domingo, 9 de dezembro de 2012

E agora...

... precisava de mais um dia..

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Maratona? Peanuts...

Agora apeteceu-me reflectir sobre o casamento. Não foi bem agora. Foi ontem. No momento preciso em que o meu marido deixou por mais de 25 segundos a televisão sintonizada no Goucha. Disse-lhe claramente que é assim que terminam relações... sem o outro ser previamente avisado! E isto fez-me reflectir. De facto, existem muitas coisas que nos aproximam e, simultaneamente, nos afastam enquanto casal. Mas, o cerne da questão, é que na intersecção de todo este conjunto, os aspectos positivos são, de facto, muito positivos. Vejamos um exemplo:
Neste domingo, a minha cara metade vai correr a Maratona, isto é, 42 km. Eu? Eu vou à Festa de Natal do ATL dos meus filhos, que consiste numa manhã desportiva. Qual é a intersecção aqui?- perguntam vocês com entusiasmo e curiosidade. Vamos os dois transpirar... vamos os dois fazer desporto... sendo que eu vou ficar muito mais cansada. Dúvidas?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

9475, quanto milhares tem? E centenas? E dezenas? E unidades? E agora por extenso. E agora tira 323. E ora soma mais 254. E agora divide pela metade. E agora faz o pino com uma banana na boca...

Paizinhos não se apaguem...
 ... porque o vosso esforço foi em vão...
Sim, anos e anos de estudo, financiamento, supervisão e preocupação.
Anos e anos dedicados em acompanhar o enriquecimento do meu conhecimento.
Anos e anos a transmitir ensinamentos e proporcionar experiências.
Anos e anos a depositar as maiores expectativas na minha pessoa...e...
... hoje deparo-me com séries dificuldades com a matéria da 3ª classe!
 
Assumo. Fiz um esforço sobrehumano para recordar a fórmula para classificação das palavras em esdruxúlas, graves e agudas. Espantei-me a distinguir as homófonas e homógrafas. Gritei TOMATE para descobrir a sílaba tónica. Gogglei as onomatopeias e... hoje, especialmente, hoje, atrapalhei-me a contar patas de perdizes e coelhos. A minha miopia agravou-se com as inúmeras tabelas "sudoku" e... receio não conseguir adormecer com a revisão que nos espera amanhã. Não me assustam os distritos, ilhas e afins. Mas temo, sinceramente, confundir veias com artérias, faringe com esófago, esquecer a função do pâncreas e incluir o quimo no sistema reprodutivo...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Expectativa: s.f. esperança fundada em promessas, viabilidades ou probabilidades

Meninos, quando chegarmos a casa têm uma surpresa!
 
Ele: compraram um descapotável?
Ela: puseram um beliche no meu quarto com escadinhas e um cortinado na parte debaixo?
 
Não são expectativas. São... como lhes chamar... hum... D E L Í R I O S ! ! !
 
Não vos conto o que era, mas equipara-se a ovos estrelados para o jantar.
 
 
Nota
Desilusão: s.f. decepção ou desencantamento decorrente de uma experiência negativa profunda.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Asinhas e brilhantes? Não! Homens...

- Na fila para levantar os convites para a estreia do Sininho -



Ouço a conversa de umas meninas que não têm mais do que 1m e 20...
Diz uma: Tu queres é homens!
Responde a outra: Mas grandes! Eu quero homens GRANDES!
 
Mortinha para lhes dar uma chapada na cara!
C R E D O!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Hoje gostei

Do escuro do meu quarto.
Do quente da minha cama.
Dos beijos dos meus filhos.
Dos abraços pequenos. Do abraço grande.
Do sumo de laranja espremido manualmente para não me acordar.
Do silêncio que me foi oferecido.
Do primeiro telefonema da manhã.
De todos os outros telefonemas.
Das mensagens.
Da lembrança de onde eu não esperava.
De todos os votos desejados. De todas as felicidades transmitidas.
Do carinho dos meus amigos. Do amor da minha família.
Da festa preparada.
Do aniversário do meu irmão.
De relembrar que tenho muita sorte.
Obrigada! Y


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Do r/c ao 7º andar

Rapaz pequeno: Mamã, o que é virgem?
Pânico.
Eu: É um signo.
Rapaz pequeno: O que é um signo?
Pânico.
Eu: É um símbolo que está ligado à data do nosso nascimento. Por exemplo, nós os dois somos Sagitário.
Rapaz pequeno: O que é Sagitário?
Pânico.
Eu: Silêncio.
Rapariga pequena: A mãe de Jesus é virgem.
Rapaz pequeno: Ai, é? É que eu tenho um B-Blade que também é virgem.
Eu: Silêncio.

