A temática da maternidade paira assustadoramente neste lar. Há tempos e tempos que os meus filhos se gladiam pelo sexo do bebé que, coitadinhos, imaginam que há-de vir. A piquena quer obviamente uma irmã. O homem mais piqueno quer um ainda mais piqueno. Resolvem o assunto decidindo, então, que terei mais dois filhos. Um boneco para cada um. Vou respondendo com carinho que, mais rapidamente adoptarei um gato... Hoje, qual não foi o meu espanto quando a educadora do ATL me deu os parabéns.
"O G. contou-nos que estás grávida!"
"Como?!"
"Sim, ele disse que tu contaste hoje de manhã que estavas grávida!"
Bom, pareceu-me então que deveria tratar deste assunto com mais seriedade. Assim, quando sozinhos questionei o mais piqueno acerca de tal história. Só arranquei pequenas gargalhadas matreiras. A mais crescida e já sabida afirmou: "Não te preocupes. Pedimos ao médico para pôr (!!!) no pai e assim dói-lhe a ele e não a ti." Mais grave que toda esta construção mental é a evidente ignorância demonstrada! "Sabes, perfeitamente, como é que se fazem os filhos e o médico não entra nessa história!"
"Ah, eu não quero saber nada disso!" (Com ar de mete nojo)
Bom, face a todas as tentativas, estou com dúvidas. Não sei se lhes fale da impossibilidade física pela existência de um objecto metálico maravilhoso, se lhes fale cinco minutos do Sr. Gaspar ou, se lhes diga simplesmente que, mais bebés... só de plástico e de nome Nenuco.