segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Orientações, por favor

O telemóvel dele tocou às duas da manhã. Eu perdi o ar. Saltei e morri a cada micro segundo de silêncio. Ele morreu mesmo ao meu lado. Viu o que eu não vislumbrei. O nome da nossa filha no visor. Eu pensei que tinha perdido alguém. Outra vez. Ele pensou que não a tínhamos. Ela falou... Tinha sede e solicitava um copo de água. 
Não sei se lhe devíamos bater. Se lhe devíamos dar o copo de água. Se bater-lhe com o copo. Se lhe atirarmos a água. Se enfiar o telemóvel no copo. Se lhe atirarmos o telemóvel à cara. É toda uma indecisão. 

6 comentários: