quinta-feira, 26 de abril de 2012

Não acreditam em coincidências? É porque não conhecem esta história!!

Mas eu conto! Para me distrair do facto do meu Sporting não ter conseguido....
Ora bem, o meu pai viveu durante muitos anos em Cascais. Desenvolveu amizade com um senhor que vivia no prédio da frente que o tratava por sr. Engenheiro. Mais recentemente veio viver (o meu pai, não o senhor) para Carnaxide, para perto da minha casa. Enquadramento.

Há dias telefonou-lhe uma senhora para o telemóvel que o tratou pelo seu nome de infância. Como é que esta senhora chegou ao meu pai? E quem é ela? Pois que esta é uma senhora que conviveu com o meu pai, em Moçambique, quando ambos ainda não tinham completado 15 anos de idade. A dita senhora alugou a mesma casa onde o meu pai viveu durante anos e desconfiou quem seria o anterior inquilino, pela correspondência esquecida no correio. Como é que o comprovou? Um dia conheceu o sr. do prédio da frente que, entre conversa de circunstância, lhe perguntou se morava "na casa do sr. Engenheiro?". Claro está que daí ao amigo dar o contacto do meu pai... Bom, lá a senhora telefonou ao meu pai que, buscando nos confins da memória, conseguiu recordar-se dos momentos que viveram em conjunto. 1º conjunto de coincidências.

Depois de reavivarem lembranças, eis que surge um convite para almoço convívio com outros tantos colegas e amigos do distrito de Zambeze- Mocuba. O meu pai foi a contragosto. Não se lembraria de ninguém, achava! Eis, então, que a dita senhora o apresentou a outro senhor. "Não te lembras de mim?" Estou a ver a cara do meu pai... Depois de muitos factos e relatos lá começou a chegar! "Eh pá!" 2º conjunto de coincidências.

O que fizeste? Onde trabalhaste? Casaste? Tiveste filhos? Onde moras?
Parou tudo.
Em Carnaxide?!
Sim, na rua x.
Na rua x?!
Em que número?
25.
25?!
Em que andar?
Há anos que, todos os meses, vou tomar café ao 5º andar, a casa de uma amiga. Vamos combinar um café naquele sítio que AMBOS conhecemos! 3º conjunto de coincidências.

No café. Conversa, puxa conversa. O meu pai falou dos seus cinco filhos. De cada um de nós, em particular. Chegou ao filho n.º 3. Trabalha no banco x.
"No banco x?!?! Trabalhei lá a minha vida toda! Quem é o teu filho?"
A resposta chegou. Pois que o sr. trabalhou 6 anos com o filho do meu pai- que é como quem diz- com o meu irmão! Mais! O dito senhor é muito amigo do director respectivo. 4º conjunto de coincidências.

Hoje, o meu irmão é chamado ao gabinete do director onde estava, em jeito de visita, o amigo (já reformado) do meu pai. "Temos de ajustar contas", disse em tom grave e olhar circunspecto. O meu irmão engoliu em seco. O sr. fez uma chamada e disse ao meu irmão que alguém queria falar-lhe. O meu irmão (imagino que já sem pinga de sangue) agarrou no telemóvel do amigo do meu pai e seu anterior colega. Do outro lado, o meu pai disse "olá!", sem saber que do outro lado estaria o seu filho. (!!!) O meu irmão, em pleno banco, junto de superiores e colegas respondeu incrédulo "papá!?!"

Conclusão. O engraçado e inesperado não são as coincidências!! É a rapidez com que uma pessoa perde toda a credibilidade no local de trabalho! Papá?!?

9 comentários:

  1. Muito Muito boa, lol,
    realmente a vida é feita de coincidências, apesar de ter ficado um pouco confusa com tantas coincidências, lol,

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  2. Absolutamente demais!!!!
    Como é possivel tanta coincidência junta???
    Sim, o papá também é muito bom!!!
    Luciana
    =)

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  3. A mundo é um bidé! E eu que fui buscar a minha gaja para lá de onde o outro perdeu as botas e venho a descobrir que ainda temos laços (muito fraquinhos) familiares!

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  4. Epá!!Muito bom!!! Temos menino :))))))))))))))

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  5. Sou apaixonada por coincidências. De preferência assim destas, boas ☺ as más dispenso, mas não deixo de lhes achar graça, quando depois vistas e analisadas à distância. Infelizmente, tenho mais exemplos destas últimas...

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