e anexo a outro altamente tecnológico que abriu as portas para aquele outro mundo, tão distante do meu. Portas e mais portas. Cartões e luzinhas e... silêncio. Os robots humanos produziam. E eu ainda pensava na fotografia... Para quê? Ora, sou visitante e estou ali. Estão-me a ver. Para quê uma fotografia ao pescoço? E eis que surge a primeira dificuldade de compreensão. Chego ao destino. Arrumado, limpo e... mudo. Tal e qual onde tive os meus filhos. Começa a reunião. Reina a distância e a formalidade. Tudo bem! O problema é outro. Quem está à minha frente simplesmente fala outra linguagem. É inglês, nada de especial! Mas não é um Olá, tudo bem! nem um E que tempo se pôs hoje em pleno Agosto! São termos técnicos não portugueses. Nem sequer os habituais benchmarking, core business, stakeholder e afins! Cargos, procedimentos, estratégias... em versão "inglês pomposo". E agora já faz sentido: três vivas para o contexto! Por momentos pensei "É só sorrir e acenar. Sorrir e acenar". Mas não foi necessário! Graças ao compincha do contexto -esse porreiro- a mensagem passou. A comunicação fluiu e a formalidade deu lugar à descontração. Afinal não somos assim tão diferentes... ganhamos é menos (falo de mim, é claro).

domingo, 26 de agosto de 2012

Bons cansaços


Sim, estão a dormir juntos e, sim, há cartas misturadas no lençóis.
Uma pessoa sabe que o fim-de-semana foi intenso quando incluiu: praia, sapateira, ameijoas, filmes, palácio, travesseiros, piscina, churrasco, almoço familiar, jantar com amigos (2), amendoins e coca-cola... ah... e quando: envergamos roupas de outras pessoas, os olhos ardem, cai a pele das sobrancelhas e só se ouve de um ouvido.

Vou-me deitar...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Lições do dia de hoje

Em contexto laboral NÃO:

Revirar os olhos, sem antes salvaguardar que ninguém está a olhar para a minha cara;
Dizer exactamente o que penso;
Rir com sarcasmo sem que ninguém mais me acompanhe.
 
Resoluções para Setembro: neutralizar emoções, opiniões e qualquer actividade cerebral.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Erros de uma maternidade descontraída

Ah pois é! A menina erra. E em grande. Já aqui partilhei que a minha filha anda viciada numa tal telenovela denominada Dancing Days. Em modo pausa escolar, permiti que a miúda assistisse a tal produção televisiva que eu assumi- pelo nome- que seria uma coisa tipo musical. Histórias de adolescentes que dançam, sei lá. Basicamente, não reflecti. Deixei, apenas. Ontem, estava eu modo letárgico (resultado do treino de comando que fiz) quando a ouço dizer: "Mamã, olha o x (não esperem que eu recorde nomes) anda a trair a mulher com a amante do pai." Imagem de fundo: o dito x, na cama, lambendo a tal moça com capacidades para proporcionar prazer a toda uma família.
Como?!?!?
Afinal não podes ver isto, filha! Isto não é para a tua idade. Os Morangos com Açúcar, que te são interditos, afiguram-se como uma Eucaristia Dominical face a isto.
- Mas prometeste que me deixavas ver nas férias!
Pois... retire-se a promessa...

Conclusão: Mais um filho sem fé na progenitora...


Mais ideias estúpidas

"Acorda filhote! Hoje vamos ao dentista"
-Gritos e choro-
"Calma, a médica só vai ver!"
-Gritos e choro- seguindo-se um genuíno "MENTIRA!"
E quem pode censurá-lo? Depois da injeção de penicilina (divulgada como "vamos só ver a garganta"), perdi a credibilidade para todo o sempre!



Ass: a mentirosa compulsiva