quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Não mostro

Convidaram-me para escrever um artigo- coisa pequena- sobre mim própria. Com direito a foto e tudo. E não é que não estou capaz! Não consigo? Como é que se escreve sobre nós próprios? O que é que se diz? Chamo-me y, tenho x anos e gosto de bolacha maria com queijo?! O que é que interessa aos leitores? 
Uma coisa é dar a conhecer-me através das histórias que por aqui vou contando; outra coisa é fazer uma listagem das minhas características, boas e más. E se eu só der a conhecer aquilo que é bom? E se for pela via mais negativa? Como é que dou a conhecer todas as minhas facetas, de forma verdadeira e genuína? A questão é: será que quero? Será que quero expôr as minhas potencialidades? As minhas fraquezas? Isso é o mesmo que entregar as armas! Já me chega a minha enorme transparência- aquela que eu não consigo camuflar... Não quero. Não quero mostrar apenas umas partes. Para falar de mim, teria de falar de tudo. E não me parece razoável.  Até porque, não é fácil. Nós não somos ou, pelo menos, eu não sou um ser dotado de características imutáveis. "Sou assim e pronto". Não é verdade. As circunstâncias vão-me alterando. Vou modificando o meu comportamento e reacções e vou-me adaptando a novas realidades, mudando a minha própria. Se me perguntarem como é que eu sou hoje diria, apenas, que sou diferente do que fui ontem. Mas sou eu na mesma. Só mudam algumas coisas. Aquelas que eu permito que mudem... porque me fazem mais feliz!

3 comentários:

  1. Eu na essência sou a mesma, mas as circunstâncias da vida fazem-me, por vezes, ser outra.

    Um beijinho

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