Saudades tuas

Quando ele entrou na sala despertou, de imediato, a minha atenção. Não foi o seu currículo que me impressou e muito menos o discurso a meia voz. A timidez foi claramente compensada pela sua beleza... esta é a verdade! Quando fechou a porta, em jeito de brincadeira, disse à minha chefe "contratamos este!" Deixou de ser o Hélder para mim. Passei a chamá-lo"o homem mái bonito deste recinto laboral". A maneira como sorria com os olhos, como se encolhia de vergonha... deu-me, desde logo, mote para uma brincadeira sem fim. Trabalhámos juntos durante alguns anos e os nossos contactos eram maioritariamente por telefone. Raramente falávamos sobre trabalho e a brincadeira era sempre a mesma. Telefonava-me, disfarçava a voz e esperava, ansioso, apanhar-me desprevenida. Respondia "homem mái bonito..." e o embaraço passava para o seu lado.
Quando morreu... quando morreu... não sei o que senti. Chocou-me a dor dos seus familiares e amigos. Recordo-me das lágrimas a cair mas, hoje sei, que não chorei pelo Hélder. Acho que quando não se chora tudo de uma vez, vai-se chorando aos bocadinhos. Ao longo do tempo.  E é isso que tem acontecido comigo.
Quando passo pelos sitios que fizeram parte da nossa história, lembro-me de ti.
Da maneira como sorrias, quase que fechando os olhos.
Do teu sorriso sincero.
Da tua amizade.
Das nossas brincadeiras.
Das conversas.

Hoje reli o que me escreveste quando os nossos percursos profissionais se afastaram.

...sei que vais pensar nisso e dizer que falta me faz um telefonema do Hélder para me fazer rir....

Tens razão. Faz muita falta. Fazes muita falta.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

É oficial.

Tornei-me na minha mãe.
Confeccionei o meu primeiro bolo de aniversário com relva. Por cima de um pão-de-ló e uma cobertura de chocolote, encontra-se disposta toda uma mancha de côco "naturalmente" agraciada com a cor verde. Um espectáculo só ultrapassado pelas bolas de futebol cuidadosamente colocadas e velinha que anuncia os seis anos do meu amor.


Mamãe, és a maior! Somos...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

"Mãe, eu tenho uma vagina!"


Este post retrata um Momento Limetree.
Sim, eu sei! E não é de hoje mas... dito assim, de rajada, tem o efeito de uma facada no coração (perfurado através dos rins, rodando ora para a esquerda ora para a direita até atingir o alvo).
A pessoa está preparada para a roupa cor-de-rosa, para os adereços brilhantes, para as bonecas, vernizes e purpurinas.
A pessoa espera com agrado o relato do primeiro namorico e apazigua as crescentes quezílias entre melhores amigas.
A pessoa está pronta para as primeiras dúvidas e questões, respondendo com tranquilidade.
A pessoa ouve com mais frequência expressões como "isso não é justo" ou "porque é que eu não posso se a mãe da Maria a deixa?" e faz valer a sua condição de progenitora.
A pessoa só não está preparada para a matéria do 1º trimestre de Estudo do Meio. Um pequeno bem haja para a função reprodutora e termos técnicos associados.

Sim, querido!

Eles estão óptimos!
A natação correu bem e os tpc's vinham todos feitinhos.
Comidinha caseira preparada com amor e já fazem o seu óó. Vê o teu B... blhec à vontade!

O problema não é o chocolate...

Estou aqui a babar. No sentido figurado, entendam-me. Eu, que nem ligo muito a chocolates, estou aqui quase a falecer, tal é o desejo. E até sei quais é que queria. Maltesers. Os meus favoritos!
Simples- dizem vocês! Dizem isso porque não percebem nada! Não é nada simples. Porque tudo o que é bom... Tudo o que dá prazer... merece um ritual. Condições. Ambiente. Contexto. E não me apetece um chocolate sentada aqui nesta secretária fria, cheia de papéis e com o telefone a tocar. Isso é prazer imediato e consequências para todo o sempre. Apetece-me um chocolate, sim. Mas no meu sofá. Com uma mantinha. A lareira acesa. Uma luz a meio gáz e um filmezinho daqueles. Era isso que eu queria. Não quero um chocolate, quero toda uma experiência :)
Simples? Digam isso à minha chefe!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ainda estão aí ou já enviaram uma viatura do INEM para o meu lar?

Já vos disse, porventura, que sou uma pessoa pouco atreita à exposição?
Que coro e baixo a cara com facilidade?
Que roo as unhas como se não houvesse amanhã?
Que gaguejo e tendo a rir quando estou nervosa?
Que raramente me lembro de nomes e mesmo caras?
Que me esqueço das palavras que planeei dizer?
Disse-vos ainda, que tenho historial de problemas cardíacos na família?
Que padeço de vergonha crónica?
 
E...
 
Contei-vos, também, que estou a frequentar um curso de teatro?
E que essa formação inclui, não um, não dois, mas três espectáculos?
Apresentações mesmo? Com palco, bilhetes, luzes, convidados, divulgação?
Que terei de aparecer por detrás de um pano? Fazer coisas? Falar? Cantar? Dançar? Encarar uma plateia?

 

História fofinha

Trouxeste da biblioteca da escola? Boa!
Sim, a mamã lê o livro.
Ora bem! Vamos começar... Era uma vez... CREDO!!!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Cada um com o seu papel

Há pessoas que ficam eternizadas pelos seus gestos. A sua ação marca o mundo. Influenciam o curso dos acontecimentos. Participam. Contribuem.  Modificam.
Eu?
Eu faço batata doce, assada no forno, de um modo espectacular.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A quarta parede

Sair de nós sem sair
É um termo do teatro. Aprendi hoje mas... já o conhecia há muito. Consiste na capacidade de olhar mas não ver. De encarar mas não comunicar. De não estabelecer uma ligação. Uma outra dimensão em que o nosso corpo e a nossa mente escolhem a realidade que mais convém. Existe uma selecção. Clara. E proveitosa para nós.
É uma técnica do teatro, já disse. Mas, exercitada pode-se aplicar a muitas situações da nossa vida. Elimina-se o que assusta, inibe, entristece e opta-se pelo agradável, confortável, prazeiroso. Depende de nós. Afinal, tudo ou quase tudo é uma consequência da nossa vontade.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Em época de saldos, não se aceitam trocas!

Quer dizer, daqui a poucas horas vai-se embora a Xinhora Merkel e devolvem-nos o Vale e Azevedo?
 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Não me admira que não tenha saído nenhuma notícia na imprensa...

Por razões que aqui não posso enunciar, tenho reflectido acerca do meu nascimento. Pediram-me detalhes, informações concretas...

Considerando que sou a quarta de cinco filhos, nunca pude contar com grandes pormenores... basicamente, papá e mamã, recordam-se da maternidade, do dia, hora e... que nasceu uma menina. A única da prole.
Só para que se apercebam melhor dos contornos glamourosos do meu nascimento e das memórias respeitantes, descrevo seguidamente excertos das conversas telefónicas que acabei de ter com os meus progenitores.

- Mãe -
Ó filha, não me lembro de grande coisa. Sei que foi à meia-noite. E eras daqueles bebés com muito cabelo. Sabes? Tipo bichinho...

- Pai -
Não me ocorre nada.
Silêncio.
-Vá lá. Pensa lá bem.
Ah... já tinha "conversado" com a enfermeira para atrasar um bocadinho o nascimento de modo a que calhasse no mesmo dia que o teu irmão. Mas não foi preciso, nasceste mesmo à meia-noite.
  
Espectacular, portanto! Bichinho... não me ocorre nada.... e, contornos ilegais...
Posto isto, vi-me obrigada a pesquisar acerca da minha própria pessoa. Deprimente, eu sei... Mas como quem tem google, tem tudo, voilá! Já sei tudo acerca das circunstâncias do meu nascimento. Ora, estavamos no dia 29 de Novembro de 1977, na Maternidade de Oeiras e... pela meia-noite veio ao mundo esta beldade. Dia 30, portanto! E que mais há para saber acerca do último dia deste que é o meu mês?

Diz a literatura da altura que:
Era quarta-feira (o meu dia da semana preferido!)
Em lisboa estavam 9 graus (como eu gosto...)
No cinema dava o Rocky, pela 4ª semana consecutiva (hum... nada a dizer.)
Do meu Sporting… nem uma letrinha (what else is new?)
Dava o episódio n.º 76 da Gabriela, no II Programa (Oh pá, será que o Coroné também já tinha despachado a mulher e o amante?)
O Sindicato dos Professores da Grande Lisboa recusava Despacho da Secretaria de Estado da Administração e Equipamento Escolar sobre colocações (Esta notícia não é desta semana?)
As camisas de dormir de flanela estavam a 125$ na Joframa (Parece que na Primak, está ela por ela)
José Cardoso Pires escrevia o seu primeiro livro “E agora, José?”(Agora, já foste... mas foste o maior!)
Mário Soares, Primeiro-Ministro, reunia com os Chefes da Oposição e representantes da forças de trabalho (Este homem está em todo o lado, tipo Wally)
E... Sandokan- o mais arrojado e destemido domador de leões, estreava-se pela primeira vez, em Portugal, através do Circo Mariano (tal como eu...).
E, se calhar, deixo para outra altura, o facto dos meus pais terem de "dar prova do meu nascimento", seis meses depois, na Policia Judiciária... Acabei de saber! Mamã, por favor, não quero saber mais nada por agora...
Ass.: O bichinho

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Mil nove e oitenta

Não gosto das pessoas que nasceram na década de 80. Não gosto. São estranhas. Parecem mais novas!